domingo, 25 de dezembro de 2011
Águia
"E me pergunto quando verei aquele seu sorriso de novo. Tão cheio de dúvidas e incapaz, mas ainda sim forte e espontâneo. Me pergunto se ainda vou ouvir o som da sua risada e perceber que sua respiração foi abafada pelo silêncio entre nós e suas lágrimas.
E tudo o que desejo é manter-te aqui em meu peito, envolto em meus braços, meu doce amigo. Ninando-o como uma mãe faz ao filho. Contando-lhe histórias, contando-lhe sonhos e propostas. Ensinando-o a superar sua própria dor, a se recompor. Como se eu fosse tão forte e tão experiente na luta da vida!
Ah, meu amigo. A verdade é que o tempo não vai conseguir te tirar de mim. Eu e o tempo fizemos um acordo, e em troca de grilhões algemas e mordaças em meu ser, em minh'alma, ele me deixaria em paz.
Mas por quanto tempo minha essência resistirá?
Até que tu consigas levantar e lutar sozinho outra vez, meu amigo. Ficarei tempo suficiente para proteger-te de tudo e de todos que tentarem te causar mal. Minha ave ferida. Tão livre, tão feroz, tão companheira. Sempre planando ao meu lado.
Juntos, nós dominamos a noite. A guia e a àguia."
Letícia Cotta.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Everything
"Porque a chama, que insiste em criptar, é sempre uma opção mais encantadora do que a sombra, que persegue e se rende à noite mesmo sendo tão devota à luz do dia. E baby, nós somos essa chama - então não a apaguemos, como se faz com as que nascem em velas, em cativeiro. Vamos mantê-la viva, em nossos corações, em nossos corpos, e em nossa essência."L.Cotta
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Poor Princess
"Eles querem a princesa, mas se esquecem de que a abandonaram na torre, pronta para ser devorada por dragões ou cometer um suicídio ao pular lá do alto.
E quando chegam - quando caem em si - , já não mais está. Ora, se por vezes tanto a magoam, teria ela o direito de abandonar a torre?
Limito-me a criar repúdio, talvez até certo nojo, de tão famosos (E os não tão famosos assim) escritores de ficção - seja ela infantil ou não.
Eis a pergunta: Se a princesa tanto esperasse, se tanto exposta frente a tanto medo e dor, teria ela virado a vilã ou a guerreira? Por vezes me recuso a acreditar em castelos, num campo cheio de girassóis e petúnias e orquídeas, num dragão ferido ou intacto. Por vezes, recuso-me a sonhar - sendo o sonho minha fonte da vida. Então me exponho à criação. Creio que eu teria sido a princesa que se tornou uma anti heroína. Um meio termo entre vilã e guerreira - deixando toda sua delicadeza escondida. Parece forte, só para esconder a vulnerabilidade. Infelizmente, a anti heroína sempre aprende no último instante em desconfiar de todos até o último segundo. Infelizmente, a anti heroína sempre é deixada para trás (ou ante ao seu espírito de pseudo-heroísmo, se deixa levar, ficando para trás para salvar quem vale a pena) e nem sempre tem tempo suficiente para a reação - odiando, assim, ser pega de surpresa pelas pessoas que não confia.
Eis o ponto: Anti heróis nunca são recompensados. Sempre são mal vistos até o último segundo. Sempre fazem o certo pelas vias quase sempre tortas. Anti heróis são muito similares a princesas - daí surgindo minha tese. Afinal, ninguém gosta de ficar sempre esperando. O melhor sempre sai de nossas mãos - e não através de terceiros."
L.Cotta
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Oceano
"E sinto falta.
Falta das coisas que nunca tive.
Do amor que nunca vivi.
Da vida que emanava de meu ser.
Do sorriso que escapa fácil.
E sinto falta! Tanta falta!
Dos que velejam os mares,
daqueles, sim, daqueles...
Daqueles velhos tempos,
e dos seus seres que se aprofundam
sabiamente, no majestoso oceano
junto às bolhas que lhes escapam.
Sinto falta do que nunca tive,
da intensidade que sempre senti
dos tempos que já passaram
e dos que ainda estão por vir.
Sinto falta, tanta falta
do sorriso que contive
da lágrima que desperdicei
e do que tanto reneguei.
Sinto falta de ti,
ainda que saiba
que estou tão errada.
Ainda que saiba
que tu já não me deseja.
Sinto falta, tanta falta
do sim que me veio sem hesitação,
quando meus lábios só diziam não.
(Temo que minha boca tenha refletido
apenas ao meu medo, e não ao meu desejo.)
Abençoa-me com teu carinho
Protege-me com teu ser.
Eu prometo, meu anjo, ser o que nunca fui.
Tão boa ser por fora, como por dentro sei que sou.
Libere-me, deixa que eu demonstre meu amor
Deixa que demonstre meu carinho
Proteja-me, acalenta-me.
Tão boa ser por fora, como por dentro sei que sou."
Letícia Cotta
Do amor que nunca vivi.
Da vida que emanava de meu ser.
Do sorriso que escapa fácil.
E sinto falta! Tanta falta!
Dos que velejam os mares,
daqueles, sim, daqueles...
Daqueles velhos tempos,
e dos seus seres que se aprofundam
sabiamente, no majestoso oceano
junto às bolhas que lhes escapam.
Sinto falta do que nunca tive,
da intensidade que sempre senti
dos tempos que já passaram
e dos que ainda estão por vir.
Sinto falta, tanta falta
do sorriso que contive
da lágrima que desperdicei
e do que tanto reneguei.
Sinto falta de ti,
ainda que saiba
que estou tão errada.
Ainda que saiba
que tu já não me deseja.
Sinto falta, tanta falta
do sim que me veio sem hesitação,
quando meus lábios só diziam não.
(Temo que minha boca tenha refletido
apenas ao meu medo, e não ao meu desejo.)
Abençoa-me com teu carinho
Protege-me com teu ser.
Eu prometo, meu anjo, ser o que nunca fui.
Tão boa ser por fora, como por dentro sei que sou.
Libere-me, deixa que eu demonstre meu amor
Deixa que demonstre meu carinho
Proteja-me, acalenta-me.
Tão boa ser por fora, como por dentro sei que sou."
Letícia Cotta
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Reflexão: I wanna see.
Sinto falta do que não sinto,
tenho falta da presença que não tive,
temo o que não tenho.
Sinto falta do meu peito transbordando,
quando atualmente ele está pelas metades.
Sinto falta do sorriso que escapou,
das lágrimas que caíram,
dos abraços que perdi,
da vida que vivi.
Sinto falta do que não tenho,
abraçando sempre o que não é meu
(Tão estranho ser receptiva aos olhos teus)
Sinto falta do que já tive,
observando assim de longe.
Sem nunca mover, mas sem nunca parar.
(Me cansei do meio termo.
Os extremos retornaram.
A força também)
tenho falta da presença que não tive,
temo o que não tenho.
Sinto falta do meu peito transbordando,
quando atualmente ele está pelas metades.
Sinto falta do sorriso que escapou,
das lágrimas que caíram,
dos abraços que perdi,
da vida que vivi.
Sinto falta do que não tenho,
abraçando sempre o que não é meu
(Tão estranho ser receptiva aos olhos teus)
Sinto falta do que já tive,
observando assim de longe.
Sem nunca mover, mas sem nunca parar.
(Me cansei do meio termo.
Os extremos retornaram.
A força também)
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O Raio e a Ave.
"Aprenda, compreenda. Você não suporta mais. A distância, a falta - você não é tão forte quanto pensava. Não vá atrás daquele quem tanto feriste. Deixa-o no sétimo paraíso. Deixa-o em paz e te contenta em vagar por estes campos, sem nunca decidir entre ficar e partir. Te contenta com as almas mortais que vais enfeitiçar, sem nunca satisfeita estar. Te contenta em iludir-se nessa fantasia noturna. Substituindo o azul pelo vermelho.
Mas deixa aquela bela ave livre. Melhor observá-lo de longe, e sempre por ele zelar (mesmo que este repulsa sinta de ti) do que despedaçar suas frágeis asinhas restantes. Do que esmagar ainda mais seu ego e apunhalar sua alma. Deixa-o em paz... Deixa-o livre. Pois maremotos e furacões nem sempre andam juntos.
Pois uma ave pode até sobrevoar ao mar, mas nem sempre resiste ao raio. É intenso demais, é perigoso demais. O Raio e a Ave dividem o mesmo céu e a mesma terra, mas talvez nunca consigam se tocar sem um sair ferido. Talvez, só talvez, seja esta a deixa para quebrar as amarras do destino. Talvez seja a hora da ave finalmente encontrar paz. Talvez seja a sua vez de caminhar entre os mortos e os feridos."
L.Cotta
Porque eu não sou as palavras que saem da minha boca. Eu sou os gestos. Eu sou a criação em ação. Eu sou a intensidade. O relâmpago no escuro da noite. Eu sou a liberdade. E como liberdade, justa que é, ei de desprender-me dos pecados aos quais me apeguei - por ficar tanto tempo no escuro. O quê posso fazer se ao pecado me fundi? Adaptar para sobreviver. Mudar para estabilizar. É assim que tem que ser. Porque depois do caos sempre vem a ordem.
Estarei sempre zelando por ti.
Estarei sempre te protegendo, mesmo que isso lhe pareça a entrada para o inferno.
Estarei sempre te observando, de longe.
Eu vou estar lá quando tudo parecer pior.
You're alone.
"As contusões são lembretes
de que por dentro ela está destroçada.
As contusões são notas solitárias
tocando ininterruptamente.
Como arrumar forças
para cobrir a cova que estamos cavando?
Como arrumar forças
para se levantar quando se está sangrando?
Como cantar
quando se perdeu a voz?
Como cantar
quando a rouquidão se fez algoz?
Como gritar
quando se tem medo?
Como chorar
quando só se pode sorrir?
E como sorrir? Como sorrir?"
L.Cotta
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
O esforço justifica mesmo o resultado?
Simplesmente não posso manter-me distante.
Observanto-te assim, por vezes tão quieta,
percebo que ao teu redor existem possibilidades.
(Inquietante, enciumada, agoniada, enjaulada. Ahh!)
Possibilidades que não pareces notar.
Ou será que tem mesmo olhos para mim?
(Não se iluda.)
E aquele teu riso bobo?
E aquele teu sorriso doce?
Como é que eu faço com essas lágrimas de alegria,
ao lembrar-me de teu ser?
(Como posso desejar-te tanto?)
Sei que, egoísta que sou, julgo o "amar"
apenas quando sou retribuída.
(Mas como posso te amar tanto assim?)
Como podes, mesmo tolo, arrancar-me esse sorriso?
Como posso ainda derramar tais lágrimas,
apenas ao lembrar do contato com seu corpo?
(Do quão magnífico foi
Do quão magnífico será
Do quão perfeito és.)
E seria minha sina, apaixonar-me pela perfeição no imperfeito?
Você roubou meu coração
e por algum motivo, também não quer devolver.
(Então devolve, por favor.)
Devolve o meu coração machucado,
que está tão cansado de se apaixonar.
Devolve o meu coração tão dócil,
que está tão relutante em abandonar tuas mãos.
(E que mãos maravilhosas você tem...)
Eu nunca quis parecer tão fraca,
ou pelo menos mostrar como sou tão fraca.
(Nunca quis sentir algo por ti.)
Nunca quis ser assaltada dessa forma,
por um desejo tão voraz e tão carnal
por um amor tão doce e confiável
(por um ser tão perfeitamente submerso em si.)
E eu só queria que você soubesse
que eu amo a forma como você sorri
que eu amo a forma como seus lábios pousam nos meus
(tão cuidadosos, tão macios, tão seguros...)
e a forma como você fica tão constrangido tão facilmente.
Eu queria que alguém roubasse meu coração de você.
Eu queria que alguém assumisse o seu lugar.
(Queria derrubar-te do pódio.)
É só que não consigo trapacear.
É só que não consigo desbancar-te.
É só que não consigo enganar-te.
Então, por favor, pisa logo em meu coração
destrua-o, do jeito que todos os homens sabem fazer
porque simplesmente agonizo a cada dia em que acordo e durmo pensando em ti.
Porque a saudade em meu peito, aperta
Porque o que eu sinto é tão verdadeiro e tão primórdio
que dói.
Porque o que eu sinto é bom demais para ser oferecido a você.
Porque o que eu sinto é tão verdadeiro e tão primórdio,
que se encaixa perfeitamente em você.
Eu só estou tão cansada de lutar contra isso...
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Nunca é falta de paixão.
Descobri que nunca é falta de desejo, paixão, contato. É só um pouquinho de amor. Não de distribuir amor - francamente, estou cansada disso -, mas de receber. Porque um pouquinho de carinho não faz mal para ninguém... Não é?
Mas como achar carinho? Como descobrir quem te daria o mundo se fosse possível, se a única pessoa que você confia e sabe que jamais te decepcionaria está a milhas de distância - e você nem sabe se é verdade?
Falar é fácil e fazer é difícil. Mas quem quer, sempre dá um jeito. Então, porquê justamente eu - essa garotinha cheia de atitude - tenho que ir atrás? Já não fui subestimada (e sim, felizmente, superei as expectativas) o bastante? É pedir demais, esperar que alguém lute e venha atrás de mim? Eu só, sinceramente, estou cansada de lutar. Seja contra o quê for. Eu só preciso me sentir querida nos braços de alguém que eu sei que posso confiar, que nunca vai me abandonar.
Porque depois de uma remessa imensa de luxúria, sempre fica a carência. E ela pode ser de qualquer sentimento ou objeto ou ser, mas é ainda pior quando é por companhia - você simplemsente sente que ser libidinosa, se libertar, não foi o suficiente. Como se você estivesse sempre em busca de algo que não pudesse ter. Como se o que você mais quisesse, soubesse onde encontrar, mas não fosse por medo de ser pouco provável.
Eu só quero um pouquinho de amor. Não estou pedindo muito. Não é?
terça-feira, 27 de setembro de 2011
A Fortaleza - O ARQUEIRO
"O papel do ARQUEIRO é fundamental na proteção de uma fortaleza - mesmo que ela, por si só, já provoque tal feito. Junto à ele, carrega honra, coragem, e mistério no olhar. Mantém-se, junto ao seu arco e suas inúmeras flechas, em cada encrosta - em cada errinho, em cada muro, em cada vão. É a segunda defesa. É quem entrega sua vida antes dos outros. É quem se arrisca sem pensar duas vezes.
"PREPARAR!"
É ele quem é o hospedeiro de todo coração parasita. Ele, veia pulsante a pronta entrega para a pele. Sim, ele, que luta por seu reino e é o primeiro a cair na batalha. ELE, que em troca de munição e motivação, dá o que nos é mais valioso: Coragem, sobrevivência... Vida! Ele, que não pensa duas vezes antes de cair. Ele, que tem como melodia preferida o ruído oco da flecha cortando o vento e acertando o alvo.
"APONTAR!"
É ele quem primeiro desembaia a espada ou a adaga, antes dos demais assumirem a afronta. É o seu papel. É a sua vida. Se a muralha cai, ele também cai. Ele, que em troca de vida ganha humilhação - tendo seus números reduzidos ano após ano. Ele, descriminado por acharem que a honra não é o seu princípio. E O É!
"FOGO!"
Vive por honra. Morre por honra. Mas sobrevive através das migalhas do tempo.
Ele, a vírgula mal formada, defeituosa. Ele, o ponto final atrás de cada frase. O dito e feito a pronta entrega, o verdadeiro ao pé da letra. Mas sábio, cauteloso - ainda que impulsivo quando em êxtase total.
Vê? Cada criaturinha desempenha seu papel numa guerra."
Feito por: L.Cotta
"PREPARAR!"
É ele quem é o hospedeiro de todo coração parasita. Ele, veia pulsante a pronta entrega para a pele. Sim, ele, que luta por seu reino e é o primeiro a cair na batalha. ELE, que em troca de munição e motivação, dá o que nos é mais valioso: Coragem, sobrevivência... Vida! Ele, que não pensa duas vezes antes de cair. Ele, que tem como melodia preferida o ruído oco da flecha cortando o vento e acertando o alvo.
"APONTAR!"
É ele quem primeiro desembaia a espada ou a adaga, antes dos demais assumirem a afronta. É o seu papel. É a sua vida. Se a muralha cai, ele também cai. Ele, que em troca de vida ganha humilhação - tendo seus números reduzidos ano após ano. Ele, descriminado por acharem que a honra não é o seu princípio. E O É!
"FOGO!"
Vive por honra. Morre por honra. Mas sobrevive através das migalhas do tempo.
Ele, a vírgula mal formada, defeituosa. Ele, o ponto final atrás de cada frase. O dito e feito a pronta entrega, o verdadeiro ao pé da letra. Mas sábio, cauteloso - ainda que impulsivo quando em êxtase total.
Vê? Cada criaturinha desempenha seu papel numa guerra."
Feito por: L.Cotta
sábado, 24 de setembro de 2011
Constatando um fato.
E tudo que eu tinha para chorar em meses, eu estou chorando hoje.
Simples assim.
Simples assim.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
A torto modo.
"E por vezes esqueci o sabor doce que você tem
Que por vezes tu eras tão inquieto
Ao mesmo tempo tão simples, tão decifrável, tão imutável e tão quieto.
E foi que, por vezes, me esqueci do toque gelado que deixa a pele quente.
Me esqueci do vai e vem em zig-zag, que a curva no teu tom tem
E doa o que doer,
Doa a quem doer,
Acho que a sua simplicidade não é o suficiente
Não para a minha fúria
Para a minha ânsia
O meu ver a torto modo.
E foi que, por vezes, me esqueci do brilho que o Sol tem
da forma com que ele aquece a minha pele
E foi que, por vezes, me esqueci o quão doce é a vida
e que os raios de Sol podem rejuvenescer meu corpo
minha'lma, meu ser. Minha essência.
Pois faça! Rejuvenesce meu coração
Rejuvenesce minha mente!
Faça-me voltar a outrora!
Onde o simples era simples
E o difícil também era tão fácil
E cada sinal que eu deixei para trás
e cada coisa da qual me esqueci
Da gota que cai
da criança que chora
do soluço irremediável do coração
Amor, porque eu te chamo assim?
Quando sou enamorada daquele que não me enamora
Daquele que outrora não existe mais
Daquele que outrora abandonei
Daquele que outrora me abandonara
Amor, me diz
Porque o Sol já não tem mais o mesmo efeito em mim?
Amor, me diz
Porque é que o Sol já não me ama tanto assim?
E porque as flores tem florescido tão tristemente
e a lua se esconde e reaparece com pesar?
Vai, me diz
A pena que vale a pena pagar
A sombra da qual vale a pena fugir
Pelo Sol que vale a pena lutar...
As coisas são como são, afinal.
Mas o que são as coisas?"
Feito por: L.Cotta
Que por vezes tu eras tão inquieto
Ao mesmo tempo tão simples, tão decifrável, tão imutável e tão quieto.
E foi que, por vezes, me esqueci do toque gelado que deixa a pele quente.
Me esqueci do vai e vem em zig-zag, que a curva no teu tom tem
E doa o que doer,
Doa a quem doer,
Acho que a sua simplicidade não é o suficiente
Não para a minha fúria
Para a minha ânsia
O meu ver a torto modo.
E foi que, por vezes, me esqueci do brilho que o Sol tem
da forma com que ele aquece a minha pele
E foi que, por vezes, me esqueci o quão doce é a vida
e que os raios de Sol podem rejuvenescer meu corpo
minha'lma, meu ser. Minha essência.
Pois faça! Rejuvenesce meu coração
Rejuvenesce minha mente!
Faça-me voltar a outrora!
Onde o simples era simples
E o difícil também era tão fácil
E cada sinal que eu deixei para trás
e cada coisa da qual me esqueci
Da gota que cai
da criança que chora
do soluço irremediável do coração
Amor, porque eu te chamo assim?
Quando sou enamorada daquele que não me enamora
Daquele que outrora não existe mais
Daquele que outrora abandonei
Daquele que outrora me abandonara
Amor, me diz
Porque o Sol já não tem mais o mesmo efeito em mim?
Amor, me diz
Porque é que o Sol já não me ama tanto assim?
E porque as flores tem florescido tão tristemente
e a lua se esconde e reaparece com pesar?
Vai, me diz
A pena que vale a pena pagar
A sombra da qual vale a pena fugir
Pelo Sol que vale a pena lutar...
As coisas são como são, afinal.
Mas o que são as coisas?"
Feito por: L.Cotta
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Enjaulados.
"Enjaule uma leoa e tu verás o que é fúria.
Enjaule uma ave e tu verás o que é tristeza.
Faça sua escolha,
Siga seu coração
- Ou se preferir, a razão -
Qual é a causa pela qual vale a pena lutar?
Por quanto tempo teremos que temer?
Como será o dia de amanhã?
- É assim que tu vais morrer? -
Qual é a causa pela qual vale a pena morrer?
Qual é a causa pela qual vale a pena chorar?
Qual é a causa pela qual vale a pena sangrar?
Você não sabe como será o amanhã.
Não, você não sabe.
Enjaule um animal, e tu verás o que é fuga.
Quanto mais você corre, mais ele vem.
Quanto mais você prende, mais ele se rebela.
Quanto mais você encaixa, mais ele se mexe.
Quanto mais você luta, mais ele revida.
Qual é a causa pela qual vale a pena lutar?
Qual é a causa pela qual vale a pena cair?
Qual é a causa pela qual vale a pena levantar-se uma vez mais?
Qual é a causa pela qual vale a pena o dia de amanhã?
Você não sabe como ele é..."
Feito por: L.Cotta
Enjaule uma ave e tu verás o que é tristeza.
Faça sua escolha,
Siga seu coração
- Ou se preferir, a razão -
Qual é a causa pela qual vale a pena lutar?
Por quanto tempo teremos que temer?
Como será o dia de amanhã?
- É assim que tu vais morrer? -
Qual é a causa pela qual vale a pena morrer?
Qual é a causa pela qual vale a pena chorar?
Qual é a causa pela qual vale a pena sangrar?
Você não sabe como será o amanhã.
Não, você não sabe.
Enjaule um animal, e tu verás o que é fuga.
Quanto mais você corre, mais ele vem.
Quanto mais você prende, mais ele se rebela.
Quanto mais você encaixa, mais ele se mexe.
Quanto mais você luta, mais ele revida.
Qual é a causa pela qual vale a pena lutar?
Qual é a causa pela qual vale a pena cair?
Qual é a causa pela qual vale a pena levantar-se uma vez mais?
Qual é a causa pela qual vale a pena o dia de amanhã?
Você não sabe como ele é..."
Feito por: L.Cotta
domingo, 4 de setembro de 2011
You hurt me when I've got so much more to give.
"Você me machuca, quando eu tenho tanto para te dar..."
Hooverphonic.
Simples assim.
Hooverphonic.
Simples assim.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
O Origami da Primavera.
"Pode não parecer, mas aqui no meu peito tem um coração que pulsa exclusivamente por alguém. Por trás de todas brincadeiras meio brutas, algumas diretas até demais, existe um poço de carinho pronto para ser recolhido e posto em um único balde. Desdobrando-se em dois, existe um origami de um coração avermelhado com pequenas asinhas de Hermes. É um coração bem leve, comparado ao peso que suas muralhas contém... Bem, o papel anda meio amassado. Rasgado, até meio feio e sujo. Mas, é o melhor que eu posso te oferecer no momento.
Mas, veja bem: Sua capa está amassada, mas o interior não! Os amassos mantém-se nas fissuras do origami, no ponto a ponto que interliga sua construção. Não no centro. No centro... Ah! No centro ele está adormecido como todo vulcão. Pronto para ser desperto, pronto para entrar em erupção! Para dar tudo aquilo que o dono desse coração merece... Bem, é verdade que não tenho muito a oferecer.
Mas, eu vou esperar por você! Quando não existir mais ninguém lá para ti, quando tentares esconder o seu mais profundo estado de espírito... Eu vou estar lá! Porque eu reparo em você como um todo, porque eu quero te ajudar nas horas difíceis e poder rir ao seu lado nos bons momentos da vida. Porque eu quero cuidar de ti, como você bem merece. Porque esse origami que eu seguro em minhas mãos, só pode ser oferecido a ti, caso contrário, ele não cria vida. É como o botão de rosa, o meu pequeno origami: Ele só floresce na estação certa, e quando está devidamente pronto. E você, sem dúvida, é melhor que tudo isso."
Feito por: L.Cotta
Mas, veja bem: Sua capa está amassada, mas o interior não! Os amassos mantém-se nas fissuras do origami, no ponto a ponto que interliga sua construção. Não no centro. No centro... Ah! No centro ele está adormecido como todo vulcão. Pronto para ser desperto, pronto para entrar em erupção! Para dar tudo aquilo que o dono desse coração merece... Bem, é verdade que não tenho muito a oferecer.
Mas, eu vou esperar por você! Quando não existir mais ninguém lá para ti, quando tentares esconder o seu mais profundo estado de espírito... Eu vou estar lá! Porque eu reparo em você como um todo, porque eu quero te ajudar nas horas difíceis e poder rir ao seu lado nos bons momentos da vida. Porque eu quero cuidar de ti, como você bem merece. Porque esse origami que eu seguro em minhas mãos, só pode ser oferecido a ti, caso contrário, ele não cria vida. É como o botão de rosa, o meu pequeno origami: Ele só floresce na estação certa, e quando está devidamente pronto. E você, sem dúvida, é melhor que tudo isso."
Feito por: L.Cotta
"Você não acha triste os botões que não florescem?"
Naruto, "Ino"
Naruto, "Ino"
domingo, 28 de agosto de 2011
Meu bebê parte.
Eu te vi crescer, mesmo que tu penses que jamais te notei. Eu te vi ficar forte, firme, saudável e decidida, mesmo que penses que tudo o que sei é falar de mim. Silenciosa, anotei detalhe por detalhe. Pétala por pétala, dessa forte roseira! Pois, ao contrário de mim, minha amiga (meu bebê), tu és uma roseira! Queria eu ser tão presa as tuas raízes, e não ter grandes chances de cair neste abismo que nos separa do chão, do ar, do tempo... Vi teus momentos de fraqueza, teus momentos de fúria, até os de egocentrismo, canalhismo (?) e piadistas. Mas jamais seria capaz de abandonar-te!
Eu descobri que vai ser difícil ficar longe de você por tanto tempo.
Descobri que as escolhas são fáceis, mas o tempo é longo ao mesmo tempo que é curto. Que o tempo, a distância, e o espaço são fatores mutáveis demais para quem está envolvido.
Então, minha criança, aprenda de uma vez por todas: Se você sente, você se importa. E que não há como ser racional fora dos estudos ou trabalho, quando você tem que fazer uma escolha.
A minha escolha é a de nunca te deixar. De nunca falhar com você. De estar do seu lado nos momentos bons e ruins, nesse quase-casamento que é a nossa amizade. Pois sou a rosa dessa linda roseira que tu és! E veja, nem todas flores são vermelhas, ou rosas, ou brancas, ou as raras rosas enegrecidas! Algumas também são azuis e possuem tons arroxeados!
Então vá! Voa livre como um pássaro no céu, aproveita as nuvens, foge das tempestades, mas sempre te encontre a observar o pôr e o nascer do Sol! O início e o fim são ótimos, mas saiba aproveitar o intermédio! O PRESENTE! Viva, minha criança. Te desprenda das tuas raízes, que o solo em que nasceste estará sempre lá... E sempre poderá retornar a ele. E quanto a mim?
Eu tenho meus quatro espinhos poderosos (que também chamo de mãos e pés) para afastar qualquer um que tente colher-me do vaso em que tu me deixaste. Mas como já dizia a Rosa, de o pequeno príncipe:
"- É claro que eu te amo - disse-lhe a flor. - Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.
- Mas o vento...
- Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.
- Mas os bichos...
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.
E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa ..."
O pequeno príncipe.
Sempre estarei aqui para você, meu bebê. Sempre.
Obrigada por fazer parte da minha vida, Andressa de Assis Rafael! Eu não seria nada sem você.
E eu estarei, sempre, silenciosa e secretamente ao seu lado.
Eu descobri que vai ser difícil ficar longe de você por tanto tempo.
Descobri que as escolhas são fáceis, mas o tempo é longo ao mesmo tempo que é curto. Que o tempo, a distância, e o espaço são fatores mutáveis demais para quem está envolvido.
Então, minha criança, aprenda de uma vez por todas: Se você sente, você se importa. E que não há como ser racional fora dos estudos ou trabalho, quando você tem que fazer uma escolha.
A minha escolha é a de nunca te deixar. De nunca falhar com você. De estar do seu lado nos momentos bons e ruins, nesse quase-casamento que é a nossa amizade. Pois sou a rosa dessa linda roseira que tu és! E veja, nem todas flores são vermelhas, ou rosas, ou brancas, ou as raras rosas enegrecidas! Algumas também são azuis e possuem tons arroxeados!
Então vá! Voa livre como um pássaro no céu, aproveita as nuvens, foge das tempestades, mas sempre te encontre a observar o pôr e o nascer do Sol! O início e o fim são ótimos, mas saiba aproveitar o intermédio! O PRESENTE! Viva, minha criança. Te desprenda das tuas raízes, que o solo em que nasceste estará sempre lá... E sempre poderá retornar a ele. E quanto a mim?
Eu tenho meus quatro espinhos poderosos (que também chamo de mãos e pés) para afastar qualquer um que tente colher-me do vaso em que tu me deixaste. Mas como já dizia a Rosa, de o pequeno príncipe:
"- É claro que eu te amo - disse-lhe a flor. - Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.
- Mas o vento...
- Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.
- Mas os bichos...
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.
E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa ..."
O pequeno príncipe.
Sempre estarei aqui para você, meu bebê. Sempre.
Obrigada por fazer parte da minha vida, Andressa de Assis Rafael! Eu não seria nada sem você.
E eu estarei, sempre, silenciosa e secretamente ao seu lado.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
No escuro da noite.
"No escuro do meu quarto não tem dor.
Mas também não tem carinho.
O escuro do meu quarto não tem nada,
a não ser treva e luz.
E porque teria mais?
E porque teria mais,
se a parte é o todo
e se o todo é a parte?
Se só eu poderia preenchê-lo,
moldá-lo, ao bel prazer?
E porque teria mais,
quando minhas mãos estão cansadas
e o meu coração, eu acho, está ferido?
E porque teria mais,
se em minha mente repousa em agonia
e só aceita uma palavra como cura?
Sim.
Diz p'ra mim!
Para qu'eu possa fugir desse quarto escuro
e poder contemplar o brilho do Sol e do luar."
Feita por: L.Cotta
Mas também não tem carinho.
O escuro do meu quarto não tem nada,
a não ser treva e luz.
E porque teria mais?
E porque teria mais,
se a parte é o todo
e se o todo é a parte?
Se só eu poderia preenchê-lo,
moldá-lo, ao bel prazer?
E porque teria mais,
quando minhas mãos estão cansadas
e o meu coração, eu acho, está ferido?
E porque teria mais,
se em minha mente repousa em agonia
e só aceita uma palavra como cura?
Sim.
Diz p'ra mim!
Para qu'eu possa fugir desse quarto escuro
e poder contemplar o brilho do Sol e do luar."
Feita por: L.Cotta
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Uma dúvida saudável.
"Porque eu gosto de você?
Sei que o que sinto não se resume a desejo
embora, grande parte das vezes só consiga resumir assim.
Porque eu gosto de você?
Talvez por causa daquela sua gargalhada gostosa,
que eu sei que não tem som.
Talvez por'aquele jeito simples com que lida com a situação,
que eu sei que na sua cabeça é bem complicado.
Porque eu gosto de você,
quando sei que ao meu redor existe uma série de bons partidos?
Porque eu gosto de você
se tu nunca fostes melhor ou pior do que os outros?
E como cheguei neste ponto,
onde os demais são outros e só existe o você?"
Feito por: L.Cotta
Eu te amo porque te amo.
E o amor foge de loucas explicações.
Sei que o que sinto não se resume a desejo
embora, grande parte das vezes só consiga resumir assim.
Porque eu gosto de você?
Talvez por causa daquela sua gargalhada gostosa,
que eu sei que não tem som.
Talvez por'aquele jeito simples com que lida com a situação,
que eu sei que na sua cabeça é bem complicado.
Porque eu gosto de você,
quando sei que ao meu redor existe uma série de bons partidos?
Porque eu gosto de você
se tu nunca fostes melhor ou pior do que os outros?
E como cheguei neste ponto,
onde os demais são outros e só existe o você?"
Feito por: L.Cotta
Eu te amo porque te amo.
E o amor foge de loucas explicações.
As cartas de um bardo - PT IV(Cartas de uma Trovadora, PT II.)
"Ó amante meu,
Nestas linhas com o tempo há de desvendar a minha angústia. A ânsia que tenho pelo toque teu. Pela forma tão doce com que dizias meu nome, a força com que me abraçava, ou até o jeito manhoso e preguiçoso com que abria esse par de olhos maravilhoso e tão estranhamente comum - mas, para mim, único.
O meu fim bem é certo, é mais do que previsto e detalhado. Mas não deixarei de escrever-te! Pois aqui em meu peito, meu amor improvável mas não impossível, meu afeto por ti intacto continua! Como dói, ah como dói!, ter-lhe apenas na memória, no passado palpável que é o único vestígio que tenho de ti junto à mim (o pequeno lápis que utilizo para manter o penteado em coque, e que possui mais valor do que o mais caro presente que possa encontrar no mundo), e o corpo que ainda insiste em estremecer de alegria quando recordo-me do toque, e que reside na tristeza quando percebe que este não mais virá.
Tudo o que queria, neste instante, é correr para os braços teus. Mas como poderia, quando teu coração pertence à minha irmã? Como poderia, sabendo que tu tens remorso de nosso amor, ao pensar que iludiu-me quando eu é quem aproveitei-me de tua inocência apenas ao pensar que tu me amavas? Como poderia retornar aos braços teus, quando tão distantes e reclusos estão? E como evitaria a dor que em meu peito reside? Como preencheria a cama vazia? Como evitaria a dor na constância que é amanhecer e adomercer tão só?
Vem para mim, vem para mim! Corre até mim, vence por mim, escreve para mim! Sana meu desejo, minha carência, sana o meu amor, a minha angústia de você. Cura minhas feridas, ao invés de cavar ainda mais o buraco em meu peito! Dá-me uma chance para retornar! Pede uma chance ao mundo! FAÇA essa chance! Diga que meu amor não foi em vão. Ou pelo menos, lute por ela para que minha dor não tenha sido em vão.
Pensa um pouco em mim, como eu penso em você. Não precisa ser todo dia. Não precisa ser todo ano, nem toda hora... Apenas pensa um pouquinho em mim... Faça como eu faço, mas não pensa como eu penso! Faça o que seu coração e seu corpo mais quiserem, não importando o que seja... Mas faça.
Siga seus instintos, eles sempre estarão certos."
Feito por: L.Cotta
Tudo o que queria, neste instante, é correr para os braços teus. Mas como poderia, quando teu coração pertence à minha irmã? Como poderia, sabendo que tu tens remorso de nosso amor, ao pensar que iludiu-me quando eu é quem aproveitei-me de tua inocência apenas ao pensar que tu me amavas? Como poderia retornar aos braços teus, quando tão distantes e reclusos estão? E como evitaria a dor que em meu peito reside? Como preencheria a cama vazia? Como evitaria a dor na constância que é amanhecer e adomercer tão só?
Vem para mim, vem para mim! Corre até mim, vence por mim, escreve para mim! Sana meu desejo, minha carência, sana o meu amor, a minha angústia de você. Cura minhas feridas, ao invés de cavar ainda mais o buraco em meu peito! Dá-me uma chance para retornar! Pede uma chance ao mundo! FAÇA essa chance! Diga que meu amor não foi em vão. Ou pelo menos, lute por ela para que minha dor não tenha sido em vão.
Pensa um pouco em mim, como eu penso em você. Não precisa ser todo dia. Não precisa ser todo ano, nem toda hora... Apenas pensa um pouquinho em mim... Faça como eu faço, mas não pensa como eu penso! Faça o que seu coração e seu corpo mais quiserem, não importando o que seja... Mas faça.
Siga seus instintos, eles sempre estarão certos."
Feito por: L.Cotta
Inspirado em:
http://www.youtube.com/watch?v=L73OLaG4_kA
(The XX - Intro)
"Então dance. Cara, ela/e nunca teve chance."
The Offspring, "You're Gonna Far, Kid."
The Offspring, "You're Gonna Far, Kid."
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Conclusões - PT. II
"A chuva pode estar forte. O calor pode estar insuportável. As marés podem estar furiosas. O vento pode gritar e gritar. Minha dor pode ser insuportável. A saudade pode devorar o meu peito. Pode faltar, pode sobrar, dinheiro. Posso perder amizades, ganhar novas. Posso rir, posso chorar. Posso rir de tanto chorar. E posso chorar de tanto rir. Posso gritar, posso fugir. Posso correr, andar, nadar. Quem sabe voar?
Eu sou, simplesmente, a pessoa mais feliz do mundo.
Com frustrações, alegrias, incertezas, tristezas.
Cheia de defeitos e com poucas qualidades.
Mas sou a pessoa mais feliz do mundo. Ou não. Devo ter poucos, mas bons, concorrentes.
E a vida não teria graça se não fosse incerta e não nos enchessem de obstáculos. As vezes cansa, irrita. Mas sempre estão a nos testar ao máximo, mesmo que nossa vontade seja ter um minutinho de silêncio. Nossa capacidade de mudança, de adaptação. De cura. Tudo isso para nos preparar para a explosão de alegria ou tristeza que teríamos ao perceber que tínhamos tudo e fizemos, ou não, bom proveito."
Feito por: L.Cotta
terça-feira, 16 de agosto de 2011
O trono da Reflexão
"Acabo de perceber que toda dor é passageira. E que um dia todos encontrarão o que mais lhe trará/trás felicidade (desde que lute, mesmo que minimamente, por tal). Querendo ou não, todos caminhos possuem um fim. Até os rios. Tudo o que podemos fazer é aproveitar (ou não) o percurso, a viagem...
A questão é: Você sabe viver cada dia como se fosse o último?"
Feito por: L.Cotta
A questão é: Você sabe viver cada dia como se fosse o último?"
Feito por: L.Cotta
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Um trecho de uma música...
"De tudo por aí, não sou o pior que há."
Jimmy London, "Pense nisso quando me soltar"
Adorei a música, HAHA!
Jimmy London, "Pense nisso quando me soltar"
Adorei a música, HAHA!
As cartas de um bardo - PT III. (A feiticeira e a trovadora.)
- Se você o ama, deixe-o partir! - gritou a feiticeira.
- Mas eu o amo! - murmurou a trovadora, chorosa. - Como posso abandonar aquilo pelo qual tão devota sou?
- Amar é por a felicidade de outrem em primeiro plano. - contra atacou a feiticeira, sua irmã gêmea. - Não foi tu que disseste que a felicidade de teu amado seria a tua felicidade? Que faria o que pudesse para protegê-lo? Chegou a hora, garota. Vocês nunca dariam certo, por mais que tentasse. Ele me ama! Quando tocou-lhe, pensava em mim! Não aumente ainda mais a dor dele... Pois ela será a tua dor! Cumpra a tua promessa! Faça jus ao que tanto disseste!
- Mas o quero tanto... - disse, já aos prantos, a trovadora. E, surpreendentemente, levantou-se. Estufou o peito, fechou a mão em punho e secou as lágrimas com a outra. - Se isso o fará feliz, e o manterá protegido, partirei.
E partiu, com a cabeça erguida e olhos a diante.
Mas ela não queria que a feiticeira a visse chorar... Era uma trovadora muito orgulhosa, mesmo sendo poeta. Era forte por fora, mas extremamente frágil por dentro. Fazia-se de durona, de imbatível, mas tudo o que queria no momento era o abraço da pessoa que mais lhe passava segurança e conforto: seu amado.
Mas, querida, ele não estava ai. Nem nunca estaria. Jamais retornaria aos seus braços. Jamais receberia o conforto que tanto almejava, jamais sentiria seu cheiro ou tocaria sua pele. Tão pouco teria contato com seus lábios perfeitos e que a faziam esquecer do mundo todo quando tocados.
E, apesar de todas suas dores, ela se ergueu novamente. Seguiu seu caminho, deixando-o livre para a feiticeira. Desistiu. Não porque não tinha coragem, não porque não podia lutar. Desistiu por amor. Desistiu porque a felicidade de seu bardo estava em primeiro plano.
Pois, até mesmo os amantes um dia tem de partir.
Pois, até mesmo o dia precisa ter fim...
E ela partiu, com o coração na mão. Não olhou para trás. Sabia que sua irmã não cuidaria de seu amado, e muito o magoaria. Sabia que ele não acharia ninguém com um amor tão devoto quanto o dela... Mas a trovadora ainda o tinha em sonhos. Não tinha? Ela ainda poderia sonhar com ele, não podia?
Ele sabia que ela o amava, não sabia? Isso bastava... Não é?
E no fundo de seu coração, bem sabia: Não, não bastava. Nem um pouquinho.
Porque ela seria facilmente substituída.
Mas se partir o deixaria a salvo e feliz... Então ela partiria.
Feito por: L.Cotta
"Cante para que eu adormeça. E não me acorde amanhã. Não quero mais acordar por contra própria... Cante para que eu adormeça. Estou tão cansada! Não se sinta mal por mim... Eu realmente tenho que ir! Cante para que eu durma... Pois há um outro mundo. Há um mundo melhor... Bem, pelo menos deve ter."
Emily Browning
Emily Browning
domingo, 14 de agosto de 2011
Porto Seguro.
Onde estás tu, meu porto seguro, quando por ti grito?
Não ouviste meu chamado?
Não sentiste minha dor?
Onde estás tu, meu porto seguro, quando por ti grito?
Não tenho um porto.
Tão pouco seguro.
Só tenho à ti, meu coração.
Então fortalece tuas muralhas, antes que se desfaça em pedaços.
Em pedaços de pedaços.
Não importa como
Não importa quando
Mas te fortalece, coração!
Fortalece tuas muralhas,
Proclama teus direitos,
Grita com teus soldados!
Mas te ergue, meu coração.
Não aguento mais vê-lo assim.
Não aguento mais sentí-lo em migalhas.
Não aguento mais observá-lo se auto destruir.
Te fortalece, meu coração...
Apenas te fortalece.
Pois adeus à ti não darei.
Feito por: L.Cotta
Não ouviste meu chamado?
Não sentiste minha dor?
Onde estás tu, meu porto seguro, quando por ti grito?
Não tenho um porto.
Tão pouco seguro.
Só tenho à ti, meu coração.
Então fortalece tuas muralhas, antes que se desfaça em pedaços.
Em pedaços de pedaços.
Não importa como
Não importa quando
Mas te fortalece, coração!
Fortalece tuas muralhas,
Proclama teus direitos,
Grita com teus soldados!
Mas te ergue, meu coração.
Não aguento mais vê-lo assim.
Não aguento mais sentí-lo em migalhas.
Não aguento mais observá-lo se auto destruir.
Te fortalece, meu coração...
Apenas te fortalece.
Pois adeus à ti não darei.
Feito por: L.Cotta
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Um desejo.
Só queria que alguém sentisse. Só queria que alguém notasse. Só queria que alguém sorrisse. Só queria que alguém chorasse. Só queria que alguém estivesse aqui...
Será que você pensa em mim? Será que você sorri, ao fazer isso? Será que você chora? Será que você gosta? Me diz. Eu preciso de uma resposta. Preciso te abraçar. Te sentir, te tocar. Preciso de você, necessito o meu querer.
Eu queria que alguém notasse quando o meu sofrer se torna evidente, por mais que o disfarce. Queria correr para os braços teus, implorando por carinho. E lá tenho culpa se tu és o único em que confio? Queria te sentir, queria te tocar. Queria não chorar, pensando em te perder. Queria não amar, queria não sofrer.
Querer não é poder.
É por isso que eu tento. É por isso que eu luto.
Desprendo-me de comentários sobre facilidade ou dificuldade, desligo-me da conquista, concentro-me na caçada. Sempre a conquistadora, não a conquistada. E quem sabe tenha sido conquistada para conquistar.
Meu amor, deixe os jogos para quando nossos corpos estiverem próximos, não para quando estiverem distantes...
Se tu tivesses idéia da dor que eu suporto quando não estás - como se tomassem de meus braços o que tanto desejei, não dando direito sequer ao motivo! Se tivesses idéia da dor que eu suporto quando penso em ti! Na incerteza, a minha impaciência! Qual a dificuldade em ser intenso? Porque não degustar do mesmo prato?
Será que você pensa em mim como eu penso em você?
Será que você pensa em mim o mesmo tanto que o faço?
... Será que você pensa em mim?
Feito por: L.Cotta
Será que você pensa em mim? Será que você sorri, ao fazer isso? Será que você chora? Será que você gosta? Me diz. Eu preciso de uma resposta. Preciso te abraçar. Te sentir, te tocar. Preciso de você, necessito o meu querer.
Eu queria que alguém notasse quando o meu sofrer se torna evidente, por mais que o disfarce. Queria correr para os braços teus, implorando por carinho. E lá tenho culpa se tu és o único em que confio? Queria te sentir, queria te tocar. Queria não chorar, pensando em te perder. Queria não amar, queria não sofrer.
Querer não é poder.
É por isso que eu tento. É por isso que eu luto.
Desprendo-me de comentários sobre facilidade ou dificuldade, desligo-me da conquista, concentro-me na caçada. Sempre a conquistadora, não a conquistada. E quem sabe tenha sido conquistada para conquistar.
Meu amor, deixe os jogos para quando nossos corpos estiverem próximos, não para quando estiverem distantes...
Se tu tivesses idéia da dor que eu suporto quando não estás - como se tomassem de meus braços o que tanto desejei, não dando direito sequer ao motivo! Se tivesses idéia da dor que eu suporto quando penso em ti! Na incerteza, a minha impaciência! Qual a dificuldade em ser intenso? Porque não degustar do mesmo prato?
Será que você pensa em mim como eu penso em você?
Será que você pensa em mim o mesmo tanto que o faço?
... Será que você pensa em mim?
Feito por: L.Cotta
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Querer não é poder.
Odeio esperar. Odeio incerteza. Amo intensidade. Simples assim: Saborear até nada mais restar. E mais além, bem além! Degustar o que não mais existir. Aí então eu estarei satisfeita.
Mas eu quero tudo. Mas eu quero mais.
Mas eu quero tudo. Mas eu quero mais.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
O Cão. A Raposa.
Bom, eu faria tudo isso.
Inconsequente que sou, não aprendo até traírem minha confiança. Inconsequente que sou, sou capaz de abandonar um amor só para não estragar ainda mais a amizade. Sou capaz de sofrer aqui, sozinha e perdida, pelo bem dos outros... Mesmo sabendo que no fim sequer se darão conta de minha dor, e tão pouco ligarão para isso. E se ligarem, bom, será por tão pouco tempo que quando derem por si já estarão no futuro. E eu aqui, sarando o coração ferido e morto.
Só quero ficar perto de tudo que eu acho certo...
Também não tenho direito de lutar pelo meu amor? Também não tenho direito em lutar pela amizade? Se tenho essas chances, porque não as uso? Porque o egoísmo não toma conta de meu ser, por completo? Para quê tanta dor? Para quê tanta agonia e tanto remorso? Porque justamente EU sinto dor? Como se já não fosse o suficiente! Como se eu já não tivesse aprendido a lição! Afinal, porquê diabos tornei-me justamente a pessoa que não quer que os outros passem pelo o que passei? Estou tão cansada! Inúmeras vezes me disseram: "Você vai sofrer, pare de tentar. Pare de lutar! Menina, não se levante! Dê-se por morta e se contente com o pouco que conquistou!". Sofrer? Oh! Sofrer, já sofro. Um pouco mais não mata. Essa angústia que não passa, essa ânsia que não some... Esse desejo que não posso controlar, mas que nunca sanarei... Como dói amar o que não posso ter! Como dói amar e existir só um empecilho! Saber que ainda tenho chances, mas a única coisa no caminho é grande demais até para a mais persistente aventureira!
Ninguém vai contar... Ninguém vai saber... Ninguém vai notar...
Sim. Ninguém notará minha dor. E quando tentar dela desfazer-me, ei de dizer: "Não é nada!", pois à ti fiz um juramento! Pois amo-te, e contento-me em honrar-lhe o nome e promessa! Contentarei-me, por um bom tempo, em perseguir borboletas... Na esperança de que uma delas me leve a um novo destino... Na esperança de que uma delas me mostre um novo caminho, um novo companheiro, quem sabe? Quando tudo parece pior é que você não deve desanimar...
Afinal, o quê seria o caçador sem sua raposa para perseguir, e seu cão para ajudar? O único problema é que nessa história toda, eu sou a raposa. A raposa que eternamente procurará por seu companheiro raposo... E que solitária estará, temendo que este tenha sucumbido aos desejos do cão e assim domesticado pelo homem.
Ele pode, não pode? Ele pode...
Feito por: L.Cotta
(Inspirado em "O Cão e a Raposa", um clássico da Disney)
"Eu quero ficar perto de tudo que acho certo, até o dia que mudar de opinião."
Danni Carlos, "Coisas que eu sei"
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Cisne Negro.
E na noite escura
O semblante, o parecer
E na noite escura,
Observo-o sofrer.
E na noite escura,
Vejo-o agonizar.
E na noite escura,
Procuro te salvar.
Oh solitário cisne negro,
tu perdeste teu amor para teu gêmeo albino?
Oh solitário cisne branco,
tu sofreste por dividir um amor com teu parente?
E na noite escura,
um dos cisnes decaí.
(Falecendo no triunfo, como fogo e pólvora...)
Oh solitário cisne negro,
tu perdeste teu amor para teu gêmeo tão belo?
Tu triunfaste por egoísmo, fenecendo na miséria
... E sendo esquecido em meio a neve?
Quando tua dor terá fim?
Quando um cisne amará por uma vez mais?
Quantas vezes é preciso morrer para saber que se esteve vivo?
Quantas vezes terei de dizer que cisnes são criaturas belas demais para sofrerem assim?
Teu parceiro lá está, a sofrer pelo teu gêmeo esbranquiçado...
A culpar-te por uma morte não induzida.
Sendo que tudo o que fizeste foi amar em demasia!
Oh solitário cisne negro,
tu sofreste por amor?
Feito por: L.Cotta
O semblante, o parecer
E na noite escura,
Observo-o sofrer.
E na noite escura,
Vejo-o agonizar.
E na noite escura,
Procuro te salvar.
Oh solitário cisne negro,
tu perdeste teu amor para teu gêmeo albino?
Oh solitário cisne branco,
tu sofreste por dividir um amor com teu parente?
E na noite escura,
um dos cisnes decaí.
(Falecendo no triunfo, como fogo e pólvora...)
Oh solitário cisne negro,
tu perdeste teu amor para teu gêmeo tão belo?
Tu triunfaste por egoísmo, fenecendo na miséria
... E sendo esquecido em meio a neve?
Quando tua dor terá fim?
Quando um cisne amará por uma vez mais?
Quantas vezes é preciso morrer para saber que se esteve vivo?
Quantas vezes terei de dizer que cisnes são criaturas belas demais para sofrerem assim?
Teu parceiro lá está, a sofrer pelo teu gêmeo esbranquiçado...
A culpar-te por uma morte não induzida.
Sendo que tudo o que fizeste foi amar em demasia!
Oh solitário cisne negro,
tu sofreste por amor?
Feito por: L.Cotta
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Olhos de ressaca.
Se você olhar para uma mulher (ou até mesmo um homem) que ama de verdade, verá que seu olhar é cheio de ternura, de paixão. Sempre com um gostinho de "Quero mais". Não sossega a coisa amada, seguindo-a de ponta a ponta, mesmo à distância... E seu sorriso? Ah!... Seu sorriso é o mais belo. Ele é doce, mas ela o tenta conter. Ele foge. E nem sempre a mulher o recupera. Seu olhar vem e vai, e foge e volta, e corre e anda. Aumenta e diminui sobre a pessoa amada, como se fosse várias ondas no mar. O amanhecer do litoral, onde o mar mantém-se de ressaca: Seu olhar parece devorar quem se põe em seu caminho. Seja ele, seja ela. A tudo engole, até à coisa amada... E o degusta. AH!, como o degusta!
Os olhos de ressaca de uma mulher parecem querer devorá-lo, puxá-lo para dentro dela e alimentá-lo com tudo o que ela pode oferecer. Uma paixão avassaladora, enganosa, até fatal para aqueles que não estão preparados. E como não o seria? Essa é a graça do mar: sua instabilidade, e ao mesmo tempo sua paz. Incontrolável, mas pacífico quando deixado em silêncio com seus habitantes.
A ressaca do mar puxa todos aqueles que ousam entregar-se às suas águas. Então, não guerreie com sua correnteza: É inútil lutar contra algo que é bom.
Porque negar o que te faz bem?
Então, caro leitor, se um dia avistares um ser com olhos de ressaca, não duvide da força do amor e de sua existência... Ele é raro despertar, mas quando o faz manifesta-se de inúmeras formas...
Um dia, um idoso. No outro, uma garotinha frágil...Feito por: L.Cotta
"Eu te amo. Mesmo negando. Mesmo deixando você ir. Mesmo não te pedindo pra ficar. Mesmo não olhando mais nos teus olhos. Mesmo não ouvindo a tua voz. Mesmo não fazendo mais parte dos teus dias. Mesmo estando longe, eu te amo. E amo mesmo. Mesmo não sabendo amar."
Caio Fernando de Abreu.
Caio Fernando de Abreu.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Crime.
As vezes, tudo o que eu queria era desaparecer. E assim o teria feito, se ele não estivesse lá. Fizesse chuva, fizesse Sol, sempre manteve-se ali. Preocupado, mas não ao ponto de fazer um escândalo. Doce, mas não babando mel. Tínhamos os mesmos defeitos, quase as mesmas manias. Sorríamos por qualquer motivo, e era até espontâneo demais. Corríamos da tristeza e em dobro o fazíamos se nos mencionassem a palavra "Paixão" & "Amor" em uma só frase. Ele não era perfeito. Era dotado de um excesso de liberdade, e de muitos mimos e frustrações. Dono da preguiça e Senhor da ira. Controláva-as ao seu bel prazer. Ele não era alto, mas não era pequeno. Não era nem extrovertido, nem introvertido.
Era só... Ele mesmo.
Ele não precisou agir como um príncipe - como algo que ele nunca será, por mais que tente e invista no "papel" - para ser considerado um. Não precisou escrever inúmeras cartas de amor, tomar veneno por mim, ou passar noites em claro velando pelo meu sono.
Me contentaria com o silêncio do seu olhar e seu sorriso, se eu pudesse fazê-lo sentir paz. Teria seus pesadelos, se isso significasse que ele poderia dormir bem. Teria sua raiva e sua tristeza, se isso significasse que ele poderia ter seu bom humor. Se pudesse zelar pelo seu sono, vê-lo acordar todas as manhãs e ainda implicar só um pouquinho com ele... Se pudesse tocá-lo todos os dias, ou só estar próxima... Tudo valeria a pena.
Mas ele não existe.
Era só... Ele mesmo.
Ele não precisou agir como um príncipe - como algo que ele nunca será, por mais que tente e invista no "papel" - para ser considerado um. Não precisou escrever inúmeras cartas de amor, tomar veneno por mim, ou passar noites em claro velando pelo meu sono.
Me contentaria com o silêncio do seu olhar e seu sorriso, se eu pudesse fazê-lo sentir paz. Teria seus pesadelos, se isso significasse que ele poderia dormir bem. Teria sua raiva e sua tristeza, se isso significasse que ele poderia ter seu bom humor. Se pudesse zelar pelo seu sono, vê-lo acordar todas as manhãs e ainda implicar só um pouquinho com ele... Se pudesse tocá-lo todos os dias, ou só estar próxima... Tudo valeria a pena.
Mas ele não existe.
Diga-me, agora: É um crime amar quem não existe?
Por quê, para mim, aquele que não pensa em você nem um pouquinho, não existe.
Eu sempre tive o dom de lidar com o vazio, de uma forma surpreendente.
Teria eu talento e paciência, agora? Quem sabe.
Feito por: L.Cotta
domingo, 31 de julho de 2011
Um relato sobre meu dia.
E de todos os sentimentos que poderiam me acometer hoje, a tristeza e a ansiedade me atacaram como um lobo voraz faz com sua presa. Me nocautearam, arrancaram minhas entranhas e fizeram meu coração saltar em agonia num único suspiro. Tal qual a agonia de meu coração pulsante, minha mente fica confusa. Sim e não. Não e sim. Deveria deixar o rio seguir seu curso, deveria pegar o caminho mais turvo ou o mais tranqüilo? Deveria lutar pelo o que quero e cravar minhas unhas?
D E U M A C O I S A B E M S E I:
Utilizando ou não o mesmo caminho, os rios sempre desaguam no mesmo lugar.
Feito por: L.CottaD E U M A C O I S A B E M S E I:
Utilizando ou não o mesmo caminho, os rios sempre desaguam no mesmo lugar.
"Mas diz, porque tu vais embora? Mas diz, porque tens tanto medo se não acorda cedo, nem trabalha, estuda ou namora? Mas diz, porque chegou a hora agora que eu perdi meu medo... Te peguei pelos dedos pra dançar enquanto o Sol embora. Para chegar trazendo a aurora, e a luz que cega e me dá medo! E como um torpedo eu deslizo, vôo livre num mar de lençóis. Que a cada dobra conta histórias, de muitas delas sinto medo. São muitos enredos, enrolados e embrigados como nós. Tão a sós. [...] Porque você insiste em dizer que ainda há vida sem você?"
Fresno, "Milonga"
Fresno, "Milonga"
sábado, 30 de julho de 2011
You're ready to go.
"Quando você veio, tirou-me o fôlego
Perdi meu sossego.
Quando tu me sentes,
Querido, pego fogo.
E tudo o que consigo ouvir,
muito além de nós,
é o chamado para o retorno.
O confronto.
O destronar de reis.
E me chamam, me chamam
para casa.
E gritam, gritam,
para que retorne à consciência.
Eu mergulhei neste oceano,
(em você)
E não retornarei a superfície.
Eu mergulhei em sua mente,
e não pretendo retornar à minha.
Mergulhei neste teu oceano de ódio e dor
Neste teu tão profundo oceano, misterioso
indomável
perigoso
E com certeza não conseguirei retornar.
Arrastada pela maré de teu toque,
a maré de teus beijos
perco-me na correnteza.
E amanheço em meio a ressaca
de teu par de olhos.
E amanheço junto a areia,
que é a minha cama.
E nela faço-me tua.
Amanheço em meio a ressaca
que teu par de olhos contém.
Pois, ver-te acordar foi a maior alegria
em toda minha vida."
Feito por: L.Cotta
Perdi meu sossego.
Quando tu me sentes,
Querido, pego fogo.
E tudo o que consigo ouvir,
muito além de nós,
é o chamado para o retorno.
O confronto.
O destronar de reis.
E me chamam, me chamam
para casa.
E gritam, gritam,
para que retorne à consciência.
Eu mergulhei neste oceano,
(em você)
E não retornarei a superfície.
Eu mergulhei em sua mente,
e não pretendo retornar à minha.
Mergulhei neste teu oceano de ódio e dor
Neste teu tão profundo oceano, misterioso
indomável
perigoso
E com certeza não conseguirei retornar.
Arrastada pela maré de teu toque,
a maré de teus beijos
perco-me na correnteza.
E amanheço em meio a ressaca
de teu par de olhos.
E amanheço junto a areia,
que é a minha cama.
E nela faço-me tua.
Amanheço em meio a ressaca
que teu par de olhos contém.
Pois, ver-te acordar foi a maior alegria
em toda minha vida."
Feito por: L.Cotta
terça-feira, 26 de julho de 2011
Bloody my boy
"Pausa, para o ar
não consigo respirar
quando nossos corpos estão tão próximos assim...
Sentir-te junto à mim
é o que me faz feliz
Beije-me, meu garoto.
Pausa para o ar!
não consigo respirar
Quando lhe sinto junto à mim
tudo em que penso é no jardim de fantasia
... que é a nossa mente
E onde nem tudo é sempre decente...
Pausa para o ar!
não consigo respirar
quando te tenho tão próximo à mim...
minha mente torna-se tão vulnerável quanto o mais sensível cetim.
Beija-me, meu garoto...
a ânsia me consome!
o frio em minha barriga parece não ter fim!
Pausa para o ar, não consigo respirar.
É tudo um devaneio
e sem rodeios
ei de afastar-me deste sonho...
Eu posso?
Eu devo?
E tudo o que quero é ser tocada por ti novamente, meu amor..."
Feito por: L.Cotta
não consigo respirar
quando nossos corpos estão tão próximos assim...
Sentir-te junto à mim
é o que me faz feliz
Beije-me, meu garoto.
Pausa para o ar!
não consigo respirar
Quando lhe sinto junto à mim
tudo em que penso é no jardim de fantasia
... que é a nossa mente
E onde nem tudo é sempre decente...
Pausa para o ar!
não consigo respirar
quando te tenho tão próximo à mim...
minha mente torna-se tão vulnerável quanto o mais sensível cetim.
Beija-me, meu garoto...
a ânsia me consome!
o frio em minha barriga parece não ter fim!
Pausa para o ar, não consigo respirar.
É tudo um devaneio
e sem rodeios
ei de afastar-me deste sonho...
Eu posso?
Eu devo?
E tudo o que quero é ser tocada por ti novamente, meu amor..."
Feito por: L.Cotta
Love Game.
"Diga-me:
Quando tu começarás a dançar a minha dança?
Quando tu começarás a jogar o meu jogo?
Onde o certo é errado...
E o errado nem sempre é certo?
Quando tu começarás a ver como eu vejo?
No ponto onde só há ida, e retorno algum.
Minh'alma e corpo já não são suficientes, cavaleiro?
Queres também a minha mente, o meu sono?
(E quem te disseste que podias roubar a minha paz?)
Essa angústia que não passa.
Essa sede que não some.
Essa fome que não se sacia.
Quando tu começarás a sentir o que sinto?
Quando tu começarás a sorrir como sorrio?
E a amar como eu amo?
E tudo que posso dizer é que correndo iria,
de encontro aos braços teus
se tu disseste o nome meu."
Feito por: L.Cotta
Quando tu começarás a dançar a minha dança?
Quando tu começarás a jogar o meu jogo?
Onde o certo é errado...
E o errado nem sempre é certo?
Quando tu começarás a ver como eu vejo?
No ponto onde só há ida, e retorno algum.
Minh'alma e corpo já não são suficientes, cavaleiro?
Queres também a minha mente, o meu sono?
(E quem te disseste que podias roubar a minha paz?)
Essa angústia que não passa.
Essa sede que não some.
Essa fome que não se sacia.
Quando tu começarás a sentir o que sinto?
Quando tu começarás a sorrir como sorrio?
E a amar como eu amo?
E tudo que posso dizer é que correndo iria,
de encontro aos braços teus
se tu disseste o nome meu."
Feito por: L.Cotta
"Malvada rosa, que floresce caprichosa, com um colorido tão maníaco. Mesmo sendo tão bela, possui tantos espinhos que ninguém consegue tocá-la."
Kagamine Rin, "Daughter of Devil"
Kagamine Rin, "Daughter of Devil"
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Uma rápida passagem...
"E eu teria os pesadelos dele, se isso significasse que ele poderia dormir em paz. Teria a raiva em seu lugar, se isso significasse que ele poderia sorrir outra vez. Simplesmente fico feliz em vê-lo sorrindo... Em tocá-lo.
Pois assim, depois de tudo, saberei que é real. E que posso protegê-lo, mimá-lo... Acalentá-lo quando mais precisar... E tudo o que tens de fazer é chamar pelo meu nome."
Feito por: L.Cotta
Pois assim, depois de tudo, saberei que é real. E que posso protegê-lo, mimá-lo... Acalentá-lo quando mais precisar... E tudo o que tens de fazer é chamar pelo meu nome."
Feito por: L.Cotta
"Mas diz, porque tu vais embora? Mas diz, porque tens tanto medo se não acorda cedo, nem trabalha, estuda ou namora? Mas diz, porque chegou a hora agora que eu perdi meu medo... Te peguei pelos dedos pra dançar enquanto o Sol embora. Para chegar trazendo a aurora, e a luz que cega e me dá medo! E como um torpedo eu deslizo, vôo livre num mar de lençóis. Que a cada dobra conta histórias, de muitas delas sinto medo. São muitos enredos, enrolados e embrigados como nós. Tão a sós. [...] Porque você insiste em dizer que ainda há vida sem você?"
Fresno, "Milonga"
Fresno, "Milonga"
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Tríplice C. (o Canídeo, o Cavaleiro, e a China)
“ — Um homem pode até dizer que é livre, inigualável em sua categoria ou talento, pode até dizer que é dono de milhares de corações e olhares. Pode dizer que não se envolve, que não segue ordens, e sim que faz as suas próprias. — Ele disse. — O que nenhum desses homens disse é que suas companheiras, suas mulheres, sejam elas Chinas* ou as mais delicadas Prendas**, é que os comandam em casa. Elas ditam as regras, caso eles queiram sobreviver um dia com seus exércitos mais poderosos. — O rapaz sorriu, erguendo com suavidade o rosto da garota ao tocar-lhe o queixo. — Não te sintas dessa forma, por não ser uma prenda tão formosa. Tu nunca o seria por consciência, e mesmo que te dominassem o espírito e a carne, jamais o será, Roxana (de origem persa, significa "Aurora").
— Eu conheço pouco do mundo, Rachid (de origem árabe, significa "O justo"). Não tanto quanto ti, por supuesto. Uma prenda, eu? Uma china eu sou. Do campo vim, ao campo retornarei. Posso ter nascido em berço banhado em ouro, mas minh'alma a este não pertence. Eu sou uma mulher de guerra. Por esse motivo não conheço o famoso sentimento do Amor, ao qual as demais daminhas tanto idolatram. Qual sua graça? O que ele é? Porque ele existe? Ele dói? Ele é bom? Como eu sei quando amo? — argumentou a dama de guerra, enquanto este erguía-lhe o olhar. Não cedeu, não hesitou. Ali ficou, desafiando-o. Encarando-o. — Tu pensas que a vida de uma china resume-se a honrar aos desejos mais secretos dos homens, Senhorzinho. Mas tu que és tu, o rapaz mais estranho e talvez o único neste louco mundo, não compreendes. Quem dirá os grandes senhores de Guerra? Tu pensas que todas nós não possuímos honra. Imaculadas criaturas noturnas, ninfetas. Succubus. Não, senhor. Nem todas nós. Vos esqueceis de que chita não é só àquela que atende aos teus desejos, mas também àquela que o acompanha em guerra empunhando a espada, ao machado, a lança, montada em um alasão, na falta de homens. Esqueces que quem socorre aos teus e os cura, somos nós. E muitas de nós nem conhecem ao amor... Tantas imaculadas, por descarte de nobres homens como tu! Que ousam olhar-nos de cima à baixo como pobres frutas podres. Um cão teria mais respeito conosco.
— Tu perecerás sem conhecer ao amor... — disse Rachid, em um único sussurro, ao lamentar-se. — Como pode bela dama assim fenecer no triunfo e ao mesmo tempo carregar a derrota para o túmulo?
— Não há derrota quando não há o que se perder. — contra argumentou Roxana, com um triste sorriso.
— Tu perdestes algo, não? Tu eras uma prenda, antes de china se considerar. Nem china és. És Amazona.
— Amazona não sou, Rachid. Caso contrário não teria um dos seios... Afinal, arqueira seria. E não guerreira que sou.
— Apenas nas lendas elas são tem um dos seios, bela dama. Além do mais... Quem vos disseste que arqueiros não são guerreiros? Deixeis para outrora... E não te desvias de minha pergunta, dama. — rosnou o rapaz, pondo pequena pressão no queixo da garota.
— Prenda disseram que era. Não era, nunca seria. Tinha 15 anos, Rachid. Era uma flor, uma menina. Muito mal criada apesar de educação me ter sido posta garganta abaixo, mas ainda era uma menina. Não podiam. Mas fizeram. Ia casar, Rachid... Desde pequena contavam-me histórias sobre lindas donzelas postas em perigo, mas sempre salvas no final. Sempre felizes. Sempre frágeis, tão doces e tão lindas. Nós somos forçadas a acreditar no amor mesmo que ele não exista, doce Criança. Quando nossas mãos são jogadas à mercê do casamento, pensamos em um lindo cavalheiro. Educado, doce, lindo, rico, heróico e com uma conduta de honra impecável, invejável. Mas não é bem assim. O amor não existe... Tudo o que nos dizem é mentira. Felizes sois vós, os homens, que desde pequenos são levados a acreditar nas mais absurdas criaturas e fatos. Felizes sois vós, os homens, que brincam com objetos e seres que não existem, que não são sobrecarregados com as condutas maduras jogadas garganta abaixo. O mundo é cruel com teus homens, Rachid? É. Muito, até demais. Mas isso não é sequer um terço da dor que as mulheres sentem por verem seus sonhos sendo destruídos. Tudo aquilo em que mais acreditavam sendo jogado ladeira abaixo e trancafiado em um quarto em que é posto fogo... Eu nunca descobri o amor, rapaz. Covarde que sou, fugi. E meu erro pago agora, honrando minha conduta tal como o mais heróico homem faria. Honra, coragem, justiça, beleza e verdade.
— O mundo é cruel demais com a senhorita, Roxana.
A garoa anunciou-se, assim que o rapaz afastou sua mão da face da dama. Bem menos robusta que ele, mais baixa, de mãos frágeis e macias, cabelos castanhos escuros ondulados e olhos igualmente escurecidos e cor de lama. Roxana não parecia uma mulher de guerra. Não. Ela tinha o físico da donzela mais frágil e bela, apenas com o adicional de um corpo mais forte, hábil, ágil. Era bem cuidada, até demais. Talvez, no fundo de seu coração, ela ainda se importasse com parte de si. Suas unhas eram lindas, mas não estavam feitas. Era puramente natural, a dama. Encantadora, estonteante. Um misto de selvageria e tristeza. Um clássico estereótipo de mulher que finge ser forte, mas que toda noite encontra-se entregue aos prantos.
Ele retirou o peitoral pesado de sua armadura, e retirou sua blusa que outrora era branca. Atualmente? Bem, atualmente sua blusa estava quase enegrecida pela sujeira que todas as batalhas causavam. Sangue, lama, grama, suor. Tudo aquilo se encontrava na blusa. Rachid a estendeu (a blusa) sobre a cabeça de Roxana, com o intuito de que esta não fosse "danificada" pela garoa.
Ele retirou o peitoral pesado de sua armadura, e retirou sua blusa que outrora era branca. Atualmente? Bem, atualmente sua blusa estava quase enegrecida pela sujeira que todas as batalhas causavam. Sangue, lama, grama, suor. Tudo aquilo se encontrava na blusa. Rachid a estendeu (a blusa) sobre a cabeça de Roxana, com o intuito de que esta não fosse "danificada" pela garoa.
— Que estás a fazer, soldado? — rosnou, contrariada, Roxana. Estufou o peito, com a intenção de dar ênfase ao fato de que também usava uma armadura que lhe cobria quase que todo o corpo.
— Agradando a uma dama que assim o merece. Uma flor como tu não devias estar exposta a tanto frio e a tanto Sol.
— Caso não saibas, as flores contém espinhos e outras artimanhas de defesa. E também precisam de luz do Sol e frio para viver. Caso contrário, perecem!
Ele sorriu, descarado. Ela não negara que era uma flor.
— O que estás a observar? — disse Roxana, interrompendo o fluxo de pensamentos de Rachid.
Rachid apontou para dois lobos que estavam jogados ao chão. O maior (provavelmente o macho, concluiu ele) estava todo ensanguentado, principalmente na boca. O menor estava aninhado ao primeiro lobo, lambendo suas feridas.
— Tu perguntastes o que era amor. Disseste que nunca o sentistes. — Rachid murmurou, ainda apontando para os lobos. — Aquilo é amor em sua forma mais bruta e primórdia.
Roxana observou que mesmo o lobo maior estando significativamente morto, o outro lobo não havia desistido de seu companheiro. Uma fêmea e um macho? Uma mãe e um filho? Quem sabe um dia isso seria descoberto, se Roxana - em um ato impulsivo - não tivesse decaptado o lobo sobrevivente.
— Porquê o fizeste? — gritou Rachid. — Tu enlouqueceste? És insana e não me disseste? Porquê o fizeste, Roxana? — repetia o rapaz.
— Por que quem ama em sua forma primórdia não merece sofrer. Na vida e na morte, ele permanecerá o mesmo. É difícil encontrá-lo, mas uma vez adotado jamais será esquecido. Na vida e na morte, estarão juntos.
E no fundo de seus corações, Rachid e Roxana sabiam: ela estava certa.
E se lobos pudessem sorrir, este último teria sorrido. Estava em paz, agora.
E Roxana era sua salvadora.
— Depois das noites mais escuras, o Sol sempre vem...“
Feito por: L.Cotta
Vou te dar um conselho: Nunca esqueça quem você é. O resto do mundo não esquecerá. Então use isso como armadura, assim isso nunca poderá ser usado para ferí-lo.
Game of Thrones, "Tyrion Lannister" (Episódio 1.)
Game of Thrones, "Tyrion Lannister" (Episódio 1.)
*Termo usado, no rio grande do sul, para mulheres que iam para a guerra (ou prostitutas)
**Termo usado, no rio grande do sul, para mulheres bonitas/elegantes/com status elevado, que ficavam em casa esperando o homem voltar da guerra. Mal sabiam administrar armas.
**Termo usado, no rio grande do sul, para mulheres bonitas/elegantes/com status elevado, que ficavam em casa esperando o homem voltar da guerra. Mal sabiam administrar armas.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
A espera de Nemo*
*Significa, em finlandês, "Ninguém".
"Quantas vezes terei que cair,
"Quantas vezes terei que cair,
apenas na esperança de que tu me ergas?
Quantas lutas terei que lutar,
apenas na esperança de que tu me notes?
Quantas vezes terei que gritar,
apenas na esperança de espantar a dor?
Quantas lágrimas eu vou derramar,
até que tu finalmente saias de minha mente?
Quantas vezes eu terei que te ver
correndo para os braços de outr'alguém?
Quantas vezes terei que cair,
até que tu percebas que posso erguer-me sozinha?
E que minhas frágeis mãozinhas têm força? E que meus pequenos bracinhos são dedicados?
Quantos sonhos terei que sonhar,
apenas na esperança de nunca mais acordar?
Quantos sonhos poderei criar,
apenas na esperança de substituir-te em minha mente?
Quantas pessoas terei que suportar,
apenas na esperança de esquecer-te?
Quantas lágrimas ei de derramar,
quantos caminhos terei que escolher,
quantas vidas terei de viver,
quantas vezes irei me erguer
... até aprender a viver sem você?
... até aprender a viver com você?"
Feito por: L.Cotta
Quantas lutas terei que lutar,
apenas na esperança de que tu me notes?
Quantas vezes terei que gritar,
apenas na esperança de espantar a dor?
Quantas lágrimas eu vou derramar,
até que tu finalmente saias de minha mente?
Quantas vezes eu terei que te ver
correndo para os braços de outr'alguém?
Quantas vezes terei que cair,
até que tu percebas que posso erguer-me sozinha?
E que minhas frágeis mãozinhas têm força? E que meus pequenos bracinhos são dedicados?
Quantos sonhos terei que sonhar,
apenas na esperança de nunca mais acordar?
Quantos sonhos poderei criar,
apenas na esperança de substituir-te em minha mente?
Quantas pessoas terei que suportar,
apenas na esperança de esquecer-te?
Quantas lágrimas ei de derramar,
quantos caminhos terei que escolher,
quantas vidas terei de viver,
quantas vezes irei me erguer
... até aprender a viver sem você?
... até aprender a viver com você?"
Feito por: L.Cotta
Eu estaria lá toda vez que você precisasse de mim,
eu sempre estaria lá!
Mas, por enquanto, pareço tão ansioso, esperando...
Até você me querer...
Até precisar de mim...
Até você me notar...
Dashboard Confessional, "For you to Notice me"
eu sempre estaria lá!
Mas, por enquanto, pareço tão ansioso, esperando...
Até você me querer...
Até precisar de mim...
Até você me notar...
Dashboard Confessional, "For you to Notice me"
sábado, 16 de julho de 2011
As cartas de um bardo, PT II. (Cartas de uma trovadora, PT I.)
"Queria, ah como eu queria!, poder tocar-te os lábios por breves instantes, meu bardo há tempos esquecido. Como queria que dedicastes tua prosa, tua proeza, a mim! Sim, àquela prosa que tu recitas com tão belos lábios!
Metade do mundo percorri, e metade do mundo ei de enfrentar se isso significar estar em teus braços novamente, ó amante meu! Como sofre meu amor em silencio, nesse papel há muito envelhecido - e tão bem escondido em minhas vestes, como as palavras que em minha boca são feitas reféns!
Quem me dera, meu amado, que teu amor fosse dedicado a mim! Que toda a curvatura de teus lábios ousassem pronunciar somente ao meu nome, que todo teu corpo clamasse ao meu... Quem me dera teus olhos se abrirem de sonhos, bem frente aos meus... Percorrer-lhe as costas, sabendo que és real, que como um todo lhe possuo! Como ei de temer? Pois temo-o. Não a ti, mas ao teu amor doentio. Que me puxa e vem, e vai e volta, e foge e reaparece. E seria amor? Seria luxúria? Queria eu me importar. Queria não entregar-me ao egoísmo. Pois entrego-me, de corpo e alma. Faça-me tua, puro pecado! Acalma toda essa tempestade em meu coração com um único e demorado encontro com teus lábios! É o que lhe peço: cobre-me com a tua noite, com a tua luxúria e com tudo o que for possível para retirar-me da terra de sonhos, onde posso iludir-me e dizer que tu és real e a mim pertence! E como pertenceria? Tu és livre como uma ave de rapina, selvagem e ao mesmo tempo tão ilusório quanto a raposa que persegue ao lenhador!
Cada dia sem ti é um dia a menos em todo o território que se resume ao meu coração. Uma noite a mais em minha terra fantasiosa, um dia a mais de palavras feitas de reféns e assim assassinadas - e seu parente, o silêncio, reside no luto que provém dessas lágrimas.
E tudo que queria era que tu tivesses sequer idéia do quanto eu te quero, do quanto eu te amo...
Uma despedida, então.
Encontramo-nos na eternidade.
E como esta demorará sabe-se lá quanto...
Encontramo-nos em meus sonhos, meu amor inexistente e pouco provável."
Feito por: L.Cotta
E tudo que queria era que tu tivesses sequer idéia do quanto eu te quero, do quanto eu te amo...
Uma despedida, então.
Encontramo-nos na eternidade.
E como esta demorará sabe-se lá quanto...
Encontramo-nos em meus sonhos, meu amor inexistente e pouco provável."
Feito por: L.Cotta
Quando me falaste de amor e eu te calei, ardendo por dentro...
Te perdi como o vento que sopra e se vai sem avisar
Só me resta um retrato em algum canto do meu quarto
Um tanto escondido, junto a um livro antigo
Quase no esquecimento, mas sempre comigo...
Adriana Mezzadri, "Te Tiengo Medo"
Te perdi como o vento que sopra e se vai sem avisar
Só me resta um retrato em algum canto do meu quarto
Um tanto escondido, junto a um livro antigo
Quase no esquecimento, mas sempre comigo...
Adriana Mezzadri, "Te Tiengo Medo"
domingo, 10 de julho de 2011
Minha Irlandesa.
"Pés descalsos a dançar. Inconsequentes de nossos feitos
de nossas vontades, de nossos desejos.
Mãos que ousam cultivar, semear, espalhar nossa canção
tocando nossas melodias, contando nossos feitos...
Denegrindo, violando, a estação.
Siga teu caminho, poderosa Irlandesa...
Minha irlandesa."
Feito por: L.Cotta
de nossas vontades, de nossos desejos.
Mãos que ousam cultivar, semear, espalhar nossa canção
tocando nossas melodias, contando nossos feitos...
Denegrindo, violando, a estação.
Siga teu caminho, poderosa Irlandesa...
Minha irlandesa."
Feito por: L.Cotta
Um dia, a sorte lhe sorri.
" - Um dia, a sorte lhe sorri. - disse o homem.
- A sorte? Mas, vovô, eu não acredito em sorte. Nem em destino. - murmurou a garotinha, de cabeça baixa.
- Você acredita que o impossível é possível quando se acredita que ele é possível? - indagou o velho.
- Sim. -
- Então você acredita na sorte e no destino. -
- Mas, vovô, o impossível se torna possível quando acreditamos que ele é possível, não é sorte ou o destino que nos faz acreditar. Somos nós! - insistiu a garota.
- É uma boa argumentação. Querida, vê aquele pequeno casulo? - perguntou-lhe o velho, novamente.
- Vejo sim, vovô. -
- Não é o fato da lagarta dentro dele acreditar que ele é facilmente quebrável, porque é difícil. O destino e a sorte lhe decidem. Você acha que ela conseguiria sair? -
- Ora, mas é claro. Desde que a largatinha tente, tudo é possivel. E não há sina ou sorte que reine sobre isso. -
- Exatamente. E como tu podes dizer que não és capaz de amá-lo ou suportá-lo e guiá-lo, se tu nem tentastes? -
- Mas, vovô. Eu tenho tanto medo! -
- Você não tem medo, pequena Kathryne. Você só é indecisa e insegura. Quando tu decides, não há sina, sorte ou julgamento e ordem que reinem sobre ti. É só a tua vontade e a tua força, tua grandiosidade sem fim. Quando tu decides algo, tu vais e busca. Assim que te criei, assim é que és! -
- Mas eu... -
- Pára de prender-se aos detalhes e trata de ser feliz! - interrompeu-lhe o velho, extremamente enfurecido.
A garota correu. Correu por ela, por todos, de tanto medo do avô. Correu o máximo que pôde. Correu até os joelhos doerem e as pernas já não mais aguentarem. Ela correu, correu para o abismo dentro de seu coração. Correu, de tudo e por todos... Correu para a única coisa que poderia trazer-lhe segurança, que poderia completar-lhe mesmo que estivesse errada, mesmo que todo o mundo parecesse explodir: Ela correu para o seu amor pouco provável. E abraçou, com todas suas forças, aos seres que por tanto tempo odiou: a sina, a sorte, e a fé em si própria.
Você já conhece seu caminho, o que está esperando, criança?"
Feito por: L.Cotta
- A sorte? Mas, vovô, eu não acredito em sorte. Nem em destino. - murmurou a garotinha, de cabeça baixa.
- Você acredita que o impossível é possível quando se acredita que ele é possível? - indagou o velho.
- Sim. -
- Então você acredita na sorte e no destino. -
- Mas, vovô, o impossível se torna possível quando acreditamos que ele é possível, não é sorte ou o destino que nos faz acreditar. Somos nós! - insistiu a garota.
- É uma boa argumentação. Querida, vê aquele pequeno casulo? - perguntou-lhe o velho, novamente.
- Vejo sim, vovô. -
- Não é o fato da lagarta dentro dele acreditar que ele é facilmente quebrável, porque é difícil. O destino e a sorte lhe decidem. Você acha que ela conseguiria sair? -
- Ora, mas é claro. Desde que a largatinha tente, tudo é possivel. E não há sina ou sorte que reine sobre isso. -
- Exatamente. E como tu podes dizer que não és capaz de amá-lo ou suportá-lo e guiá-lo, se tu nem tentastes? -
- Mas, vovô. Eu tenho tanto medo! -
- Você não tem medo, pequena Kathryne. Você só é indecisa e insegura. Quando tu decides, não há sina, sorte ou julgamento e ordem que reinem sobre ti. É só a tua vontade e a tua força, tua grandiosidade sem fim. Quando tu decides algo, tu vais e busca. Assim que te criei, assim é que és! -
- Mas eu... -
- Pára de prender-se aos detalhes e trata de ser feliz! - interrompeu-lhe o velho, extremamente enfurecido.
A garota correu. Correu por ela, por todos, de tanto medo do avô. Correu o máximo que pôde. Correu até os joelhos doerem e as pernas já não mais aguentarem. Ela correu, correu para o abismo dentro de seu coração. Correu, de tudo e por todos... Correu para a única coisa que poderia trazer-lhe segurança, que poderia completar-lhe mesmo que estivesse errada, mesmo que todo o mundo parecesse explodir: Ela correu para o seu amor pouco provável. E abraçou, com todas suas forças, aos seres que por tanto tempo odiou: a sina, a sorte, e a fé em si própria.
Você já conhece seu caminho, o que está esperando, criança?"
Feito por: L.Cotta
Mas é claro que o Sol voltará amanhã.
Preciso descrever mais? A letra da música, originalmente cantada por Renato Russo (cuja versão que ouço é na voz do Tico Santa Cruz), diz tudo... Tudo.
"Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!"
"Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!"
quarta-feira, 29 de junho de 2011
O sonho da água viva e o peixe espada.
"...A pequena água vivazinha, que por algum motivo flutuava no ar quando não estava na água, pousou nas mãos da garota. E lá estava o filhote de peixe espada: na beira da areia, em um pequeno buracozinho que ela cavara para sempre poderem se ver.
- Há um mundo melhor longe desta ilha. - ela dizia, todo dia.
Dias se passaram, e no dia do seu aniversário, o peixe e a água lhe fizeram uma surpresa: fizeram-lhe um barquinho, onde ela e os dois cabiam. E lá foram os três, mar a dentro em busca de um sonho. Uma tempestade se abateu sobre o barquinho, e as ondas, cruéis, o castigavam.
- Há um mundo melhor nos esperando! - ela teimava.
Mas bem no fundo de seus corações, eles sabiam: Tinham que voltar. E ela teimava. Teimava, teimava. A garota chegou a abrir os braços e receber todas as ondas de frente, sem mover um músculo, sem jamais deixar o barco. Chegou a manter-se assim até quando a proa se elevou, e o barco mudou completamente de posição. Era uma garotinha muito estranha, afinal.
A água viva, percebendo o perigo, amarrou o peixe espada em uma corda e o prendeu ao barco - para que este o guiasse, como um cavalo, e não lhe tirasse a direção. E a água viva? Bom... Por algum motivo a água viva se transformou em uma garota de longos cabelos negros e vestes brancas como a neve.
... Eles aparecem em lugares estranhos, em tempos estranhos...
A água pegara um remozinho, e no fundo do barco esteve a teimar e a lutar para estabilizá-lo. A garota não se moveu, parecia em outro mundo, extasiada por apenas estar em alto mar. A proa novamente se elevou, e a água com toda sua força depositou os pés no outro canto do barco - para que ele não virasse.
Não adiantou.
O barco virou, e o peixe espada fora jogado em outra direção - rompendo a corda. A garota caiu no bar, e por algum motivo não nadou - afundou, como se pedra fosse. A água, assumindo sua pequena forminha de água viva, também caíra no mar - e logo pôs-se a nadar ao fundo atrás da garotinha.
Eis que, para sua infelicidade, ela chegara ao fundo. E sumira.
E no fundo de seu coraçãozinho, ele sabia... Ela não estava mais aqui. Nem viva, nem morta. Só não estava mais.
Se a água viva pudesse chorar, teria chorado. Teria batido se lhe segurassem, e gritado e gritado até a garganta secar. Bem, isso também não aconteceu. Nada disso, na verdade, acontece quando três enormes tubarões brancos te prensam na areia do fundo do mar , junto com seu melhor amigo peixe espada.
- Eu só queria salvá-la! - gritou a água viva.
O peixe espada arranhou o focinho de um dos tubarões que lhe prendia, e a água viva inutilmente tentou queimar o outro. Não adiantou. Eram enormes.
- Era aniversário dela! Ela queria ver o mar! Dizia que existia um mundo melhor depois dele! - choramingou a água viva.
Os tubarões lhes soltaram, por algum motivo. E eles sabiam: ela nunca voltaria.
A água vivazinha dobrou de tamanho e, pegando uma pedrinha, começara a desenhar na areia do fundo do mar o rosto da garota... E num único dia, todo o mar caiu em tristeza."
Feito por: L.Cotta
Sonhando os meus sonhos.
" Sonhei que tu estavas comigo em uma excursão. Recordo-me de toda sua felicidade, de todo seu lado extasiado. Recordo-me até da casa de praia a qual era a própria definição da excursão. Recordo-me de ti sentado ali no cantinho da garagem da enorme casa de praia. Pensativo, quieto, quase imóvel. Lembro-me de sentar-me ao teu lado, bem colada à ti, e até de não te importares com isso. E no fundo do meu coração, bem sei que te queria. É difícil me lembrar do diálogo. Chegamos a sorrir e trocar olhares várias vezes.
- Eu não quero acordar. Há um outro mundo, um mundo melhor. - eu disse. - Ou pelo menos, deve haver.
Tentei impedir as lágrimas, o soluço. Mas vieram com toda a força possível e que eu pensava que não poderiam adquirir com o tempo - após tanto choros contidos e silenciados para sempre. Num gesto doce, limpaste minhas lágrimas.
- Aonde você vai, eu não posso ir. - disse ele, com um sorriso entristecido. - Mas nós ainda vamos continuar amigos para sempre, não vamos?
Não sei. Meu coração doía. E o frio era tamanho... Afinal, de quem fora a idéia de ir para uma casa na praia no frio? Ignorei esse pensamento.
Lentamente, coloquei uma de minhas mãos em tua face, e aproximei a minha.
- Eu não quero acordar - eu repeti, sentindo mais lágrimas seguirem o curso abaixo dos olhos.
- Uma hora, vai ter que. - ele murmurou. - O mundo não é um parque de diversões...
- Sssshhh... - disse, colocando o indicador em seus lábios e fechando meus próprios olhos.
Eu só queria estar ali. Eu não tinha para onde ir. Nada. Eu só queria aproveitar cada segundo em contato com a sua pele, mesmo que sendo o meu dedo em seus lábios tão cheios de ternura e tristeza. Mas, acho que ele não percebeu isso. Aproximei minha face da sua, mais ainda, e retirei meu dedo de seus lábios. Apenas meu nariz e testa encostaram nas dele. Abri os olhos, encarando-o.
- Não me abandone... Eu não quero acordar! - eu repeti, pela terceira vez.
Meu avô aparecera, e o cenário mudou-se para uma estação de trem. Até nossas roupas, mas não irei descrevê-las, é inútil. Ele (o avô) me buscou a mão, e assim, bem aos poucos, nos distanciara. Mantive o outro braço erguido em sua direção, e tudo o que ele fez foi abaixar a cabeça e suspirar em tristeza.
Deve haver outro mundo.
... Deve haver um mundo melhor.
Não é?"
Feito por: L.Cotta
terça-feira, 28 de junho de 2011
Outro fato do qual me dei conta.
" Não é errado acreditar em um deus, seja ele qual for. Todos nós possuimos nossos sonhos, crenças. Não é errado não acreditar, também. Errado é se ensinar como acreditar em alguém ou algo. Ninguém nos ensina o que é real, como rir, como falar, como sentir! Quando se ensina algo, é a prova bruta de que você tem que dar algo em troca - isso ocorre em todas ocasiões, e esta não foge delas. "
Feito por: L.Cotta
Feito por: L.Cotta
Aprendi, com o tempo, que...
"Aprendi, com o tempo, que nem todo mundo será bom com você - por mais que você saiba que no fundo elas não são verdadeiramente más, e que só são como são devido a forma e a brutalidade que o tempo e a sociedade agiram sobre tais. Todos são bons. Mas até que ponto tu estás disposto a se arriscar para compreendê-las e salvá-las? Até que ponto estás disposto a ferir-se para ajudá-las, por mais que elas não queiram? Eu aprendi que as vezes devemos deixar a vida seguir seu curso. E que as pessoas que você ama nem sempre lhe receberão de braços abertos, mesmo o sentimento sendo recíproco, porque sabem que ou seria errado ou simplesmente porque não podem. Também aprendi que quando uma pessoa tem que sumir da sua vida para seu próprio bem, mais cedo ou mais tarde ela vai sumir - mesmo que você não queira, mesmo que você lute para reanimá-la e revivê-la dia pós dia em sua memória. Ela não vai voltar, e nunca voltaria, para te estender a mão - pois quer que tu sigas teu próprio rumo... Que continue o caminho que tal lhe mostrou com a pontinha do dedo indicador.
Afinal, se a vida fosse tão fácil ela não seria tão gloriosa."
Feito por: L.Cotta
"A vida tem valor. E você tem valor diante da vida" , já dizia Shakespeare. Bom, eu concordo - mesmo que eu deteste a minha ou algo do gênero. A vida é bela demais, gloriosa demais, devo admitir. O problema é que poucos são os seres humanos que sabem administrar as suas.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Px's.Dance
"Cada vez que ergo as mãos, bem rumo aos céus
deparo-me com um cerúleo estonteante.
Toda manhã espreguiço-me abaixo destes algodões
sedenta por provar-lhe o gosto.
Cada vez que ergo minhas mãos, bem rumo aos céus
deparo-me com um sentimento insaciável.
Ó bela ave, tão perdida em seu reino
perdida não por falta de lhe terem procurado,
perdida por vontade.
Por instinto, por motivo.
Ó bela ave, alma minha tu partiste, destroçaste
quando deixaste de cantar com o alvorecer
quando deixaste de aparecer para fortalecer minhas raízes,
por mais que elas lhe tenham sido cruéis e ríspidas e talvez não mais existissem.
Ó bela ave, alma minha tu deixaste
quando negligenciara o meu céu não tão azul
mas o suficiente para mim. [Por outros céus voarás?]
Novos céus procurará, a fim de honrar-se,
pintando-os com seu enfurecido, assanhado, avermelhado?
Ó bela ave, que tão belo homem contém
ou seria o belo homem o portador de tal ave?
E cá encontro-me, em meio a esta maré de preocupação,
dançando em rocha, dançando ao meu próprio som
o som da minha própria pulsação.
Sentimento que flui com clareza, com certeza
que dia pós dia faz-me cantar, dançar, em prol de
mi corazón.
que dia pós dia faz-me reverenciar tuas marés,
que dia pós dia faz-me conter tempestades, furacões,
em meu coração.
Felino companheiro, onde estará minha ave de rapina?
meu companheiro, meu fiel escudeiro
meu eterno consorte.
Recusara minha dança? Recusara meu chamado?
Como ei de temer sua vontade? Como ei de recusá-la?
Pois voa, voa linda ave.
Voa pelo céu, voa através das marés do tempo
quem sabe das areias.
Tu és livre.
E há de se ter enganado caso pensaste o contrário.
Foste e será livre.
Voa, linda ave. Voa pelo céu.
Não tenho(terei) coragem de aprisionar-lhe, não serei
teu carrasco até o fim dos tempos.
Espalha esse teu vermelho escarlate, esse teu alaranjado solar
e traz a noite e o dia para mim.
Então saiba:
através das marés e areias do tempo,
dos mais tempestuosos mares
dos terríveis furacões, tufões, tempestades
do, sobretudo, tortuoso e árduo deserto
das límpidas florestas, ainda intactas
selvagens, triunfantes...
das esplendorosas montanhas
íngremes cordilheiras...
Tua companheira está sempre lá
a executar a dança, mesmo que ao seu próprio ritmo
quem sabe até som.
Está sempre a chamar-te. Mas não te exaltes:
jamais idolatrar-te.
Pois és livre, e não há chamado, fé, sonho
ou sina que te prove o contrário.
Pois saiba:
Ela lhe observará, mesmo que de longe.
(Estará sempre orando por ti, protegendo-o)
Verá a bela ave guiar o Pôr e o Nascer do Sol,
completando o ciclo sem fim."
(Letha K.Cotta.) L.Cotta
Pois o dia só se completa com a noite.
deparo-me com um cerúleo estonteante.
Toda manhã espreguiço-me abaixo destes algodões
sedenta por provar-lhe o gosto.
Cada vez que ergo minhas mãos, bem rumo aos céus
deparo-me com um sentimento insaciável.
Ó bela ave, tão perdida em seu reino
perdida não por falta de lhe terem procurado,
perdida por vontade.
Por instinto, por motivo.
Ó bela ave, alma minha tu partiste, destroçaste
quando deixaste de cantar com o alvorecer
quando deixaste de aparecer para fortalecer minhas raízes,
por mais que elas lhe tenham sido cruéis e ríspidas e talvez não mais existissem.
Ó bela ave, alma minha tu deixaste
quando negligenciara o meu céu não tão azul
mas o suficiente para mim. [Por outros céus voarás?]
Novos céus procurará, a fim de honrar-se,
pintando-os com seu enfurecido, assanhado, avermelhado?
Ó bela ave, que tão belo homem contém
ou seria o belo homem o portador de tal ave?
E cá encontro-me, em meio a esta maré de preocupação,
dançando em rocha, dançando ao meu próprio som
o som da minha própria pulsação.
Sentimento que flui com clareza, com certeza
que dia pós dia faz-me cantar, dançar, em prol de
mi corazón.
que dia pós dia faz-me reverenciar tuas marés,
que dia pós dia faz-me conter tempestades, furacões,
em meu coração.
Felino companheiro, onde estará minha ave de rapina?
meu companheiro, meu fiel escudeiro
meu eterno consorte.
Recusara minha dança? Recusara meu chamado?
Como ei de temer sua vontade? Como ei de recusá-la?
Pois voa, voa linda ave.
Voa pelo céu, voa através das marés do tempo
quem sabe das areias.
Tu és livre.
E há de se ter enganado caso pensaste o contrário.
Foste e será livre.
Voa, linda ave. Voa pelo céu.
Não tenho(terei) coragem de aprisionar-lhe, não serei
teu carrasco até o fim dos tempos.
Espalha esse teu vermelho escarlate, esse teu alaranjado solar
e traz a noite e o dia para mim.
Então saiba:
através das marés e areias do tempo,
dos mais tempestuosos mares
dos terríveis furacões, tufões, tempestades
do, sobretudo, tortuoso e árduo deserto
das límpidas florestas, ainda intactas
selvagens, triunfantes...
das esplendorosas montanhas
íngremes cordilheiras...
Tua companheira está sempre lá
a executar a dança, mesmo que ao seu próprio ritmo
quem sabe até som.
Está sempre a chamar-te. Mas não te exaltes:
jamais idolatrar-te.
Pois és livre, e não há chamado, fé, sonho
ou sina que te prove o contrário.
Pois saiba:
Ela lhe observará, mesmo que de longe.
(Estará sempre orando por ti, protegendo-o)
Verá a bela ave guiar o Pôr e o Nascer do Sol,
completando o ciclo sem fim."
(Letha K.Cotta.) L.Cotta
Pois o dia só se completa com a noite.
Diagnóstico, a longo prazo.
"Sabe qual a vantagem de viver sob a Luz?
É que você pode se dissipar/misturar em meio à Escuridão, aos perdidos.
Quem vê cara não vê coração."
L.Cotta
É que você pode se dissipar/misturar em meio à Escuridão, aos perdidos.
Quem vê cara não vê coração."
L.Cotta
Diagnóstico, a curto prazo.
"Sabe qual a graça de viver na Escuridão?
É que você nunca está sozinho."
L.Cotta
É que você nunca está sozinho."
L.Cotta
sábado, 28 de maio de 2011
Welcome Back... to my Dreams.
- Buón Cumpleanno, mia piccolina - ele disse, com seu perfeito sotaque.
Envolta em seus braços, nada mais fiz do que pressionar-me contra seu peito duro, quente. Malícia alguma existia em seu tom de voz, nem em meu apelo emocional ou físico. Tudo o que eu queria era permanecer ali para sempre, contentando, pesando, avaliando meu coração tão partido -e minha alma tão escurecida. Tudo o que eu queria era ficar ali, sugando sua boa vontade e seu bom humor. De alguma forma sabia que precisava dele para me sentir melhor.
- Achaste que iria esquecer-te, não, mio tesoro? Que iria abandonar-te em meio ao rigoroso verão. Tu, a bela planta que és e que tanto anseia pelas chuvas de verão, perdida nesse calor imensurável? Tu, mio tesoro, esquecida em meio os belos plantios de primavera, e só mais uma dentre as plantas tristes de outono? Achaste, por acaso, que deixaria tal beleza esquecida para perecer em rigoroso inverno? Como pudeste fazê-lo, mia piccolina? Como pudeste? - dizia ele, afagando-me as madeixas e aprofundando a própria face nestas.
E o pior de tudo é: Não me recordo de seu nome, de seu jeito, nem de seu corpo ou sua face em si. Nem de como se vestia. Tudo o que me recordo, resume-se à sua bela linguagem, sua simpatia, o sentimento maravilhoso que ele ousava despertar em mim. Em como, por poucos minutos até, sentí-me segura, amada. E que nunca seria esquecida ou abandonada...
Ousei miar um "Sim", concordando com toda sua afirmação sobre achar que teria esquecido de meu aniversário. E quem lembraria? Eu, uma dos seres frios do mundo... Quem lembrar-se-ia, de mim?
Ele. De alguma forma.
Contive um soluço, mas com o choro excessivo não obtive o mesmo sucesso, infelizmente. Ali, parada. Apoiada em seu corpo e com a face em seu peito, tendo minhas madeixas escurecidas pelo tempo (que outrora afirmo dizer que tinham vida, brilho, e eram banhadas em puro sangue e vinho) afagadas de uma forma descomunal e desolada - como se eu estivesse longe por muito, muito tempo.
Recordo-me de começar uma frase, mas recordo-me ainda mais, e bem, apenas da que viera a seguir.
-... e ritrovo la mia pace. - terminei de dizer, chorosa.
Ali estava eu. Uma sobrevivente.
Murmurando um "Mio dios", o homem (que falava em italiano, e possuia um suave sotaque de tal - mas também possuia um outro sotaque muito antigo e mais complicado, de forma que ficara evidente o esforço que fazia, em horas de desespero, para não despertar tal sotaque... talvez por medo?) apertou-me mais contra si. Aproximara os lábios de meu ouvido, e assim iniciara uma doce e antiga canção de ninar.
Como ela era? No me recuerdo. Tudo que me recuerdo eras de una dolce melodia, e da forma com que sua língua parecia dançar e brincar com o novo idioma em que ele tanto se aprimorara.
Depositou-me um beijo na testa.
- Adiós, mia piccolina. Vá para teu mundo de sonhos... Necessità descansar. -
E tudo teve fim quando, já adormecendo, lhe respondi com minha velha frase:
- Pois o inferno é quando estamos acordados. -
by: L.Cotta
Envolta em seus braços, nada mais fiz do que pressionar-me contra seu peito duro, quente. Malícia alguma existia em seu tom de voz, nem em meu apelo emocional ou físico. Tudo o que eu queria era permanecer ali para sempre, contentando, pesando, avaliando meu coração tão partido -e minha alma tão escurecida. Tudo o que eu queria era ficar ali, sugando sua boa vontade e seu bom humor. De alguma forma sabia que precisava dele para me sentir melhor.
- Achaste que iria esquecer-te, não, mio tesoro? Que iria abandonar-te em meio ao rigoroso verão. Tu, a bela planta que és e que tanto anseia pelas chuvas de verão, perdida nesse calor imensurável? Tu, mio tesoro, esquecida em meio os belos plantios de primavera, e só mais uma dentre as plantas tristes de outono? Achaste, por acaso, que deixaria tal beleza esquecida para perecer em rigoroso inverno? Como pudeste fazê-lo, mia piccolina? Como pudeste? - dizia ele, afagando-me as madeixas e aprofundando a própria face nestas.
E o pior de tudo é: Não me recordo de seu nome, de seu jeito, nem de seu corpo ou sua face em si. Nem de como se vestia. Tudo o que me recordo, resume-se à sua bela linguagem, sua simpatia, o sentimento maravilhoso que ele ousava despertar em mim. Em como, por poucos minutos até, sentí-me segura, amada. E que nunca seria esquecida ou abandonada...
Ousei miar um "Sim", concordando com toda sua afirmação sobre achar que teria esquecido de meu aniversário. E quem lembraria? Eu, uma dos seres frios do mundo... Quem lembrar-se-ia, de mim?
Ele. De alguma forma.
Contive um soluço, mas com o choro excessivo não obtive o mesmo sucesso, infelizmente. Ali, parada. Apoiada em seu corpo e com a face em seu peito, tendo minhas madeixas escurecidas pelo tempo (que outrora afirmo dizer que tinham vida, brilho, e eram banhadas em puro sangue e vinho) afagadas de uma forma descomunal e desolada - como se eu estivesse longe por muito, muito tempo.
Recordo-me de começar uma frase, mas recordo-me ainda mais, e bem, apenas da que viera a seguir.
-... e ritrovo la mia pace. - terminei de dizer, chorosa.
Ali estava eu. Uma sobrevivente.
Murmurando um "Mio dios", o homem (que falava em italiano, e possuia um suave sotaque de tal - mas também possuia um outro sotaque muito antigo e mais complicado, de forma que ficara evidente o esforço que fazia, em horas de desespero, para não despertar tal sotaque... talvez por medo?) apertou-me mais contra si. Aproximara os lábios de meu ouvido, e assim iniciara uma doce e antiga canção de ninar.
Como ela era? No me recuerdo. Tudo que me recuerdo eras de una dolce melodia, e da forma com que sua língua parecia dançar e brincar com o novo idioma em que ele tanto se aprimorara.
Depositou-me um beijo na testa.
- Adiós, mia piccolina. Vá para teu mundo de sonhos... Necessità descansar. -
E tudo teve fim quando, já adormecendo, lhe respondi com minha velha frase:
- Pois o inferno é quando estamos acordados. -
by: L.Cotta
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Artista. (S).
“Um sorriso doce, e palavras elegantes.
Cujos lábios contém o já perdido e já bem raro...
As flores que me entregaste, naquele doce início de outono
certamente me foram bem inúteis.
Mas, querido, a beleza que tens não perderás.
Continuamente inconstante e incoerente se tornará.
Perdido em seu paraíso interior.
Repleto de paz, e ao mesmo tempo de tanta fúria.
Guardião de doces memórias, és o que és.
Narrador, protagonista.
Não és só mais um artista.
Companheiro meu.
Teus lábios contém o já bem raro, e o já perdido.
as palavras que um dia tanto procurei.
contém a sabedoria e a luxúria que eu preciso para viver.
Eis a questão, doce aventureiro - doce escritor, protagonista, meu ator -
em quê devo perder-me:
Em teus lábios, em tua luxúria...
ou simplesmente em teus belos contos, cantos, e desencantos?”
Feito por: L.Cotta
sábado, 14 de maio de 2011
Remember me.
"Lembre de mim.
Não pelos momentos ruins.
Lembre de mim.
Não pelas coisas ruins que te disse.
Lembre de mim,
quando ninguém mais lembrar de mim.
Quando eu mesma já tiver me esquecido.
Lembre mim.
Faça-me voltar ao passado.
Lembre de mim.
quando eu mesma já tiver me esquecido.
Faça-me recordar,
de como era doce o bater de asas da borboleta
e o quão pacientemente observávamos seu casulo se abrir.
Faça-me recordar,
o fato de que companhia não tem preço,
e que a perfeição está no imperfeito.
Que a perfeição está diante dos seus próprios olhos.
Faça-me lembrar, de mim mesma.
De como eu era antes.
(Será que a minha eu do passado gostaria de mim agora?)
Faça com que eu me lembre
de como era a sensação do vento batendo no rosto
do coração a todo pulo
dos gritos loucos
das paixões desvairadas.
Faça com que eu me lembre
do que eu fui
do que eu serei
do que eu sou.
Eu não posso mudar.
Eu não posso me corrigir.
Mas tudo o que eu quero fazer é voltar no tempo.
e voltar, e voltar, e voltar...
Só para ter um momento com você, como era antes.
Só para poder ter você.
Mesmo que por só uma noite.
Mesmo que durante só uma dança.
Mesmo perante ao fogo.
Mesmo perante a lei.
E tudo o que eu quero é voltar no tempo,
mesmo não tendo me arrependido de nada que já fiz.
Faça-me lembrar..."
Feito por: L.Cotta
Não pelos momentos ruins.
Lembre de mim.
Não pelas coisas ruins que te disse.
Lembre de mim,
quando ninguém mais lembrar de mim.
Quando eu mesma já tiver me esquecido.
Lembre mim.
Faça-me voltar ao passado.
Lembre de mim.
quando eu mesma já tiver me esquecido.
Faça-me recordar,
de como era doce o bater de asas da borboleta
e o quão pacientemente observávamos seu casulo se abrir.
Faça-me recordar,
o fato de que companhia não tem preço,
e que a perfeição está no imperfeito.
Que a perfeição está diante dos seus próprios olhos.
Faça-me lembrar, de mim mesma.
De como eu era antes.
(Será que a minha eu do passado gostaria de mim agora?)
Faça com que eu me lembre
de como era a sensação do vento batendo no rosto
do coração a todo pulo
dos gritos loucos
das paixões desvairadas.
Faça com que eu me lembre
do que eu fui
do que eu serei
do que eu sou.
Eu não posso mudar.
Eu não posso me corrigir.
Mas tudo o que eu quero fazer é voltar no tempo.
e voltar, e voltar, e voltar...
Só para ter um momento com você, como era antes.
Só para poder ter você.
Mesmo que por só uma noite.
Mesmo que durante só uma dança.
Mesmo perante ao fogo.
Mesmo perante a lei.
E tudo o que eu quero é voltar no tempo,
mesmo não tendo me arrependido de nada que já fiz.
Faça-me lembrar..."
Feito por: L.Cotta
sábado, 7 de maio de 2011
Aprofundando-se no mar.
"Uma vez a cada mil anos uma alma caírá
e a beleza que têm, não perderá.
Contudo, ao princípio retornará.
Viveu com a morte em seu coração,
munida de suficiente punição.
Uma vez a cada mil anos uma alma caírá
e a beleza que têm, não perderá.
Contudo, ao princípio retornará...
assim o equilíbrio (talvez) encontrará.
... e só assim se reerguerá."
Feito por: L.Cotta
e a beleza que têm, não perderá.
Contudo, ao princípio retornará.
Viveu com a morte em seu coração,
munida de suficiente punição.
Uma vez a cada mil anos uma alma caírá
e a beleza que têm, não perderá.
Contudo, ao princípio retornará...
assim o equilíbrio (talvez) encontrará.
... e só assim se reerguerá."
Feito por: L.Cotta
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Caí.
"Eu teria dado tudo para estarmos juntos. Só um pouquinho. Um bocadinho de amor. Não mais. Eu me contentaria com o resto. Com o silêncio, com sua natureza um tanto quanto bruta e desconfiada. Só um bocadinho de amor. Juro, juro, eu me contentaria com o resto. Mesmo se suas visitas fossem exporádicas. Só um pouquinho dele já me faria feliz.
Chame de platônico se quiser. Não o considero dessa forma. Eu teria dado minha forma, minha vida, inconsequente que era naquela época.
Porquê tens tanto medo?
Agora que livrei-me das amarras, distancia-te...
Eu só precisava de um tempinho para me recompor. Só precisava de um tempinho.
Será que eu sou assim tão fácil de esquecer?
Será que eu não sou nada especial quanto tu disseste que eu era?
Eu sinto sua falta todo dia. Quando acordo, quando durmo, quando bocejo, quando me alimento.
Porque você ainda insiste em dizer que há vida sem você?"
L.Cotta
Eu definitivamente tenho que parar de sentir as coisas com mais intensidade do que deveria. Sim, eu deveria. Mas querer, dever e poder são completamente diferentes. Eu quero, eu devo. Mas não consigo.Eu não mudo. Eu não aprendo. Eu sou cega. Talvez seja por isso que seja boa com a escrita.
Eu cái. E me perdi.
E acho que não vou levantar por um bom tempo.
Chame de platônico se quiser. Não o considero dessa forma. Eu teria dado minha forma, minha vida, inconsequente que era naquela época.
Porquê tens tanto medo?
Agora que livrei-me das amarras, distancia-te...
Eu só precisava de um tempinho para me recompor. Só precisava de um tempinho.
Será que eu sou assim tão fácil de esquecer?
Será que eu não sou nada especial quanto tu disseste que eu era?
Eu sinto sua falta todo dia. Quando acordo, quando durmo, quando bocejo, quando me alimento.
Porque você ainda insiste em dizer que há vida sem você?"
L.Cotta
Eu definitivamente tenho que parar de sentir as coisas com mais intensidade do que deveria. Sim, eu deveria. Mas querer, dever e poder são completamente diferentes. Eu quero, eu devo. Mas não consigo.Eu não mudo. Eu não aprendo. Eu sou cega. Talvez seja por isso que seja boa com a escrita.
Eu cái. E me perdi.
E acho que não vou levantar por um bom tempo.
domingo, 1 de maio de 2011
L o s t.
"As vezes, apesar de termos localizações, opinião própria, companhia, e afins... Bom, as vezes você vai se perder. Porque você acha que cada um possui uma cicatriz feita pelo tempo? Pois nem todos conseguem superá-lo. Pois nem todos conseguem enfrentar a perda.
Pois nem todos conseguem se encontrar."
Feito por: L.Cotta
quinta-feira, 28 de abril de 2011
A pequena sereia. - Trechos
A sereiazinha nadou até a janela do grande aposento,
e, de cada vez que se alçava, percebia através dos
vidros transparentes uma quantidade de homens
magnificamente trajados. 0 mais belo deles era um
jovem príncipe muito elegante, de longos cabelos
negros, com a idade ao redor dos dezesseis anos e
era para celebrar sua festa que todos aqueles preparativos
estavam sendo realizados.
(...) Então, para salvá-lo, ela atravessou a nado a distância
que a separava do príncipe, passando pelos destroços
do navio, arriscando-se a se machucar, mergulhou
profundamente nas águas por várias vezes e assim
pôde chegar até o jovem príncipe, justamente no instante
em que suas forças começavam a abandoná-lo e quando
ele já fechava os olhos, a ponto de estar para
morrer.
(...) Logo depois, uma das moças passou por ele; no início
pareceu assustar-se, mas logo a seguir, foi buscar
outras pessoas, que começaram a tratar do príncipe.
A sereia viu-o recobrar os sentidos e sorrir a todos
aqueles que tratavam dele; só não sorriu para ela,
pois não sabia que o havia salvo. E assim, logo que o
viu ser conduzido para uma grande mansão, ela mergulhou
tristemente e voltou para o castelo de seu pai.
A sereiazinha sempre fora silenciosa e pensativa; a
partir desse dia, ficou muito mais ainda. Suas irmãs
perguntaram-lhe o que ela vira lá em cima, mas ela
não quis contar nada.
(...) Ao aproximar-se a noite, acenderam lanternas de vá-
rias cores e os marujos começaram a dançar alegremente
no convés. A sereiazinha lembrou-se da noite
em que ela os vira dançar pela primeira vez. E come-
çou a dançar também, leve como uma borboleta e foi
admirada como um ser sobre-humano.
Mas é impossível descrever o que se passava em seu
coração; no meio da dança, ela pensava naquele por
quem deixara sua família e sua pátria, sacrificando
sua bela voz e sofrendo inúmeros tormentos- Essa
era a última noite em que ela respirava o mesmo ar
que ele, em que poderia olhar para o mar profundo e
para o céu cheio de estrelas. Uma noite eterna, uma
noite sem sonhos e aguardava, já que ela não possu
ía uma alma imortal. justamente até a meia-noite
a alegria reinou em torno dela; ela própria ria e dan-
çava, com a morte no coração.
e, de cada vez que se alçava, percebia através dos
vidros transparentes uma quantidade de homens
magnificamente trajados. 0 mais belo deles era um
jovem príncipe muito elegante, de longos cabelos
negros, com a idade ao redor dos dezesseis anos e
era para celebrar sua festa que todos aqueles preparativos
estavam sendo realizados.
(...) Então, para salvá-lo, ela atravessou a nado a distância
que a separava do príncipe, passando pelos destroços
do navio, arriscando-se a se machucar, mergulhou
profundamente nas águas por várias vezes e assim
pôde chegar até o jovem príncipe, justamente no instante
em que suas forças começavam a abandoná-lo e quando
ele já fechava os olhos, a ponto de estar para
morrer.
(...) Logo depois, uma das moças passou por ele; no início
pareceu assustar-se, mas logo a seguir, foi buscar
outras pessoas, que começaram a tratar do príncipe.
A sereia viu-o recobrar os sentidos e sorrir a todos
aqueles que tratavam dele; só não sorriu para ela,
pois não sabia que o havia salvo. E assim, logo que o
viu ser conduzido para uma grande mansão, ela mergulhou
tristemente e voltou para o castelo de seu pai.
A sereiazinha sempre fora silenciosa e pensativa; a
partir desse dia, ficou muito mais ainda. Suas irmãs
perguntaram-lhe o que ela vira lá em cima, mas ela
não quis contar nada.
(...) Ao aproximar-se a noite, acenderam lanternas de vá-
rias cores e os marujos começaram a dançar alegremente
no convés. A sereiazinha lembrou-se da noite
em que ela os vira dançar pela primeira vez. E come-
çou a dançar também, leve como uma borboleta e foi
admirada como um ser sobre-humano.
Mas é impossível descrever o que se passava em seu
coração; no meio da dança, ela pensava naquele por
quem deixara sua família e sua pátria, sacrificando
sua bela voz e sofrendo inúmeros tormentos- Essa
era a última noite em que ela respirava o mesmo ar
que ele, em que poderia olhar para o mar profundo e
para o céu cheio de estrelas. Uma noite eterna, uma
noite sem sonhos e aguardava, já que ela não possu
ía uma alma imortal. justamente até a meia-noite
a alegria reinou em torno dela; ela própria ria e dan-
çava, com a morte no coração.
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