terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Oceano


‎"E sinto falta.

Falta das coisas que nunca tive.
Do amor que nunca vivi.
Da vida que emanava de meu ser.
Do sorriso que escapa fácil.
E sinto falta! Tanta falta!
Dos que velejam os mares,
daqueles, sim, daqueles...
Daqueles velhos tempos,
e dos seus seres que se aprofundam
sabiamente, no majestoso oceano
junto às bolhas que lhes escapam.

Sinto falta do que nunca tive,
da intensidade que sempre senti
dos tempos que já passaram
e dos que ainda estão por vir.
Sinto falta, tanta falta
do sorriso que contive
da lágrima que desperdicei
e do que tanto reneguei.

Sinto falta de ti,
ainda que saiba
que estou tão errada.
Ainda que saiba
que tu já não me deseja.
Sinto falta, tanta falta
do sim que me veio sem hesitação,
quando meus lábios só diziam não.
(Temo que minha boca tenha refletido
apenas ao meu medo, e não ao meu desejo.)

Abençoa-me com teu carinho
Protege-me com teu ser.
Eu prometo, meu anjo, ser o que nunca fui.
Tão boa ser por fora, como por dentro sei que sou.
Libere-me, deixa que eu demonstre meu amor
Deixa que demonstre meu carinho
Proteja-me, acalenta-me.
Tão boa ser por fora, como por dentro sei que sou."
Letícia Cotta

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