terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Poor Princess
"Eles querem a princesa, mas se esquecem de que a abandonaram na torre, pronta para ser devorada por dragões ou cometer um suicídio ao pular lá do alto.
E quando chegam - quando caem em si - , já não mais está. Ora, se por vezes tanto a magoam, teria ela o direito de abandonar a torre?
Limito-me a criar repúdio, talvez até certo nojo, de tão famosos (E os não tão famosos assim) escritores de ficção - seja ela infantil ou não.
Eis a pergunta: Se a princesa tanto esperasse, se tanto exposta frente a tanto medo e dor, teria ela virado a vilã ou a guerreira? Por vezes me recuso a acreditar em castelos, num campo cheio de girassóis e petúnias e orquídeas, num dragão ferido ou intacto. Por vezes, recuso-me a sonhar - sendo o sonho minha fonte da vida. Então me exponho à criação. Creio que eu teria sido a princesa que se tornou uma anti heroína. Um meio termo entre vilã e guerreira - deixando toda sua delicadeza escondida. Parece forte, só para esconder a vulnerabilidade. Infelizmente, a anti heroína sempre aprende no último instante em desconfiar de todos até o último segundo. Infelizmente, a anti heroína sempre é deixada para trás (ou ante ao seu espírito de pseudo-heroísmo, se deixa levar, ficando para trás para salvar quem vale a pena) e nem sempre tem tempo suficiente para a reação - odiando, assim, ser pega de surpresa pelas pessoas que não confia.
Eis o ponto: Anti heróis nunca são recompensados. Sempre são mal vistos até o último segundo. Sempre fazem o certo pelas vias quase sempre tortas. Anti heróis são muito similares a princesas - daí surgindo minha tese. Afinal, ninguém gosta de ficar sempre esperando. O melhor sempre sai de nossas mãos - e não através de terceiros."
L.Cotta
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