"Queria, ah como eu queria!, poder tocar-te os lábios por breves instantes, meu bardo há tempos esquecido. Como queria que dedicastes tua prosa, tua proeza, a mim! Sim, àquela prosa que tu recitas com tão belos lábios!
Metade do mundo percorri, e metade do mundo ei de enfrentar se isso significar estar em teus braços novamente, ó amante meu! Como sofre meu amor em silencio, nesse papel há muito envelhecido - e tão bem escondido em minhas vestes, como as palavras que em minha boca são feitas reféns!
Quem me dera, meu amado, que teu amor fosse dedicado a mim! Que toda a curvatura de teus lábios ousassem pronunciar somente ao meu nome, que todo teu corpo clamasse ao meu... Quem me dera teus olhos se abrirem de sonhos, bem frente aos meus... Percorrer-lhe as costas, sabendo que és real, que como um todo lhe possuo! Como ei de temer? Pois temo-o. Não a ti, mas ao teu amor doentio. Que me puxa e vem, e vai e volta, e foge e reaparece. E seria amor? Seria luxúria? Queria eu me importar. Queria não entregar-me ao egoísmo. Pois entrego-me, de corpo e alma. Faça-me tua, puro pecado! Acalma toda essa tempestade em meu coração com um único e demorado encontro com teus lábios! É o que lhe peço: cobre-me com a tua noite, com a tua luxúria e com tudo o que for possível para retirar-me da terra de sonhos, onde posso iludir-me e dizer que tu és real e a mim pertence! E como pertenceria? Tu és livre como uma ave de rapina, selvagem e ao mesmo tempo tão ilusório quanto a raposa que persegue ao lenhador!
Cada dia sem ti é um dia a menos em todo o território que se resume ao meu coração. Uma noite a mais em minha terra fantasiosa, um dia a mais de palavras feitas de reféns e assim assassinadas - e seu parente, o silêncio, reside no luto que provém dessas lágrimas.
E tudo que queria era que tu tivesses sequer idéia do quanto eu te quero, do quanto eu te amo...
Uma despedida, então.
Encontramo-nos na eternidade.
E como esta demorará sabe-se lá quanto...
Encontramo-nos em meus sonhos, meu amor inexistente e pouco provável."
Feito por: L.Cotta
E tudo que queria era que tu tivesses sequer idéia do quanto eu te quero, do quanto eu te amo...
Uma despedida, então.
Encontramo-nos na eternidade.
E como esta demorará sabe-se lá quanto...
Encontramo-nos em meus sonhos, meu amor inexistente e pouco provável."
Feito por: L.Cotta
Quando me falaste de amor e eu te calei, ardendo por dentro...
Te perdi como o vento que sopra e se vai sem avisar
Só me resta um retrato em algum canto do meu quarto
Um tanto escondido, junto a um livro antigo
Quase no esquecimento, mas sempre comigo...
Adriana Mezzadri, "Te Tiengo Medo"
Te perdi como o vento que sopra e se vai sem avisar
Só me resta um retrato em algum canto do meu quarto
Um tanto escondido, junto a um livro antigo
Quase no esquecimento, mas sempre comigo...
Adriana Mezzadri, "Te Tiengo Medo"
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