sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A torto modo.

"E por vezes esqueci o sabor doce que  você tem
Que por vezes tu eras tão inquieto
Ao mesmo tempo tão simples, tão decifrável, tão imutável e tão quieto.

E foi que, por vezes, me esqueci do toque gelado que deixa a pele quente.
Me esqueci do vai e vem em zig-zag, que a curva no teu tom tem
E doa o que doer,
Doa a quem doer,
Acho que a sua simplicidade não é o suficiente
Não para a minha fúria
Para a minha ânsia
O meu ver a torto modo.

E foi que, por vezes, me esqueci do brilho que o Sol tem
da forma com que ele aquece a minha pele
E foi que, por vezes, me esqueci o quão doce é a vida
e que os raios de Sol podem rejuvenescer meu corpo
minha'lma, meu ser. Minha essência.

Pois faça! Rejuvenesce meu coração
Rejuvenesce minha mente!
Faça-me voltar a outrora!
Onde o simples era simples
E o difícil também era tão fácil

E cada sinal que eu deixei para trás
e cada coisa da qual me esqueci
Da gota que cai
da criança que chora
do soluço irremediável do coração

Amor, porque eu te chamo assim?
Quando sou enamorada daquele que não me enamora
Daquele que outrora não existe mais
Daquele que outrora abandonei
Daquele que outrora me abandonara

Amor, me diz
Porque o Sol já não tem mais o mesmo efeito em mim?
Amor, me diz
Porque é que o Sol já não me ama tanto assim?

E porque as flores tem florescido tão tristemente
e a lua se esconde e reaparece com pesar?
Vai, me diz
A pena que vale a pena pagar
A sombra da qual vale a pena fugir
Pelo Sol que vale a pena lutar...

As coisas são como são, afinal.
Mas o que são as coisas?"
Feito por: L.Cotta

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