domingo, 28 de agosto de 2011

Meu bebê parte.

Eu te vi crescer, mesmo que tu penses que jamais te notei. Eu te vi ficar forte, firme, saudável e decidida, mesmo que penses que tudo o que sei é falar de mim. Silenciosa, anotei detalhe por detalhe. Pétala por pétala, dessa forte roseira! Pois, ao contrário de mim, minha amiga (meu bebê), tu és uma roseira! Queria eu ser tão presa as tuas raízes, e não ter grandes chances de cair neste abismo que nos separa do chão, do ar, do tempo... Vi teus momentos de fraqueza, teus momentos de fúria, até os de egocentrismo, canalhismo (?) e piadistas. Mas jamais seria capaz de abandonar-te!

Eu descobri que vai ser difícil ficar longe de você por tanto tempo.

Descobri que as escolhas são fáceis, mas o tempo é longo ao mesmo tempo que é curto. Que o tempo, a distância, e o espaço são fatores mutáveis demais para quem está envolvido.
Então, minha criança, aprenda de uma vez por todas: Se você sente, você se importa. E que não há como ser racional fora dos estudos ou trabalho, quando você tem que fazer uma escolha.

A minha escolha é a de nunca te deixar. De nunca falhar com você. De estar do seu lado nos momentos bons e ruins, nesse quase-casamento que é a nossa amizade. Pois sou a rosa dessa linda roseira que tu és! E veja, nem todas flores são vermelhas, ou rosas, ou brancas, ou as raras rosas enegrecidas! Algumas também são azuis e possuem tons arroxeados!

Então vá! Voa livre como um pássaro no céu, aproveita as nuvens, foge das tempestades, mas sempre te encontre a observar o pôr e o nascer do Sol! O início e o fim são ótimos, mas saiba aproveitar o intermédio! O PRESENTE! Viva, minha criança. Te desprenda das tuas raízes, que o solo em que nasceste estará sempre lá... E sempre poderá retornar a ele. E quanto a mim?
Eu tenho meus quatro espinhos poderosos (que também chamo de mãos e pés) para afastar qualquer um que tente colher-me do vaso em que tu me deixaste. Mas como já dizia a Rosa, de o pequeno príncipe:



"- É claro que eu te amo - disse-lhe a flor. - Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.

- Mas o vento...

- Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.


- Mas os bichos...


- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.


E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:


- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!


Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa ..."
O pequeno príncipe.



Sempre estarei aqui para você, meu bebê. Sempre.
Obrigada por fazer parte da minha vida, Andressa de Assis Rafael! Eu não seria nada sem você.
E eu estarei, sempre, silenciosa e secretamente ao seu lado.

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