quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
Devaneios.
Minha mente oscilava – o real e o faz-de-conta estavam postos.
Meu corpo doía – ele tentava distinguir um do outro.
Era certo, era errado? Eu não sabia, mas eu queria.
Tudo o que eu sempre desejei, foi repartir meus desejos.
O rouxinol fora morto – suas asas arrancadas.
Céus, como meus sonhos voarão agora?
Quem carregará a pura alegria, e meu fio de sangue,
Quando eu não estiver presente?
Você, reles mortal?
Eu não confio em você.
Só há uma pessoa que confio.
Sabe quando você se sente substituída, trocada, por aquilo que mais desejou a vida inteira?
Eu me sinto assim.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Livro, madrugada, café, TV.
Eu fiquei desenhando (ou melhor, tentando) uma rosa a madrugada inteira, mas não tive sucesso.
Sabe, é meio estranho você sentir a própria pulsação ou simplesmente deitar a pele nua no chão gélido - principalmente quando chove.
Dormi durante uma hora, mas tive o maldito pesadelo com MR. SV. de novo, e então cá estou.
Irei tentar relaxar.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Perguntas, e conclusão.
Quer dizer, não é tudo tão perfeito quanto eu queria - mas se eu me esforçar, eu posso mudar isso - não posso? Digo, parar de tentar solucionar meus problemas e seguir em frente. Esse é o certo, não é?
Por mais que a ficção exista... Bom... Ela não muda o fato de nós sermos reais. E, sim, cara, eu me inspirei vendo House. Sim, virei a noite e fiquei das 4h até as 6:30 vendo essa maravilha de seriado. O episódio que passou hoje foi de quando ele foi internado e presenciou várias e várias coisas, teve de fazer terapia (claro, contra sua vontade), se envolveu com alguém e no fim fracassou.
Mas sabe o resultado disso?
Ele se magoou, e confiou no terapeuta (que havia perdido o pai, e havia confiado em house) ao ponto de procurá-lo para pedir ajuda. Ou melhor, desabafar.
Fico me perguntando: Eu preciso disso?
Digo, eu não preciso desse tipo de coisa. Mas, eu preciso desabafar?
Faz tanto tempo que não escrevo aqui, que me veio na cabeça a idéia de falar sobre a minha vida - afinal, enquanto eu não for famosa ou ter algum tipo de privilégio, ninguém irá querer saber sobre mim.
Fico me perguntando: Será que, se alguém descobrisse que eu finalmente despertei de meu sono depressivo... Viria até mim, e estenderia a mão?
Alguém teria coragem de me deixar tocar? Digo, de deixar-me confiar plenamente? Confiar, e só confiar? E porque as vezes eu tenho a impressão que meu laço com J. fica mais distante? Eu gosto muito dela, quero por perto, mas... Ela anda tão distante. Voltou ao normal a alguns dias, mas ainda me deixa preocupada - essa barreira me incomoda, me sinto de mãos atadas.
E tem aqueles sonhos.. Os motivos pelos quais tenho evitado dormir, já pelo terceiro dia. Porque esses sonhos não param? Porque o homem de meus sonhos não pára de me perseguir, quando fico só? Pergunto-me se são reais, ou são apenas imagens turvas que perseguirão minha mente até me cansar, de tanto lutar em ficar acordada, e definitivamente perder a consciência. Entrar em coma é pior que dormir, eu acho.
Pelo menos, quando você sonha, você sabe que é tudo um sonho e que você sempre acordará na hora do último berro esganiçado que der.
Meus sonhos não são assim.
Porque sou tão protetora? Porque preciso me auto-afirmar tanto? Porque preciso proteger alguem? Porque eu sou covarde quando estou sozinha, mas quando há alguem do meu lado, eu mudo? Eu sou uma verdadeira leoa protegendo um filhote, mas uma leoa inerte quando fica próxima ao leão? Isso é verdade?
São perguntas demais para responder apenas hoje.
Mas, contento-me com uma:
Sim, o real e o faz de conta estão ligados por um pequeno fiozinho de sangue. E eu o conheço com a palma da minha mão, me desculpem.
Com amor,
L. Cotta
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
O último crepúsculo.

Quanto mais tempo eu ficava, mais eu me acostumava com a neve, com a chuva, com o frio... Ele era... Ele era até reconfortante, parecia querer que eu o seguisse para seu mundo de gelo. Onde todos os sonhos eram realidade - o mundo de uma bonequinha de uma caixa de música feita de cristal.
E então eu senti a esperança em mim se reerguer. Como uma pequena chaminha de uma vela. Todo o calor, que um dia o sopro gélido reteu, retornou. Desde um fio de cabelo à sola dos pés.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Medo - Parte 1 - "O verdadeiro medo, nu e cru".
Então eu o vi. E tudo tornou-se frio demais para mim. Como se eu fosse uma boneca de porcelana, que quebraria ao menor toque.
Ele estava lá, encarando-me com seus olhos ferozes
e ao mesmo tempo tão doces. Ele estava lá, e ele me encarava perplexo.
Parecia haver uma luta em seu interior. Proteger ou matar?
Era uma fêmea? Os instintos de uma mamãe-lobo que perdera a ninhada?
Se aproximou, e eu me senti pior ainda. Assustador e aterrorizante não eram as palavras certas para definir esse sentimento errado que me dominava - era errado sentir medo de quem queria te proteger, aparentemente, não era?
Eu tinha medo. Oh, eu tinha tanto medo. Gritei, gritei, e gritei. Mas o grande lobo de gelo não fez nada. Não se comoveu, não se afastou, não se aproximou. Limitou-se a me encarar. O que ele fazia em meus sonhos?, me perguntava em pensamentos.
Então, como se estivesse lendo minha mente, o grande lobo uivou. A tempestade de gelo quebrou o espelho do meu sonho, quebrou minha alma em mil pedacinhos.
Eu acordei, assustada.
E ele estava lá. Eu o tinha chamado em meus sonhos. Eu o queria, por algum motivo que desconhecia - era parte de algum plano meu?
Porque eu queria aquele grande lobo de gelo em meus sonhos? Para me proteger? Para lutar contra mim e ativar meu instinto de sobrevivência? Céus, para quê eu queria aquele lobo?
E foi a partir desse dia que eu me senti perseguida. Sempre olhei duas vezes para trás, sempre me certifiquei de que ninguém viria atrás de mim. ...Mas isso nunca afastou o sentimento de falta de privacidade... Nunca afastou o sentimento, a sensação de estar sendo seguida - vigiada - como se eu fosse uma criminosa mundial.
Como se eu fosse um demônio.
Irônico. Mas eu era."
Feito por: L.Cotta
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Vazio.

Mas hoje eu desejo. Pois me sinto vazia, oca, como uma casca de árvore. Sequer um sorriso doce, um obrigado, uma canção feliz e harmoniosa, presentes, ou até mesmo a presença de meus amigos/parentes/colegas. Nada. Absolutamente NADA me alegra, me entristece, me dá ódio. Oh, como eu quero cair no esquecimento. Como eu quero dormir, como eu quero sonhar! Até meus pesadelos são melhores que essa sensação de vazio. Pode parecer estranho... Mas... Eu acho que estou chorando.
'Não chore, pois dias ruins todos nós temos. É só um dia ruim, é só um dia ruim', eu repetia, repetia, e repetia. Mas os dias pareciam se repetir, e a sensação de vazio aumentar. ...Não é só um dia ruim. Não é só uma semana ruim. É uma sensação, uma vida ruim. ...Sem utilidade, sem propósito... Sem emoções. É como se eu já tivesse usufruido de tudo, tudo isso que a Terra dispõe. Como se eu já tivesse vivido tudo isso - e nada me surpreendesse... Pode parecer estranho... Mas, eu acho que estou chorando.
É só um dia ruim, é só mais um dia ruim. Ruim, ruim, ruim..."
Feito por: L. Cotta
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
A rosa dos ventos.

"Me acalmava, ouvindo os doces passarinhos lá fora. Era tranquilizante, e confesso que não queria acordar - no caso, levantar. Mas essa era eu. Durona. Eu era forte. Eu sou. (...) E estava feliz, por mais masoquista que isso possa parecer - e exigia bastante desse meu lado, na verdade. Mas não me importava. Estava feliz. Feliz por ser útil - mesmo que seja para estorvar as pessoas. ...Feliz por tais palavras me definirem tão bem. Na verdade, era tão bom ter sua vida resumida em letras. Era melhor que cálculos, ou até mesmo experiências científicas. Era... Simples. Puro e simples, porém bruto - as palavras tinham uma estranha força, fascinante. Assim como eu. Um peso invisível, mas poderoso o suficiente para me manter sã.
Doía olhar para os mesmos pares curiosos - furiosos e sonolentos também - de mamãe. Em casa, eu creio que parecía uma selva. A sobrevivência do mais forte.
saberia a diferença entre estar sonhando e estar acordada. "
http://www.youtube.com/watch?v=pW-Njfe6zcg&feature=related
Mägo de Oz - La rosa de los vientos
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Palavras, pequenas.
E por esse motivo - por ser insuficiente - eu me odiava. Eu não era perfeita, eu não os agradava. Mas eu insistia, eu queria. Eu iria ser mais famosa que W.Shakespeare, Drummond, ou até mesmo Machado de Assis. Eu queria e tentaria, no mínimo. Eu me esforçaria. Daria meu sangue, minha vida, por isso. Não precisavam ser histórias doentias e perfeitas - com um final perfeito, ou não - ou até mesmo os mais profundos e enormes poemas. Eu queria só... Algo original, e bonito. Nada grande, pomposo, ou que faça alguém refletir.
Eu não precisava desse tipo de coisa para ser alguém.
Ainda sim, àquela frase me marcou como nenhuma outra. Simples, bonita, reflexiva, curta, e com vários sentidos. Uma frase tão perfeita que provavelmente descreveria meu ser.
E, na imensidão do oceano, ou no incontável passar do tempo, eu a esqueci."
Feito por: L. Cotta
"Nós vamos ser amigos para sempre, não vamos?"
O cão e a raposa - Dodó.
domingo, 8 de novembro de 2009
Palavras ao vento.
Eu estava me afogando, e eu não queria voltar.
Não queria voltar à superfície.
Eu apenas não queria ficar sozinha.
...Mas como eu ia explicar a forma com que eu me rasgava em pedaços?
Lembro-me.
Lembro-me perfeitamente.
...A forma como eu escrevia compulsivamente, várias palavras aleatórias.
O desespero surpreendente não me deixava parar.
...Era isso. Eu estava desesperada.
Eu não queria ficar sozinha.
Eu não queria ficar sozinha.
Por favor, não me deixe!
Isso foi tudo o que eu consegui dizer.”
Feito por: L.Cotta
“ Uma tristeza se apoderou de mim e era tão profunda que eu pensei que iria me afogar nela. ”
House of Night - Traída (Zoey RedBird)
Piano.
Ela me partia em duas, a cada suspiro tão debilmente avaliado - por mim.
Ela me partia em duas, a cada vez que sorria.
Ela me partia em duas, a cada vez que tentava não chorar.
Ela me partia em duas, por incrível que pareça.
Eu não era nada. Eu realmente não era absolutamente nada.
Eu era como uma casa - e ninguém queria me visitar.
Porque? Porque eu estava abandonada, assombrada, vazia e mal arrumada por fora.
Porque eu era um monstro.
Eu levei minha mão até meu coração, e pedi que - pelos deuses! - essa melodia não me rasgasse ainda mais.
Eu estava machucada.
Mas aquela dor - que ela me fazia sentir quando tocava minha canção - era diferente.
Era uma dor, que tentava afastar as outras. Como se fosse uma vacina para uma doença.
Era silenciosamente doloroso.
Era agonizante esperar pelo fim.
E quando me dei conta eu chorava.
Eu chorava, eu chorava, e chorava muito.
Lembro-me de curvar - em pleno conserto - e urrar de dor.
Lembro-me de ouvir pela última vez a minha melodia.
Uma melodia tão ironicamente triste e alegre - ao mesmo tempo.
A minha melodia. E eu desejei, com todas minhas forças, que isso fosse o suficiente.
Que fosse o suficiente para meu coração.
Feito por: L.Cotta
Prélúdio - Lady Rose.
Lady Rose
”Quando está escuro, e ninguém te ouve.
Quando chega a noite, e você pode chorar.”
Com o tempo, eu aprendi que a dor não se submetia. Não era controlada, nunca era apagada. Não havia como vencê-la, mas havia como mudar seu curso – ou a intensidade. O preço era elevado, mas o quê um ser humano desesperado não faria por amor, tristeza ou imortalidade?
Eu não sabia como estava enganada ao assinar aquele contrato.
Um contrato em que minha alma e corpo eram a assinatura – agora, eu não podia ser chamada de humana... Não estava nem um pouco perto dessa palavra.
Seus caninos, sussurros e cheiro são algumas das únicas “coisas” que recordo, antes de me transformar em um monstro – um sequer projeto de ser humano. Uma vampira.
Confesso que com o passar dos anos você se acostuma com a idéia de ser imortal, que com muito esforço conseguiria alterar seu status social e econômico – mas teria de sumir, ou assumir uma nova identidade, antes que percebessem que você não envelhecia – ou que, se você tivesse uma sorte absurda, até conseguiria encontrar seu par.
Eu não era nem um pouco sortuda.
Na verdade, creio que eu era tão asna que não cumpria meu papel frente ao destino. Ele era tão fácil: Morrer! ... Mas as pessoas – ou criaturas – pareciam insistir para que eu lutasse. Como se desejassem anular uma das leis de Isaac Newton: A inércia. Como se eles a odiassem, e eu fosse a chave para sua destruição.
Mas, meus caros, a verdade é que eu não era! Não estava nem um pouco próxima disso. E era aí que tudo começava a dar errado... No momento em que eu o deixei se aproximar de mim.
Feito por: L. Cotta
OBS*: Esse é o prólogo do meu futuro primeiro livro. Caso haja cópias, terei como provar - o blog marca a data. Então, sejam sensatos. Esse livro é a minha vida. Ou boa parte da minha alma.sábado, 7 de novembro de 2009
Um dia frio.
Eu me sinto tão vazia, e ao mesmo tempo tão completa. Como se todo o caos lá fora não fosse capaz de satisfazer a minha sede por sangue (eu tinha uma sede por sangue?). Como se todo o caos lá fora fosse meramente insignificante comparado à dor que eu sentia agora.
Eu me contorcia. "Cortava" o ar com meus urros de dor e surpreendentemente prazerosos (como se houvesse prazer na dor!), e isso certamente me assustava. O que eu quero dizer, é que não importa o quão desesperadora seja uma situação, eu nunca - jamais - sentiria uma dor tão forte. Tão... Horripilante. (Ou pelo menos, foi o que eu pensei!)
Um dia frio.
Meu pensamento estava nele. E sem ele eu não podia viver - e era isso que me rasgava em pedaços por dentro. Sabe, por mais forte que seja a dor que ele me causou... Eu tinha certeza que não desejava isso à ele. Por maior seja a tristeza que eu esteja sentindo - e a sede por vingança, por ele ter me transformado em um monstro.
Um dia frio.
Mas eu não sentia frio. Meu corpo era novo. E cada articulação doía tanto quanto a dor tão imensamente prazerosa. Eu era um monstro, e eu bem sabia disso. Mas não havia nada que pudesse fazer. ...E ninguém poderia me salvar.
Um dia frio.
Um dia frio.
Um dia frio...
Eu estava me afogando nas águas do tão amado Nilo.
Eu estava me afogando - e eu não pedia por socorro.
Eu estava me afogando - mergulhando em pura dor, vazio e tristeza.
Eu estava me afogando - e por mais que eu olhasse ao redor, não encontrava ninguém.
Eu estava me afogando, e eu não voltaria à superfície"
Feito por: L. Cotta
Um conto.
Ele fazia um anjo parecer um demônio, com sua beleza e inocência.
Ele fazia um anjo parecer um demônio, sem sua sabedoria.
Ele fazia um anjo parecer um demônio, sem àquela luxúria.
Ele fazia um anjo parecer um demônio, sem seu toque gélido.
Mas nele eu podia - e sabia - confiar.
Como se meu destino fosse permanecer a seu lado eternamente e eternamente.
Mas nele eu sabia, podia, devia, e iria, confiar.
Porque ele era o anjo que caiu dos céus para - somente - me encontrar.
Um anjo que tinha a força de um deus.
Um anjo que tinha uma luxúria mortal.
Um anjo, um anjo.
E um demônio.
Um demônio capaz de rasgar meu coração com seu sorriso doce.
Um demônio capaz de rasgar meu coração em pedaços e ainda queimá-los.
Um demônio capaz de assassinar um anjo.
Um demônio que ERA um anjo.
Um demônio. Um demônio.
Um anjo, um demônio.
O mais puro - e ao mesmo tempo corrompido - ser.
Feito única e especialmente para - me - matar.
...Mas, eu não queria morrer. "
Feito por: L. Cotta
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Seu escudo.
E que meu destino é vagar sozinha durante toda e toda a eternidade.
Aos poucos, entrar em desespero.
... E me matar.
Morrer em silêncio. Sozinha.
As vezes, quando a chuva cai e...
Alguns raios de Sol teimam em atravessar as nuvens...
Eu sinto uma dor que aos poucos eu reconheço como minha.
A minha dor.
Silênciosa, vazia, cautelosa.
A típica dor que ninguém entenderia.
A dor que me consome.
Que tira todas minhas forças.
Que me atravessa como uma estaca.
A dor que me parte em duas, sem piedade.
E que não espera o tempo ao menos tentar cicatrizar minhas feridas.
Essa é a dor a qual estou fadada a suportar.
A dor, que é o meu destino.
Que não posso deletar da minha mente, corpo, e alma.
Que não posso fugir.
A dor que não tem piedade do meu ser.
A tristeza que se apoderou de mim e fez tudo parecer normal.
Eu iria mudá-la. Moldá-la.
Ela seria uma dor mais leve. Não seria?
Em seus braços, com seu calor...
Eu me sentiria segura, não sentiria?
Eu me sentiria bem, não sentiria?
Enquanto ouvesse àquele amor incondicional.
Enquanto ouvesse àquela ternura eterna.
Enquanto ouvesse àquela jovem que há tempos chamo de irmã.
Enquanto ela existisse, eu era o que era.
Enquanto ela existisse, eu serviria à ela.
Enquanto ela existisse, eu existiria.
Eu irei protegê-la, então, se isso significa a diminuição da minha (e sua) dor.
Eu irei protegê-la, então, se isso significa que minha vida se esvaia.
Eu irei protegê-la, tal como um escudo.
E ela nunca, jamais, irá duvidar de mim.
Ela nunca, jamais, irá se opor à minha dor, à meus golpes.
Porque, como eu, ela é (tão) asna ao ponto de sacrificar sua vida por mim.
Porque, como eu, ela é (tão) asna ao pensar que um escudo não a machucaria como uma espada?
E é por isso que eu não chorarei.
Eu não chorarei para você não chorar, minha irmãzinha querida.
Eu te protegerei.
Eu posso te ver."
Feito por: L. Cotta
Inspirado em:
http://www.youtube.com/watch?v=g6Up85o3KUM&feature=PlayList&p=90C669A9B12F385D&playnext=1&playnext_from=PL&index=54
sábado, 24 de outubro de 2009
Detestável.
Detestável.
“ Sabe, às vezes, eu chegava à conclusão de que
era totalmente burra. Não, mais do que isso!
Como eu lidaria com um sentimento que não
estava acostumada? O ciúme, a dor. Tudo ao
mesmo tempo. ”
Eu começaria a ter um ataque de fúria, se sua presença não me acalmasse – mas sabia que, à noite, eu sentiria tudo aquilo
Era como se uma parte de mim tivesse sido tirada e, depois de muito tempo, posta no antigo lugar. No entanto, meu corpo a negava. Meu corpo se auto destruía, aos poucos.
Eu sabia que não existia paraíso.
Eu sabia que não existia descanso.
E sabia, bem até demais, que eu
Era totalmente insignificante.
Nunca gostei muito de sentir dor – na verdade, eu a reprimia durante o dia e depois a liberava durante a noite, era o meu limite!
Mas eu teimava. Teimava em permanecer de pé. Persistia até meus joelhos sangrarem, minha pele arder, meus pés formigarem e minha cabeça ser acertada pelo guindaste, enquanto caminhava sobre cacos de vidro que começavam a derreter com o calor das pequenas chamas abaixo deles. Tudo isso ao mesmo tempo.
Era tortuoso, e eu não resistiria por muito tempo.
Mas, depois que soube... A dor se multiplicou. Era como se eu fosse atropelada, estivesse em queda livre, me afogasse, devorada por tubarões lenta e dolorosamente, ter os ossos jogados para os gatos enquanto colocavam fogo em, literalmente, tudo. Na verdade, creio que tudo isso (os dois tipos de desastres) não chegava nem um pouco perto da minha dor.
Porquê?
Certo... Eu sabia que sentir ciúme era saudável. Mas que mulher em sua sã consciência aceitaria um homem sabendo que ele já possuí várias outras? Quer dizer, como ela seria especial, única, e segura? Como ela confiaria em um homem desses? Era frustrante. Era, na verdade, como se uma pequena folha pegasse fogo – como se todo àquele sentimento sumisse.
Como se tudo o que ela sentia fosse insignificante.
E, na verdade, para ele era. Ele não tinha a obrigação de amá-la, tão pouco respeitá-la ou dividir o mesmo ambiente com ela. A não ser que fossem amigos. Mas, realmente eram? Ele era sincero? Era a típica pergunta que nem eu poderia responder.
Feito por: L. Cotta
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Intervalo.
Mas, eu estava la. Hesitante, com um medo absurdo de desabar, mas eu ainda permanecia. Ainda que totalmente ferida, eu teimava.
'Porque você saiu? onde esteve? o que foi fazer? estávamos te procurando', ela repetia. Minha resposta? 'Aah...'
Confesso que a resposta saiu vazia até para mim - a fria - e que tinha um medo absurdo de contar-lhe o esforço tremendo que vazia para não desabar - eu precisava de ajuda.
Mas, por deuses, como é que eu iria explicar a forma como eu lutava para não me encolher e me contorcer de dor? O modo como eu me contorcia e esperava o buraco no meu peito me rasgar ao meio? Eu preferiria morrer.
Nunca fui muito de demonstrar o que sinto - sempre pareci fria, vazia, e até forte por conta de tudo isso. Era dificil alguém me ver desabar - até minha mãe, na verdade. Confesso até mesmo que eu tinha medo de suas expressões, como se ninguém nunca tivesse visto alguém da minha idade chorar compulsivamente - como se alguém importante para mim estivesse morrendo.
Eu me sentia um monstro por causar esse desconforto espiritual, emocional das pessoas. Suas feições eram piedosas - eu não queria piedade."
Feito por: L.Cotta
http://www.youtube.com/watch?v=25i56AWtFqk&feature=related
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Sonho.
Sem dúvidas, já fazia um bom tempo que eu não desejava alguém dessa forma - louca, doentia. Era como se ele fosse o meu tipo preferido de droga - ou uma droga melhor que a que eu estava acostumada a ingerir. Um brinquedo para uma criança nova, uma presa para o predador! Ou seria o contrário? Eu não fazia idéia.
Lembro-me de seu toque ágil - e até gentil - , de seu olhar sustentando o meu.. lembro-me até de sua respiração, de sua voz, de seu cheiro! Confesso, eu tive de prender a respiração para me controlar - mas eu sabia que não aguentaria por muito tempo.
Naquele dia, minha pele ardia. Como se pegasse fogo. Eu queria me afastar dele e daquele calor, queria fugir. ...Mas meu corpo não me obedecia. Eu chamaria tudo isso de tortura, se não houvesse uma parte de mim - eu não sabia qual era essa parte - que implorava por mais.
Eu sabia que eu nunca teria mais.
Não teria, não poderia, encontrar seu olhar tão dócil e ao mesmo tempo tão feroz - como se ele me odiasse por isso, e só estivesse me testando. Eu estava enfeitiçada. E isso sem dúvida alguma era covardia. Pura covardia.
Eu o queria. Queria mais que tudo, e seria capaz de assassinar alguém só para tê-lo.
-
Mas era um sonho, um sonho cruel, um sonho doloroso.
Eu queria poder contar a alguém sobre ele - mas eu não podia. Queria transmitir a outro ser minha paixão doentia, louca, desvairada. Ah, se eu queria.
Mas eu não podia.
Fiquei perplexa. Eu chorava. Só então me dei conta de que eu chorava porque aquilo não era real - e eu desejava com todas minhas forças que fosse.
Eu queria, eu implorava para que fosse.
Mas nunca seria.
...E então, me peguei pensando nele.
Toda noite antes de dormir, em todo sonho, em cada tema de redação.
Pensava nele noite e dia, dia e noite.
E por incrivel que pareça, meu lado masoquista adorava o fato de eu não poder tê-lo.
...Porque esse meu lado sabia perfeitamente que eu usaria essa dor, ou essa alegria, em meus mais profundos poemas ou textos.
Arrancaria esse amor brutal de mim, se fosse necessário.
Feito por: L. Cotta
http://www.youtube.com/watch?v=K4RLYZ3nfVg&feature=related
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Eu aprendi.
Eu descobri, talvez depois de muito tempo, que o caminho mais longo nem sempre é o mais fácil ou o mais correto.
Então porque, meus deuses, eles insistem em fazer o errado enquanto tentamos fazer o certo? Porque há tanta gente errada no mundo?
Se nós fizemos algo errado, somos punidos. E eles não. Eu não vivo para lutar, não vivo para amar. Eu apenas... Vivo.
E confesso que, por alguns instantes, eu já quis morrer. E que já quis que tudo isso fosse mentira, para me encolher e gritar de dor - tal como uma criancinha inocente que foge dos seus pesadelos."
(Feito por: L.Cotta)
Inspirado em:
http://www.youtube.com/watch?v=DRRyLOiIDnM
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
O amor não tira férias - Íris desabafando com Miles
"Eu sei como é se sentir a menor e mais insignificante criatura que existe. Isso faz você sentir dores em locais do corpo que nunca pensou que existiam. Não importa em quantas academias você entrou, quantos cortes de cabelo fez, ou quantas taças do melhor champagne você tomou com as amigas. Toda noite vai para casa, repassando CADA detalhe. E se pergunta o que fez de errado, ou como pôde ter entendido errado. Ou, como pensou que por aquele momento poderia ser feliz? (...)E depois de tudo, depois de cada lágrima, cada dor... Depois de todo esse sofrimento, você vai para um lugar novo e conhece pessoas novas que fazem você se valorizar. Pedacinhos da sua alma vão finalmente voltar. E toda aquela confusão, aquela época turva da vida que levava.. Tudo isso começa a se dissipar"
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Maya no Komoriuta.
“ Às vezes, a sorte lhe sorri. ”
Sabe, às vezes – só às vezes – eu tinha a leve impressão de que minha dor nunca foi o suficiente para algumas pessoas. Acho, principalmente, que elas queriam – depois de pisar e cuspir em mim – que eu gritasse de dor e implorasse clemência. Mas, eu não daria esse gostinho a elas.
Pelo menos, não enquanto restasse uma parte de mim – e eu não sabia qual era essa parte, nem o quão determinada ela estava ou se ela tinha força para isso – que jurava proteger uma criaturinha que perdera o brilho – pelo menos, era o que ela dizia para mim. Essa mesma criaturinha, eu conheci de repente – na verdade, em um daqueles típicos dias em que você anda rumo a lugar nenhum – mas posso dizer que valeu a pena todo o esforço que minhas pernas fizeram. Ela estava encolhida em um cantinho daquela calçada suja e repugnante. Eu a observei, curiosa, mas atenta.
Ela se virou, sorrindo timidamente – e eu certamente reconheci aquele sorriso, o meu sorriso sem vida, mas bonito e tímido. Sentei-me a seu lado, desenhando, na neve, pequenas estrelinhas, o Sol, a lua, a Terra. Assim que ela terminou seu discurso – e liberou toda sua dor, para mim, eu sustentei seu olhar e alguns minutos de silêncio. Sua dor era como o gelo contra o meu fogo. Um choque térmico. Aquele choque, aquela “eletricidade” percorreu minhas veias, através de meus nervos e outras células igualmente ridículas de tão inúteis. Sua dor estava em meu corpo, e ela estava com meu calor. Mas, eu não me importava – se isso significasse que ela poderia dormir e viver
- Veja... Todas nós - todas garotas como nós, que eu digo – temos nosso lugar no Universo. As vezes, apesar do calor, da VIDA, que você acabou de receber... As vezes eu não creio que eu seja como o Sol. Você é o Sol. E eu giro em torno de você. Melhor! Você é o astro-rei da sua vida. Não sinta dor, alguma, pelos outros. Sinta dor por você. As vezes, ser egoísta – um pouco - é bom para nós mesmos. Eu sou a Lua, e você é o Sol. As pessoas que te magoam são a Terra – você pode controlá-las, e tirar sua luz – que elas necessitam – quando bem entender. Entende? Nós poderíamos causar um Eclipse, nós poderíamos sim. Acredite em mim – você é mais poderosa do que imagina. Poderosa o suficiente para ter tudo o que quer – basta sonhar, confiar e acreditar.
Eu acabei sendo sincera demais. Minha voz era rouca – não tinha mais vida. Mas, ainda sim, apesar da pouca vida que restava em mim, eu absorvia mais (vida) do Sol – que as nuvens cobriam e escondiam como se ele fosse culpado de alguma coisa que nós não sabíamos.
- ...Uma estrela tão bonita, como você, meu Sol, demora muito, muito tempo para se apagar. E quando seu brilho se apagar, todos nós – e o resto do universo – já teremos falecido. Então, não desista, mesmo que a vida não caminhe. Quando tudo parece pior é que você não pode desanimar. Sem você, eu sou como a Lua sem o Sol. Sem você, essa lua pequena e insignificante não tem brilho para a Terra.
Para minha amiga, Júlia. Feliz aniversário, atrasado. Me perdoe pela péssima
companhia que sou, mas, mesmo eu sendo tão burra e com uma “memória de
peixe”, eu te amo, minha eterna preciosidade que irei atormentar durante o
resto dos meus dias.
Lett Vallet C.
La rosa de los vientos.
PS: "Maya no Komoriuta" é o nome de um dos temas de RAGNAROK - THE ANIMATION. Qualquer coisa, o link da música está logo abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=up4jo_oxVd0
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Meu refúgio feliz.
(Feito por: L. Cotta)
Saudade.
Nada é pior que a saudade, que chicoteia seu coração, até você não ter mais voz para gritar ou até mesmo sussurrar, de tanta dor.
...Ele está quebrado, em mil pedaços, e você ficou sozinho aí, para juntar os cacos do seu coração.
Mas, não tema, meu caro. Por pior que esteja a chuva e o frio, eu estarei lá para amenizar a sua dor."
By: L. Cotta
sábado, 22 de agosto de 2009
Senhora fada.
'Feche os olhos, mas mantenha a mente aberta', me disseram.
Eu tentei, tentei.
Mas é impressionante como as pessoas adoram destruir o que outras criam com facilidade.
...E foi assim que eu aprendi a não sonhar. Sim, eu estava presa àquela pedra que estava a um passo do abismo. Minhas asas estavam acorrentadas, e ainda por cima com estacas nelas fincadas. Eu não tinha como fugir. Pois, se eu tentasse correr, eu rasgaria minhas asas ao meio.
Tudo bem, eu era masoquista o suficiente para isso. Mas, não sei porquê, eu não queria. Eu não queria... Eu só queria voltar para meu ninho, meu lar. Voltar para aquele velho tronco de árvore, lembrar de como voava. ...Ah, lembro-me do dia em que me lancei do ninho, e bati as asas freneticamente contra o ar, para não cair.
Tudo o que sei, eu aprendi da maior maneira possível. Sim, tudo.
Acredite, meu caro, eu conheço o verdadeiro significado da palavra DOR.
Pediram-me, uma vez, para esquecer tudo. Mas, quanto mais eles pediam, mais eu me lembrava da dor aguda, que partia meu coração ao meio e ainda devorava todas minhas entranhas, enquanto queimava meu corpo.
Eu estava certa.
...Cada dia que se passava, eu dava mais um passo ou frente ao abismo de ódio e dor, ou dava mais um passo frente à felicidade.
Senhora fada, por favor...
Livra-me desse oceano de ódio e dor, ao qual estou condenada a vagar eternamente.
... Até que alguém escute minha canção, e saiba o real significado da minha dor."
Feito por: L. Cotta
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
A flor, a tinta, o retrato.
Então você volta à estaca zero. Chora, chora, chora, chora. E dorme.
Dorme de tanto chorar. Dorme de cansaço. Cansada dessa vida injusta, ridícula.
Você voltaria à superfície, à realidade? Você acordaria do paraíso para viver o inferno?
Você acordaria do inferno, que se transformaria em paraíso perante à realidade?
Não, você não acordaria. Porque é um rato. A pessoa mais covarde do universo.
Que nem um meado de esperança tem mais. Que desiste facilmente.
Você é um lixo, mas por desistir. Sim, você é."
Embora o que ela tenha lhe dito possa parecer cruel e duro, ela já disse isso a si milhões e milhões de vezes...
[Feito por: L.Cotta]
Inspirado na introdução de:
http://www.youtube.com/watch?v=TpXA3NUB6Sc
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Tronco.
Tão vazia, tão vazia. Tão só, por dentro.
A manhã passa lentamente, como uma nuvem no céu.
... Apenas vozes, alheias, vibrantes, demais em minha cabeça.
Você só precisa ter calma, estaremos com você aonde quer que vá.
Você só precisa esperar, esperar, esperar. Tudo isso irá passar.
Eles estão errados, você não é assim. Você é melhor, você pode mais. Muito mais!
Você é única, especial. Perfeita... Mas tão frágil.
Um pequeno botão que está aprendendo a florescer.
...Ei, você não acha triste os botões que não florescem?
Enlouquecer, enlouquecer. Essa é minha sina, e não há nada que eu possa fazer.
Destinada a vagar eternamente entre os vivos, tal como um velho tronco de árvore.
Um tronco... Ele resiste, ele persiste, vazio. Sem motivo...
Faça chuva, faça sol, vento. Ele está lá. E nada o muda ou o tira do lugar.
Ele pode queimar, pode mofar. Mas não sai de lá.
Resistindo, apenas, para mostrar que é forte. Mostrar que pode ajudar, que é útil.
Eu não preciso ser rude, fria, ou o contrário de tudo isso.. Como o fogo.
Não preciso ser versátil, como a água.
Preciso apenas persistir, silenciosa, mesmo que vazia.
Nós vamos ser amigos para sempre, não vamos?
Nós vamos ajudar um ao outro sempre, não vamos?
Seremos fortes, seremos úteis.
E, no fim, esfregaremos, na cara deles.
A dor, tristeza e solidão que um dia sentimos.
Nós vamos ser amigos para sempre, não vamos? ... Não vamos?"
[By: L. Cotta]
terça-feira, 11 de agosto de 2009
A la Nanita Nana.
Durma, meu pequenino. Vá para seu refúgio feliz. (Pois bem sei o inferno que vivemos)
Durma, meu pequeno bebê. Durma, meu pequeno bebê. Pois seus sonhos são felizes.
E por mais que você me odeie e deseje minha morte, a cada dia que passa, eu ainda te amo. Pois é a minha única lembrança dele. Meu pequeno botão, que vive na sombra das grandes flores da primavera. Oh, eu pequeno botão...
Durma, durma meu pequenino. Sinta o amor e minha voz.
Eu terei seus pesadelos, se isso significar que você pode dormir feliz.
Eu terei seus pesadelos, se isso significar que você pode dormir.
Eu terei sua insônia, se isso significar que você pode descansar.
Durma, apenas durma, meu pequeno botão de rosa..."
"E ela me embalou, com sua voz doce.
'Durma, durma, durma, meu pequenino', ela repetia. Seus movimentos eram ridículos, mas eu os amava. Amava estar confortado aqui, em seus frágeis bracinhos.
Não importava que ela não dormisse, contanto que eu a fizesse feliz. Não importaria que ela tivesse meus pesadelos, se EU pudesse alegrá-la após o amanhecer.
Ela me embalou, com sua doce voz. Sua doce voz, sua doce voz, sua doce voz...
Eu podia sentir seu coração partido em mil pedacinhos.
Eu odiava essa dor que ela sentia, queria arrancá-la.
...Mas eu não podia.
Eu era totalmente inútil. Então chorei. ...E isso a feriu ainda mais.
Eu odiava aquela mulher, de tão frágil que era.
Eu a protegeria, se isso significasse que, um dia, ela poderia dormir em paz. Eu a protegeria, se isso significasse que, um dia, ela poderia dormir em paz.
Eu a protegeria, tal como a grande árvore que protege o pequeno botão de rosa, do forte Sol do verão."
(By: L. Cotta)
Inspirado em:
http://www.youtube.com/watch?v=ovS4C9LPNQ0
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Ódio.
Ódio, que corrói-me lentamente. Quieto, ele se multiplica. E, finalmente, transborda nos olhos como lágrimas."
Feito por: L.Cotta
terça-feira, 14 de julho de 2009
Terra do nunca.
No entanto, mesmo tomada por um pânico descomunal, eu me mantive ali. Ali! Imóvel e quietinha. Tal como uma criancinha com medo e encolhida em sua pequena cama... Apenas chorando, em silêncio, e torcendo para o monstro dos seus piores pesadelos não devorá-la. Mas, ele não saiu de um pesadelo, e nem era um monstro. Pelo contrário.
No entanto... A dor e o medo que eu sentia - e que ele absorvia -era o suficiente para emitir um som agudo, irritante, e dolorido demais. Eu não o fiz, pois sabia que isso partiria seu coração ao meio. Seria o mesmo que ser cortada pelos frios ventos do inverno, queimada pelos fortes raios de Sol, esquecida entre as folhas de outono e deixada à sombra das grandes flores da primavera. Tudo ao mesmo tempo.
Eu não queria isso, não podia e não devia."
Feito por: L. Cotta
terça-feira, 7 de julho de 2009
Obter.
Cada olhar vazio, perdido na escuridão. Eu nada seria sem vocês.
E todos meus sacrifícios não teriam valido a pena se fossem com outros propósitos.
Nada teria sentido, agora. E eu não teria em quem me apoiar.
Me sinto só, me sinto só.
Nada tem sentido, sem vocês.
Nada tem valor, sem vocês.
Nada tem vida, se vocês.
Vocês, nós.
NÓS somos os melhores.
NÓS fazemos nossas histórias.
NÓS somos UM.
Somos mais que trezentos
Somos mais que guerreiros
Somos mais, muito mais!
Nós somos mais que amantes.
Nós somos mais que eternos apaixonados.
Nós somos mais que assassinos.
Nós somos mais, nós somos muito mais!
Minha vida inteira eu procurei por vocês.
Minha vida inteira eu quis fazer parte.
MINHA VIDA INTEIRA EU DEDIQUEI.
Minha vida inteira eu dediquei em só obter um sorriso doce.
Um 'obrigado' desajeitado.
Um sorriso torto, um olhar ardente.
Minha vida inteira dediquei a sentir essas emoções...
Que hoje, cortam-me em pedaços
Rasgam-me.
Cortam-me.
Destroem-me.
Queimam-me.
Mas, ainda sim, eu os amo.
Amo-os como minha família.
Amo-os com minha vida.
Amo-os, ah... Se amo.
A vida não teria sentido se não usássemos
um mínimo de esforço para obter nossos sonhos.
Todas nossas escolhas, todos os caminhos.
Todas nossas vidas, não teriam sentido.
Não teriam sentido algum se não nos esforçassemos.
Se não corressemos atrás de nossos sonhos, nossos desejos..
Todos eles, até o mínimo, podem ser obtidos por diversas formas.
Todos nossos sonhos são feitos de nós mesmos.
Tudo o que você REALMENTE almejar, irá conseguir.
Basta tentar.
Dar o primeiro passo. O único.
... Eu não seria absolutamente nada sem você.
Sem nós.
Sem vocês."
Feito por: L. Cotta
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Canção de ninar.
Eu podia ouvir seu choro, tentando se manter em silencio. Cada soluço, cada suspiro de vida tão debilmente avaliado.
Eu podia sentir o gosto de suas lágrimas que caiam sobre mim, enquanto sua cabeça era apoiada na minha.
Eu podia sentir alguma dor, mas não sabia qual. ...O escuro me dava muito medo. Mas esse medo passou, desde que ele começara a cantar minha canção de ninar.
Como se ele pegasse minha dor para ele, a absorvesse. Como se ele pegasse todo meu medo com sua voz, e, enquanto eu dormia, sofria todos os danos..."
"Oh. Ela parecia um anjo de gesso, fino, tão fino, que podia quebrar a qualquer momento. Acolhia-a em meus braços, seu corpo frágil e frio nunca tremera tanto. Tão frágil...
De tão frágil, a primeira coisa em que pensei para aliviar aquela criaturinha foi a minha voz. Abracei-a como se nunca mais fosse vê-la, como se a escuridão fosse nos envolver por completo, para sempre.
Sem que eu percebesse, as lágrimas começavam a cair do meu rosto, enquanto que eu apoiava minha cabeça na dela, escondendo-lhe em meu ombro.
Cantei. Cantei a música de ninar com todo o meu amor, como se eu estivesse pondo tudo a perder naquele momento, como se, através da minha canção, eu podia salvá-la daquela agonia, como se eu pudesse dar-lhe toda a felicidade que restava em meu ser em troca de sua tristeza. E guardaria esta para mim.
Eu teria os pesadelos dela, se isso significasse que ela podia dormir tranquilamente."
Feito por: L. Cotta
terça-feira, 23 de junho de 2009
Dueto.
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| Feito por: Letícia Cotta e Arthur Mac Cord. | ||||||||||||||||
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
Quem sou?
São essas as perguntas incessantes que em minha mente se passam quando você não está.
Porque eu perdi metade da minha vida tentando te conquistar. E a outra metade...
Foi chorando por você não voltar"
(Feito por: L. Cotta)
Eu te amo.
Utilizar-se de artimanhas nunca foi o meu forte. Mas sempre fiz o possível para demonstrar isso - que seria capaz de qualquer coisa para tê-lo e protegê-lo.
Talvez, só talvez, eu não fosse perfeita o suficiente para ele. - Eu era perfeita?
Então foi aí que eu descobri:
A minha única função era, além de satisfazê-lo e completá-lo, sobreviver a tudo isso.
Mais do que isso! Minha vida era agradá-lo! Mas como sobreviver a todos esses golpes e ainda amá-lo?
O mais dificil era deixá-lo feliz. Por mais que fosse impossível deixar alguém totalmente alegre... Por mais que fosse dificil, eu tentaria, ao menos.
Bastaria, apenas, uma atitude para me afastar dele - eu era sensível demais sendo assim, consequentemente, quebradiça o suficiente.
O mais impressionante era que eu engolia meu orgulho inteiro para dizer, todo dia, apenas: 'Oh, eu te amo'.
Bastaria apenas um sussurro doce para me envolver completamente... Eu era sensível o suficiente para realmente AMAR isso. ...Porque era impossível não amá-lo"
(Feito por: L. Cotta)
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Rosas vermelhas e brancas.
Mas um dia ela nasce, e desabrocha.
Como um simples botão de rosa vermelha a florescer por entre as brancas"
segunda-feira, 15 de junho de 2009
O cão e o homem.
O bebê não devia ter chorado - seu choro me partia o coração.
E a raposa não devia ter morrido - seus encantos são fortes demais para serem quebrados!
Então, cá estou eu. As vezes meio triste, as vezes meio alegre.
Hora me exibindo, outrora machucado.
Enfurecido, embriagado.
As vezes, até cruel eu sou.
No entanto, em tentação eu caio, ao simplesmente lhe encarar.
Olhos tão tristes, mas tão alegres.
Uma esperançazinha medíocre e irrevelante.
Como uma simples florzinha a nascer por entre as ruínas.
Mas, ainda sim, eu não ia ocupar o lugar daquela raposa.
O caçador estava envolvido por seus lindos.
Por suas mentiras. Por seu amor contraditório.
Tudo o que ela fez foi amá-lo.
Amá-lo e amá-lo.
Então cá estou eu.
As vezes, meio triste. As vezes, meio alegre.
Hora me exibindo, outrora machucado.
As vezes, sem memória. As vezes, a naufragar.
Sou o que sou. E vivo.
Andando sem rumo. Em uma história sem fim.
Quem dera eu, um dia poder encantar-lhe assim."
(Feito por: Letícia Cotta)
sábado, 13 de junho de 2009
GouHu¹.
"Oh. Então eu descubro que o mundo de fantasias que imaginei em cada sonho...
Em cada livro... Em cada poema feito. Em cada verso inacabado. Cada frase esperando um final...
Eu descubro que há algo acima de tudo, tudo isso.
Descubro reinos perdidos, civilizações, animais... Mas descubro. Oh. Eu descubro.
Algo tão doce quanto o mel, e tão cruel quanto o veneno de um escorpião.
Eu descubro o amor que tenho por você.
E isso me rasga nos menores pedaços de fragmentos existentes.
Machuca, dói, fere. Mas, não passa!
Porque é inevitável"
¹Gou significa CÃO. Hu significa TIGRE. Logo, o título do poema se chama "Cão-Tigre" ou "Cão e Tigre".
domingo, 17 de maio de 2009
O inverno.
Own, tanta dor. Nada mais existe em mim.
Apenas um buraco no fundo do meu peito, tapado por curativos que não são capazes de segurar as feridas e nem o sangue. Dói demais. É tortura demais.
No entanto, o local tornou-se indolor devido a imensidão desse sentimento. Eu não sentia mais nada. Restava-me, apenas, a opção de ficar ali, parada e quietinha. Como uma boa ovelha faria para fugir do leão. Eu era a ovelha? Eu não deveria ser a leoa? Não, eu não era. Meu interior dizia que faltava algo grancioso em meu ser para eu ser a leoa, e não o ser indefeso. As vezes, era tão bom ser inútil. - Eu podia aprender com os sentimentos alheios, aprendendo a dominar os meus e tirar minhas próprias conclusões sobre os atos que em geral não eram certos. Mas normalmente, era doloroso demais. Como uma lâmina atravessando-lhe o peito lentamente. - Eu me sentia assim todas as noites, e a única salvação era me encolher e chorar, agonizando, enquanto esperava pelo aparecer do meu astro-rei. ...Mas as vezes, a escuridão era longa demais, dolorosa demais, para eu conseguir sobreviver àquela dor. Com o tempo, eu aprendi a não esperar pelo Sol. A não esperar pela luz, pela salvação em minha vida. Aprendi a conviver com a escuridão, com o frio, com a neve. Viver sem amor, sem calor, sem vida, sem luz.
Era impossível sobreviver assim - era o único trabalho que eu tinha de fazer: sobreviver. E, talvez por ser tão minimamente possivel, eu tivera o vazio em minha memória."
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Gelo, Eletricidade, Ar, Fogo.
E existe o fogo. Cujo não está nem entre o passado, o presente e o futuro. Não é facil de se descrever, na verdade, muitos não conseguem fazê-lo. O fogo se chama paixão, amor, ou qualquer outra coisa que faça você se sentir nas nuvens ou no inferno.
Arde, queima, mas o súbito desejo NÃO desaparece. Consome você de tal forma que a/o faz perder a cabeça. Cometer erros que já cometera uma vez, e alterar seus planos para o futuro. É aquele ELEMENTO, aquela PESSOA. Que muda totalmente sua vida. E que, as vezes, se esvai como o princípio básico do fogo. Consome, queima, some."
Feito por: Letícia Cotta
