
“ Eu estava com tanto frio. Era como se o vento tivesse roubado todo o meu calor, toda minha alma tão quente... Toda minha temperatura, toda minha vida! De uma vez só. Como se eu fosse um monstro, um demônio, o par do diabo. Eu era? Era capaz de tirar uma vida, uma alma, um suspiro débil? Não... Absolutamente, não. Então, como eles me culpavam? Porque exatamente eu sentia frio? Sabem, no lugar de onde vim, o frio era algo ruim. Mas creio, somente creio, que ele queria algo comigo. Afinal, porquê um elemento apagaria outro?
Quanto mais tempo eu ficava, mais eu me acostumava com a neve, com a chuva, com o frio... Ele era... Ele era até reconfortante, parecia querer que eu o seguisse para seu mundo de gelo. Onde todos os sonhos eram realidade - o mundo de uma bonequinha de uma caixa de música feita de cristal.
E então eu senti a esperança em mim se reerguer. Como uma pequena chaminha de uma vela. Todo o calor, que um dia o sopro gélido reteu, retornou. Desde um fio de cabelo à sola dos pés.
Feito por: L. CottaPorque o fogo, a esperança, a força, a luta, a alma em mim apagou?
Quanto mais tempo eu ficava, mais eu me acostumava com a neve, com a chuva, com o frio... Ele era... Ele era até reconfortante, parecia querer que eu o seguisse para seu mundo de gelo. Onde todos os sonhos eram realidade - o mundo de uma bonequinha de uma caixa de música feita de cristal.
O quanto eu queria? Porque eu queria? A única coisa que eu sabia dizer, mentalmente pelo menos... Era... Era... 'Sabem, o dia está frio. Todo o mundo está congelado, todos estão com frio, estão tremendo. Mas... Eu, eu não estou morta'.
E então eu senti a esperança em mim se reerguer. Como uma pequena chaminha de uma vela. Todo o calor, que um dia o sopro gélido reteu, retornou. Desde um fio de cabelo à sola dos pés.
A vela estava acesa. ”
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