" Então ela tocou. Tocou, para mim, com todo seu amor. Com todo seu coração.
Eu não era nada. Eu realmente não era absolutamente nada.
Eu era como uma casa - e ninguém queria me visitar.
Porque? Porque eu estava abandonada, assombrada, vazia e mal arrumada por fora.
Porque eu era um monstro.
Mas aquela dor - que ela me fazia sentir quando tocava minha canção - era diferente.
Era uma dor, que tentava afastar as outras. Como se fosse uma vacina para uma doença.
Era silenciosamente doloroso.
Era agonizante esperar pelo fim.
E quando me dei conta eu chorava.
Eu chorava, eu chorava, e chorava muito.
Lembro-me de curvar - em pleno conserto - e urrar de dor.
A minha melodia. E eu desejei, com todas minhas forças, que isso fosse o suficiente.
Que fosse o suficiente para meu coração.
Ela me partia em duas, a cada tecla pressionada.
Ela me partia em duas, a cada suspiro tão debilmente avaliado - por mim.
Ela me partia em duas, a cada vez que sorria.
Ela me partia em duas, a cada vez que tentava não chorar.
Ela me partia em duas, por incrível que pareça.
Ela me partia em duas, a cada suspiro tão debilmente avaliado - por mim.
Ela me partia em duas, a cada vez que sorria.
Ela me partia em duas, a cada vez que tentava não chorar.
Ela me partia em duas, por incrível que pareça.
Eu não era nada. Eu realmente não era absolutamente nada.
Eu era como uma casa - e ninguém queria me visitar.
Porque? Porque eu estava abandonada, assombrada, vazia e mal arrumada por fora.
Porque eu era um monstro.
Eu levei minha mão até meu coração, e pressionei a região correspondente à ele.
Eu levei minha mão até meu coração, e pedi que - pelos deuses! - essa melodia não me rasgasse ainda mais.
Eu estava machucada.
Eu levei minha mão até meu coração, e pedi que - pelos deuses! - essa melodia não me rasgasse ainda mais.
Eu estava machucada.
Mas aquela dor - que ela me fazia sentir quando tocava minha canção - era diferente.
Era uma dor, que tentava afastar as outras. Como se fosse uma vacina para uma doença.
Era silenciosamente doloroso.
Era agonizante esperar pelo fim.
E quando me dei conta eu chorava.
Eu chorava, eu chorava, e chorava muito.
Lembro-me de curvar - em pleno conserto - e urrar de dor.
Lembro-me de olhar pela última vez em seu rosto tão belo.
Lembro-me de ouvir pela última vez a minha melodia.
Uma melodia tão ironicamente triste e alegre - ao mesmo tempo.
Lembro-me de ouvir pela última vez a minha melodia.
Uma melodia tão ironicamente triste e alegre - ao mesmo tempo.
A minha melodia. E eu desejei, com todas minhas forças, que isso fosse o suficiente.
Que fosse o suficiente para meu coração.
...O amor dela era tanto que doía."
Feito por: L.Cotta
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