sábado, 7 de novembro de 2009

Um conto.

"Eu descobri, cedo até demais, que eu não deveria sentir nada por ele. Quer dizer, porquê eu sentiria algo por ele, sabendo que ele é o ser mais perverso do universo?

Ele fazia um anjo parecer um demônio, com sua beleza e inocência.
Ele fazia um anjo parecer um demônio, sem sua sabedoria.
Ele fazia um anjo parecer um demônio, sem àquela luxúria.
Ele fazia um anjo parecer um demônio, sem seu toque gélido.

Mas nele eu podia - e sabia - confiar.
Como se meu destino fosse permanecer a seu lado eternamente e eternamente.
Mas nele eu sabia, podia, devia, e iria, confiar.
Porque ele era o anjo que caiu dos céus para - somente - me encontrar.
Um anjo que tinha a força de um deus.
Um anjo que tinha uma luxúria mortal.
Um anjo, um anjo.

E um demônio.

Um demônio capaz de rasgar meu coração com seu sorriso doce.
Um demônio capaz de rasgar meu coração em pedaços e ainda queimá-los.
Um demônio capaz de assassinar um anjo.
Um demônio que ERA um anjo.
Um demônio. Um demônio.

Um anjo, um demônio.

O mais puro - e ao mesmo tempo corrompido - ser.
Feito única e especialmente para - me - matar.

...Mas, eu não queria morrer. "

Feito por: L. Cotta

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