domingo, 8 de novembro de 2009

Prélúdio - Lady Rose.

Lady Rose

Quando está escuro, e ninguém te ouve.

Quando chega a noite, e você pode chorar.”

Com o tempo, eu aprendi que a dor não se submetia. Não era controlada, nunca era apagada. Não havia como vencê-la, mas havia como mudar seu curso – ou a intensidade. O preço era elevado, mas o quê um ser humano desesperado não faria por amor, tristeza ou imortalidade?

Eu não sabia como estava enganada ao assinar aquele contrato.

Um contrato em que minha alma e corpo eram a assinatura – agora, eu não podia ser chamada de humana... Não estava nem um pouco perto dessa palavra.

Seus caninos, sussurros e cheiro são algumas das únicas “coisas” que recordo, antes de me transformar em um monstro – um sequer projeto de ser humano. Uma vampira.

Confesso que com o passar dos anos você se acostuma com a idéia de ser imortal, que com muito esforço conseguiria alterar seu status social e econômico – mas teria de sumir, ou assumir uma nova identidade, antes que percebessem que você não envelhecia – ou que, se você tivesse uma sorte absurda, até conseguiria encontrar seu par.

Eu não era nem um pouco sortuda.

Na verdade, creio que eu era tão asna que não cumpria meu papel frente ao destino. Ele era tão fácil: Morrer! ... Mas as pessoas – ou criaturas – pareciam insistir para que eu lutasse. Como se desejassem anular uma das leis de Isaac Newton: A inércia. Como se eles a odiassem, e eu fosse a chave para sua destruição.

Mas, meus caros, a verdade é que eu não era! Não estava nem um pouco próxima disso. E era aí que tudo começava a dar errado... No momento em que eu o deixei se aproximar de mim.



Feito por: L. Cotta

OBS*: Esse é o prólogo do meu futuro primeiro livro. Caso haja cópias, terei como provar - o blog marca a data. Então, sejam sensatos. Esse livro é a minha vida. Ou boa parte da minha alma.

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