" O que você faria quando aquilo que poderia salvar a sua vida é a mesma que a transformaria em um inferno? "
Sem dúvidas, já fazia um bom tempo que eu não desejava alguém dessa forma - louca, doentia. Era como se ele fosse o meu tipo preferido de droga - ou uma droga melhor que a que eu estava acostumada a ingerir. Um brinquedo para uma criança nova, uma presa para o predador! Ou seria o contrário? Eu não fazia idéia.
Lembro-me de seu toque ágil - e até gentil - , de seu olhar sustentando o meu.. lembro-me até de sua respiração, de sua voz, de seu cheiro! Confesso, eu tive de prender a respiração para me controlar - mas eu sabia que não aguentaria por muito tempo.
Naquele dia, minha pele ardia. Como se pegasse fogo. Eu queria me afastar dele e daquele calor, queria fugir. ...Mas meu corpo não me obedecia. Eu chamaria tudo isso de tortura, se não houvesse uma parte de mim - eu não sabia qual era essa parte - que implorava por mais.
Eu sabia que eu nunca teria mais.
Não teria, não poderia, encontrar seu olhar tão dócil e ao mesmo tempo tão feroz - como se ele me odiasse por isso, e só estivesse me testando. Eu estava enfeitiçada. E isso sem dúvida alguma era covardia. Pura covardia.
Eu o queria. Queria mais que tudo, e seria capaz de assassinar alguém só para tê-lo.
-
Mas era um sonho, um sonho cruel, um sonho doloroso.
Eu queria poder contar a alguém sobre ele - mas eu não podia. Queria transmitir a outro ser minha paixão doentia, louca, desvairada. Ah, se eu queria.
Mas eu não podia.
Fiquei perplexa. Eu chorava. Só então me dei conta de que eu chorava porque aquilo não era real - e eu desejava com todas minhas forças que fosse.
Eu queria, eu implorava para que fosse.
Mas nunca seria.
...E então, me peguei pensando nele.
Toda noite antes de dormir, em todo sonho, em cada tema de redação.
Pensava nele noite e dia, dia e noite.
E por incrivel que pareça, meu lado masoquista adorava o fato de eu não poder tê-lo.
...Porque esse meu lado sabia perfeitamente que eu usaria essa dor, ou essa alegria, em meus mais profundos poemas ou textos.
Arrancaria esse amor brutal de mim, se fosse necessário.
Feito por: L. Cotta
http://www.youtube.com/watch?v=K4RLYZ3nfVg&feature=related
Eu não sei bem o que dizer...
ResponderExcluirSó que o texto está realmente lindo e, embora eu não seja um pessoa muito sensível, me afetou e bastante... =X
Positivamente, claro ^^