domingo, 28 de março de 2010

Amanhecer.

"Eu jurava que estava contente com a minha solidão.
Eu jurava que estava confortável.
Que era auto suficiente.
Mas, sinceramente? A verdade é que eu não era.

Eu não sou nada disso que digo à você.
Eu sou fraca, frágil, e insegura.
Sou só mais uma criancinha chorona a procura de uns bons pais.
Sou só mais uma criancinha chorona procurando pela perfeição.

Pela família perfeita,
Pelos amigos perfeitos,
Pelo país perfeito,
Pelo perfeito - de tão imperfeito.

Mas não tinha nada disso.
Então eu chorei.
Chorei muito.
Até dormir, sonhar, gritar - ou qualquer outra coisa dramática e infantil.

Chorei durante muitas noites.
Durante boa parte do dia.
Chorei durante todo meu percurso por essa longa, longa, looonga estrada.
Até aquele dia.

Chorei até o dia em que alguém, talvez não tão especial, apareceu.
Esse alguém, adianto-lhe, não era um príncipe encantado.
Tão pouco um vilão.
Ele era o meu amigo.

Meu caro, eu não sou do tipo que acha que o fácil é fácil.
O fácil é difícil, justamente por ser subestimado.

...E eu chorei, apesar de todos os tapas que levei.
Apesar de todos os socos, todos os chutes.
Apesar de todas palavras muitas vezes rudes
Muitas vezes, meigas.
Muitas vezes, amigas.

Mas, meu amigo, quando você apareceu, foi maravilhoso.
Era como se toda a minha vida fosse a noite:
Escura, vazia, silenciosa, fria.
Então, nessa mesma noite, você surgiu.

Notei que amanheceu."
Feito por: L.Cotta

Dedico este poema à: Matt.

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