segunda-feira, 1 de março de 2010

Sonhos - III

Apenas outro sonho bizarro. No entanto, esse foi dividido em duas partes - uma vez que acordei no meio do sonho.

- 2º - Ele me beijou no simulado
- 3º - Prédio em santos caiu

" Ele estava lá, radiante, amável. Nós tínhamos outro simulado, pra variar.
Todos já estavam fazendo a maldita prova, todos já estavam quase saindo.
E eu lá, parada, olhando as primeiras questões de cálculo. Isso era cruel.
Ok, era muito cruel! Lembro-me de começar o simulado naquela hora.
Lembro-me de quase terminá-lo em menos de 3O minutos.
Então ele surgiu.
- Eu vou dar uma passada na casa de um amigo nosso - , disse radiante.
- Ok, me petit ange - , sorri de lado, doce.
Ele partiu, me deixando a sós com a prova na sala vazia.
Éramos apenas dois, agora. Eu e o professor. Mas eu tinha mesmo de contá-lo como compania? Digo, ele era medonho... Ele me dava medo! Além de, claro, ser onipresente como sempre - isso sim me dava um real medo. Meu professor de matemática sorriu de lado, diabólico.
- Faltam 1O minutos e você não termionu a prova - , rosnou.
- Falta só uma questão! - , eu rebati.
No fim, escrevi qualquer merda naquele pedaço de papel, e ainda 'lembranças' à tão querida matemática. Céus, como eu a odiava! Claro, nunca odiei meu professor, ele era ótimo - é verdade - , mas sempre odiei e odiarei sua matéria. Então eu desci. Fui até a minha sala, onde, quando me dei conta, tornou-se meu quarto. Tinha um cama de casal, velas, e tudo mais. Deitei-me, cansada. Dormi. Abri os olhos, com onee-san se aproximando da cama. Ele sorriu. Eu estendi os braços para ele.
Nos abraçamos, e ele me deu um rápido beijo. Beijo este que me fez querer revidar, me fez querer mais. CÉUS!, como minha boca formigada! Mas eu não fiz nada, apenas o encarei. No fim, ele se afastou.
- Um trabalho de história, volto logo - , e saiu a contra gosto.
O tempo pareceu passar rápido demais, e logo lá estava ele. Radiante! Adentrou no quarto novamente, e eu o beijei com fome. No entanto , antes que eu pudesse realmente me aprofundar - no caso, me distrair completamente - , meu pai se aproximou DO NADA no quarto. Meu professor lhe havia aberto a porta.
- Eu não consigo passar nem 1Ohr nesse computador! - , papai disse, esmurrando meu notebook vermelho cereja. - É coisa de viciado mesmo! - , gruniu.
Então, DO NADA, eu simplesmente me levantei e sair do quarto. Lembro-me apenas da raiva que senti. Onee-san não veio. Ficou para encarar meu pai. (WHAT?)
Horas se passaram, e eles finalmente saíram. Quando vi onee-san, nós trocamos um abraço de urso. Ninguém tiraria meu irmãozão de mim!
- Seus pais são um verdadeiro saco, sabia? -, ele comentou entre risos.
- Eu já me acostumei com isso. Aprendi a gostar deles - , e sorri para o meu amigo.

Eu acordei , pela primeira vez. Quando dormi de novo, o sonho mudou para uma cena estranha.

Estava em Santos, no Canal 7, e num apartamento bizarro . Lembro-me de ouvir comentários sobre o prédio antigo da minha avó estar pegando fogo, e que meu pai havia sumido para me procurar. Bom, como todo pai fodão, ele me achou, me salvou, me jogou no carro da minha tia e saiu CORRENDO com o carro para o centro de Santos.
- MEU NOTEBOOK, MEU NOTEBOOK! - , eu comecei a gritar.
- DEIXE-O LÁ! Quer morrer queimada também? Logo o nosso andar estará em chamas! -, ele resmungou.
- VOCÊ ME DEU O NOTEBOOK! VAMOS SALVAR ESSA MERDA LOGO! -, gritei.
Com muita raiva, ele deu meia volta com o carro e voltou para o prédio. Lá, nós salvamos o notebook e acabamos pegando um barco, deixando o carro perto da travessia.
De longe, víamos a cidade pegar fogo e os prédios caírem.

'Eu havia perdido minha avó, agora. E só tinha meu pai e meu avô', foi o pensamento que me atingiu de repente no sonho.
Então eu desabei. Chorei muito, gritei muito. Mas não importava. As duas pessoas mais importantes da minha vida estavam ali. Mamãe estava segura em Brasília com seus parentes. Minha tia estava no Guarujá trabalhando e nem sabia que a cidade havia pego fogo, e meu primo tinha dado um jeito de fugir também.
Mas de alguma forma, eu me sentia sozinha no mundo.
Lembrei-me de nosso abraço de urso, e me senti melhor."

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