quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sonhos - I

Hoje tive um sonho um tanto quanto bizarro.
Ok, ele começou como sempre. Com a marca do pentagrama sangrento. E enquanto eu perdia meu sangue, eu tive essa recordação - sim, um sonho dentro do outro.

Se passa em um tempo antes da marca 0. Chega à época antes de Cristo. Sim, meu caro leitor, um sonho tão antigo que poderia ser uma lembrança - e é isso que me trás medo.
Nós estávamos andando calmamente pelo vasto pasto onde víamos pequenas moradas mais ao longe. Era bonito. Mas o sonho era em segunda pessoa - isso significa que eu via as coisas mas não necessariamente fazia parte do sonho. Mas eu sabia que era alguém lá - isso se já tinha nascido, o que não era provável.
Então do nada o sonho mudou. Os pastos estavam desertos e as casas destruidas. Tudo pegava fogo. Dissolvia-se como neve catarinense (?). Ele estava lá. O homem da Cruz.

"Você cuida das ferida dele", uma garota disse à outra.

Eram jovens, mas infelizmente não me recordo de suas feições. Ouso dizer que ambas tinham cabelos castanho - barroso (um castanho suavemente avermelhado), mas uma delas tinha o cabelo mais claro que a da outra. Havia diferença de pele também. Mas não sei dizer quem era quem.
A garota da direita estava grávida, parecia ter 14 ou 15 anos apenas. A outra também aparentava tal idade, mas era a curandeira - provavelmente.

Pelo o que entendi, a garota da esquerda quem curava/regenerava as feridas de Jesus, e por isso ela segurava um pano agora. A grávida, no entanto, tinha que abortar - mas os moradores da cidade a linxaram por isso, e ela quase morreu.

No entanto, elas estavam lá. Cuidando dele. Arriscando suas vidas.

"Há tanta gente para curar...", a da esquerda disse.

"É um trabalho árduo, para ambas. Mas iremos persistir, nós somos fortes, irmã.", a outra respondeu.

E tudo ficou turvo. Finalmente, eu apareci no sonho, ao lado de J.

"Estamos com frio", eu surrei, tremendo e quase chorando.

"Estamos com frio", J. repetiu da mesma forma.

"Não se assustem... Seus corpos apenas estão morrendo, é normal. Logo voltarão a ser parte de nós também. Devia parar de fazer essas visitas à nós, Lett.", ambas nos responderam.

"Mas está frio..."

"Shhhh... Minha criança, quer acordá-lo? Vá, vá... No futuro vocês podem mudar nosso destino. Nós somos vocês. Vocês são uma partezinha de nós...", ambas disseram novamente.

"Como assim?", eu bati os dentes de frio.

"Eu vou ter gêmeas.", a da direita disse.

"Não compreendo."

Tudo ficou turvo novamente. Eu desmaiei enquanto dava meu sangue ao pentagrama - ele já estava cheio. Então um rapaz veio e me pegou no colo, fomos em direção da grande lua cheia.

"Agora sabe parte do passado de vocês", ele disse e ronronou contra meu rosto.

Tudo ficou sem cor, e eu acordei.

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