Juliet e a Caixinha de Música.
"Natal. Quem diria.", a frágil Juliet resmungou.
Em sua cabecinha, ela tentara decidir entre acreditar ou não no verdadeiro espírito natalino. Afinal, o que era o Natal?
Caro leitor, espero que você saiba que definições assim são meio que impossíveis. Na verdade, sinto repulsa em continuar a triste história de Juliet e seus natais. Ela, como todas as outras crianças, acreditava em Papai Noel, renas festivas, duendes e rainhas bondosas e más. No Natal, em especial, ela descobriu o quanto era difícil ter o maldito espírito.
Meu caro, você deve estar se perguntando o porquê de meu rancor, certo? Infelizmente, tenho de lhe fazer questionar.
Porque, simplesmente, fazer as pessoas felizes apenas em UMA época do ano? Porque o Natal em si seria tão especial, só para você ser doce e generoso, e toda essa 'baboseira' que as pessoas 'cruéis' detestam? Se o espírito natalino for 'SER UM SER HUMANO' ou 'TER SENTIMENTOS' (entre eles a solidariedade), eu e Juliet teríamos até para comercializar - apesar de minhas cruéis palavras e gênio difícil, eu sou doce demais.
Sabe porque eu detesto transmitir a história de Juliet? Porque ela não conseguia fazer as pessoas acreditarem nessa doce época. Todo fim de ano era a mesma coisa: 'Vamos mudar' , 'Papai Noel existe', 'Seremos solidários'. Mas nada mudava, até mesmo com as várias e várias campanhas na televisão.
Ela acreditava. E por acreditar já se sentia feliz - mesmo isso sendo meio egoísta. Pessoas que acreditam que 'sempre há um jeito', e que são puras e sinceras - como a minha Juliet - , normalmente tornam-se pessoas alegres por apenas terem companhia - saber que alguém conta com você. Afinal... Enquanto alguém ainda acredita, existe. E você, caro leitor, terá a importante missão de mudar a cabeça das pessoas."
Feito por: L.Cotta
Inspirado em: Celtic Woman – Caledonia
Esse texto foi utilizado na terceira questão de minha última prova da sétima série.
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