“Permanecerei, talvez não intacta, aqui. Não me curvarei. Manterei-me de pé, quando tudo mais estiver perdido.
Não deixarei que o espírito em mim se apague, tal como a chama da clareira no inverno rigoroso dos pólos.
Não deixarei que o espírito em mim se curve perante aos ventos frios e o tempo de azar.
Permanecerei, talvez não perfeita ou intacta, aqui. Estarei aqui quando todos tiverem desistido.
Perderei meu corpo, talvez, mas aqui ficarei. Meu espírito guiará aqueles que mais precisam.
Aquecerei seus corações frios, do inverno. Aquecerei seus corpos gélidos, salvarei-os.
Lhes darei uma última chance.
Mas a culpa não é minha se todos humanos são imperfeitos.
A culpa não é minha se, para existir fogo tem de existir gelo.
A culpa não é minha se, para exitir têm de morrer.
E eu me manterei aqui.
Persistirei aos longos invernos
E às grandes tempestades soltas.
Eu estarei aqui para você, quando ninguém mais esteve.”
Feito por: L.Cotta
Em nome de Héstia! (WHAT?)
domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Tudo que você quer, acontece.
Sou a típica pessoa que é sincera demais (mas, claro, sabe jogar as cartas com doçura e indiferença). Sou, também, como uma leoa protegendo seu filhote, ou qualquer mãe protegendo o filho. Mas, eu penso ao agir. Conto passo por passo, letra por letra, vírgula por vírgula, nota por nota. Usufruindo da doçura ou crueldade de cada existência. Costumo chamar esse tipo de coisa de "Alma de de uma verdadeira Artista".
Orgulhosa? Muito. Muitas vezes, no entanto, com razão. Dignidade, justiça, orgulho, sinceridade. Palavras que provavelmente definem metade da minha existência.
Acredito que quando "você quer", acontece. Tudo o que desejamos acontece, basta lutar por aquilo.
"Nós somos mestres de nossas razões e desejos", como nosso amado, mestre dos teclados, Tuomas Holopainen diria.
Eu penso da mesma forma. Afinal, o ser humano matou, usurpou, trapeceou, estuprou, aniquilou, e feriu corações. Porque simplesmente desejou aquilo.
E no fim, o que temos? Um bando de gente magoada por causa da vontade de uma pessoa - que se realizou. Compreendem? Ah, eu espero que sim - do fundo do meu coração.
Quantas vezes você viu o Sol se pôr ou nascer, ou parou seu dia para ver especialmente aquilo? Sentiu algo? Acredito que sim - por mais ignorante que você seja, todos nós sentimos.
É a essência do artista nascendo em você. Não é difícil, é até fácil.
Tudo o que você tem de fazer é acreditar. Mesmo quando tudo der errado.
Acredite que, para tudo, existem dois lados.
Orgulhosa? Muito. Muitas vezes, no entanto, com razão. Dignidade, justiça, orgulho, sinceridade. Palavras que provavelmente definem metade da minha existência.
Acredito que quando "você quer", acontece. Tudo o que desejamos acontece, basta lutar por aquilo.
"Nós somos mestres de nossas razões e desejos", como nosso amado, mestre dos teclados, Tuomas Holopainen diria.
Eu penso da mesma forma. Afinal, o ser humano matou, usurpou, trapeceou, estuprou, aniquilou, e feriu corações. Porque simplesmente desejou aquilo.
E no fim, o que temos? Um bando de gente magoada por causa da vontade de uma pessoa - que se realizou. Compreendem? Ah, eu espero que sim - do fundo do meu coração.
Quantas vezes você viu o Sol se pôr ou nascer, ou parou seu dia para ver especialmente aquilo? Sentiu algo? Acredito que sim - por mais ignorante que você seja, todos nós sentimos.
É a essência do artista nascendo em você. Não é difícil, é até fácil.
Tudo o que você tem de fazer é acreditar. Mesmo quando tudo der errado.
Acredite que, para tudo, existem dois lados.
Sonhos - II.
Para variar, outro sonho bizarro. Mereço?
Lá vamos nós.
-
As imagens estavam turvas. Minhas pupilas dilatadas. Quando me dei conta, estava no colégio (na saída dele, para ser mais precisa). Dei tchau para muitas pessoas.
Estava feliz.
Então me ocorreu que um homem, dentro de um carro velho, me encarava. Era meu ex-padrasto. Ele sorriu, pediu para que eu me aproximasse. Eu o fiz.
"Quer uma carona?", ele pediu alegre.
"Não vejo nada demais nisso, acho. Para onde vai?", murmurei receosa.
"Passarei perto da casa de seu avô", ele afirmou.
"Certo", confirmei.
Entrei no carro. Então tudo ficou turvo de novo, enquanto eu observava mais e mais árvores.
No fim, nós estávamos duas ruas atrás da antiga casa de meu avô. Ele estava do lado de fora falando com uma mulher e olhando para mim. Berrou um "fique ai, não demoro". Esperei alguns segundos, até que senti uma espécie de calafrio.
Peguei a mochila, sai do carro e tirei os sapatos. Me preparava para correr.
"Quanto cobra?", perguntou ele para a velha.
"Barato para ti, já que me ajudou a dar cabo em meu pai", a velha afirmou, coçando o queixo.
Pasma, tirei as meias e corri na direção contrária à eles, na rua. Corri o máximo que pude, até meus pulmões não aguentarem mais. Corri, corri até meus joelhos pedirem clemência. Eu não os ouvi. Continuei correndo até fingir que ia para a antiga casa de meu avô, e então finalmente subir a rua e ir para uma padaria.
"Nunca leve o inimigo para casa", eu pensei, com os olhos ardendo.
Corri, corri muito. Meu corpo aguentava mais - eu sabia que aguentava. Mas ele estava tão pesado, agora. Meu corpo ardia. Eu sorri, enquanto tirei da mochila um pequeno pacote vermelho e preto.
"Você tinha razão, eles vieram", murmurei para a caixa.
Rasguei o embrulho e tirei, da pequena caixinha de cristal, um colar com uma clave de Sol (a mesma que J. me deu) prateada, e a coloquei sobre o colar ao qual eu nunca tiro. Abri o maior sorriso que pude, e comecei a escrever uma carta. Não recordo muito o que pensei, mas era algo como...
Lá vamos nós.
-
As imagens estavam turvas. Minhas pupilas dilatadas. Quando me dei conta, estava no colégio (na saída dele, para ser mais precisa). Dei tchau para muitas pessoas.
Estava feliz.
Então me ocorreu que um homem, dentro de um carro velho, me encarava. Era meu ex-padrasto. Ele sorriu, pediu para que eu me aproximasse. Eu o fiz.
"Quer uma carona?", ele pediu alegre.
"Não vejo nada demais nisso, acho. Para onde vai?", murmurei receosa.
"Passarei perto da casa de seu avô", ele afirmou.
"Certo", confirmei.
Entrei no carro. Então tudo ficou turvo de novo, enquanto eu observava mais e mais árvores.
No fim, nós estávamos duas ruas atrás da antiga casa de meu avô. Ele estava do lado de fora falando com uma mulher e olhando para mim. Berrou um "fique ai, não demoro". Esperei alguns segundos, até que senti uma espécie de calafrio.
Peguei a mochila, sai do carro e tirei os sapatos. Me preparava para correr.
"Quanto cobra?", perguntou ele para a velha.
"Barato para ti, já que me ajudou a dar cabo em meu pai", a velha afirmou, coçando o queixo.
Pasma, tirei as meias e corri na direção contrária à eles, na rua. Corri o máximo que pude, até meus pulmões não aguentarem mais. Corri, corri até meus joelhos pedirem clemência. Eu não os ouvi. Continuei correndo até fingir que ia para a antiga casa de meu avô, e então finalmente subir a rua e ir para uma padaria.
"Nunca leve o inimigo para casa", eu pensei, com os olhos ardendo.
Corri, corri muito. Meu corpo aguentava mais - eu sabia que aguentava. Mas ele estava tão pesado, agora. Meu corpo ardia. Eu sorri, enquanto tirei da mochila um pequeno pacote vermelho e preto.
"Você tinha razão, eles vieram", murmurei para a caixa.
Rasguei o embrulho e tirei, da pequena caixinha de cristal, um colar com uma clave de Sol (a mesma que J. me deu) prateada, e a coloquei sobre o colar ao qual eu nunca tiro. Abri o maior sorriso que pude, e comecei a escrever uma carta. Não recordo muito o que pensei, mas era algo como...
"Ma petit fleur de I'hiver,
A Dama da Meia Noite não atravessa a terra dos mortais. Esqueceu-se?
Obrigada, no entanto.
Parte da mensagem chegou"
A Dama da Meia Noite não atravessa a terra dos mortais. Esqueceu-se?
Obrigada, no entanto.
Parte da mensagem chegou"
Eu sorri ao escrever aquela parte, pensando no meu quase extermínio - causado por uma velhinha carcumida.
"Deixa por um momento tuas explosões violentas.
Que eu tenha seus pesadelos.
Que eu venha a falecer.
Para que você possa ser feliz."
Renuncia ao teu orgulho, do passado. Ouvrez vos yeux.
E eu passarei a cuidar de ti, mesmo que isso signifique...Que eu tenha seus pesadelos.
Que eu venha a falecer.
Para que você possa ser feliz."
Comecei a chorar. Deixando alguns pingos caírem no papel e quase amolecerem o sangue que acabara de secar (estranhamente, eu escrevia com uma pena banhada em sangue).
"Eu não chorarei para você não chorar, ma petit.
Cuida do meu coração.
Ele ficou com você.
Avec amour.
Ta rose,
L."
Cuida do meu coração.
Ele ficou com você.
Avec amour.
Ta rose,
L."
Lambi meu pulso, forçadamente, e abri um pequeno corte. Então, assim que derramei algumas gotas do sangue no fim da carta, o ferimento se regenerou (WHAT?) e eu queimei a carta.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Sur la Route - I
Bom dia, ma fleur de I'hiver! As 7h estarei na estrada, então aqui vai uma pequena música que tem feito as viagens serem menos cansativas, para mim. Trata-se de uma música cantada pelo Koda, do filme Irmão Urso.
"O Pé na estrada eu vou botar
Que já tá na hora de ir
Um lindo horizonte e um céu azul
O que mais eu poderia pedir?
O Pé na estrada eu vou botar
E o coração eu quero abrir
Sob os raios do sol, sigo um sonho meu
Eu não posso deixar de sorrir
Nada é melhor do que amigos rever
Ainda que demore a chegar
As histórias vão fazer você sorrir
Vão fazer você sonhar!
Que todos saibam lá vou eu
Por novos caminhos seguir
Uma lua lá no céu a olhar pra mim
Eu vou sob as estrelas dormir
E se a chuva cair, não vou parar
Qualquer tempestade tem fim
E o vento no meu rosto a soprar
Me faz sonhar
O que eu quero é caminhar assim
Eu vou seguindo
Meu caminho
Eu vou seguindo
Que todos saibam que lá vou eu
e o que eu mais quero é chegar
Com um lindo horizonte e um céu azul
Histórias eu quero contar
Que todos saibam que lá vou eu
caminhando eu vou pro meu lar
Sob os raios do sol
Sigo um sonho meu
Histórias eu quero contar."
Para ouví-la, clique aqui.
Bons sonhos, ma fleur de I'hiver. ♥
"O Pé na estrada eu vou botar
Que já tá na hora de ir
Um lindo horizonte e um céu azul
O que mais eu poderia pedir?
O Pé na estrada eu vou botar
E o coração eu quero abrir
Sob os raios do sol, sigo um sonho meu
Eu não posso deixar de sorrir
Nada é melhor do que amigos rever
Ainda que demore a chegar
As histórias vão fazer você sorrir
Vão fazer você sonhar!
Que todos saibam lá vou eu
Por novos caminhos seguir
Uma lua lá no céu a olhar pra mim
Eu vou sob as estrelas dormir
E se a chuva cair, não vou parar
Qualquer tempestade tem fim
E o vento no meu rosto a soprar
Me faz sonhar
O que eu quero é caminhar assim
Eu vou seguindo
Meu caminho
Eu vou seguindo
Que todos saibam que lá vou eu
e o que eu mais quero é chegar
Com um lindo horizonte e um céu azul
Histórias eu quero contar
Que todos saibam que lá vou eu
caminhando eu vou pro meu lar
Sob os raios do sol
Sigo um sonho meu
Histórias eu quero contar."
Para ouví-la, clique aqui.
Bons sonhos, ma fleur de I'hiver. ♥
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Clichês.

Se tem uma coisa que me irrita no cinema, livros e Cd's é o clichê. Hoje, às 7h, eu imaginei algo bem... "diferente". Fico imaginando se as pessoas reagiriam em um assalto só por causa de um clichê RIDÍCULO ("Até mais, Baby", "Mãos para o alto, isso é um assalto", entre outros idiotas). Ah, é claro que não. A pessoa levaria um tiro ao reagir.
Mas o que custa postar o que imaginei? Ninguém irá ler mesmo. Se eu guardar isso, provavelmente irei usar mais tarde. E a história é ridícula demais para utilizá-la.
Lá vamos nós.
"Em meio à tão falada 25 de Março, Bianca, Pedro, e Paulo resolvem fazer uma pequena parada no Mc Donalt's. Estavam atentos, com fome, e curiosos. Antes de atravessar a rua, foram abordados por um garoto pouco mais velho.
- Mãos para o alto, é um assalto! É um assalto! Todo mundo no chão ou eu mato! - Ele gritou, encostando o cano da arma nas costas de Pedro.
- Oh, merda. Quanto clichê! - Bianca berrou, com muita raiva, enquanto pegava a lâmina em sua bolsa.
- Últimas palavras? - o ladrão comentou, virando a arma para a garota.
Então, surpreendendo o assaltante, a garota o esfaqueou.
A alegria misturou-se com espanto. Ela o perfurava. Duas, três, cinco, dez, vinte, trinta vezes. Não parava! O corpo tombou, e ela fez o mesmo, enquanto o atacava. Parecia fora do controle. Pedro e Paulo apenas a encaravam, assustados, pálidos até. Que podiam fazer? Gritar mais e mais até a polícia chegar? Prender a própria amiga?
Eles estariam mortos antes de conseguirem gritar."
Feito por: L.Cotta
Ok, foi muito sem noção a história. E é bem sádica (eu a achei divertida, no entanto). Eu particularmente acharia cômico se isso acontecesse. Pelo menos, as pessoas começariam a questionar os clichês e parariam de temer os assaltantes... Pelo menos uma notícia engraçada em meio à tanta tragédia! :'(
Com amor,
L.Cotta
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Conexão.

Sabe quando você é espiritualmente/emocionalmente/mentalmente mais sensível que os outros? Digo, não importa o quanto você tente mudar a mente e o emocional das pessoas, fazê-las compreender o quanto é... Doce, amável, e perfeito estar em total sintonia de/com determinada obra/feito/astro/átomo. Seja o que for, como as pessoas não sabem apreciar? Como não compreendem a verdadeira essência?
Seja de um livro, filme, teatro, ou até mesmo novela. Seja o que for que você está pensando agora, não tem sentido. No fim acabará: Você perecerá, perderá todos bens materiais, deixará as pessoas que te criaram/te odeiam/te amam/que convivem com você. Deixará tudo. Então, meu caro, qual o sentido em existir sem usufruir do verdadeiro sentido da obra de um artista? Deixar-se levar pelo irreal, sonhar com mundos à frente, sem jamais largar a ciência.
Tempos de paz. Não destruição. Toda evolução necessita de destruição.
O que quero lhe dizer, não sou melhor que os outros. Quero apenas mostrar a melhor forma de apreciar, avaliar, notar, e viver. Talvez essa não seja a sua, ou a de ninguém. Talvez seja apenas um grande, ENORME, sonho bobo. Apenas mais uma garota buscando o verdadeiro significado das coisas. No entanto, orgulho-me em saber que é um jeito único de apreciar a vida. Não ligo se me chamarem de louca.
Mas é assim que eu vejo, vi e verei, as coisas.
Não importa como, quando, onde, porquê, nada mudará isso.
Apaixonar-se pelo faz-de-contas é algo perigoso. Coloca-o no limite de sua existência, o desgasta mais, o fere mais.
"Há momentos em que você sente raiva, mas não consegue quebrar nada.
Há momentos em que você sente dor, e não consegue demonstrar nada.
Há momentos em que você sente algo doce no peito, mas tudo o que sai de seus lábios são palavras rudes.
Há momentos em que você sente vergonha, mas tudo o que consegue transmitir é tristeza e dor.
Há momentos, no entanto, que se fazem presentes em sua alma e ser. Capaz de preencher todo e qualquer vazio no peito.
Um momento de paz.
Um momento em que você descobre que pode fazer tudo, e ao mesmo tempo nada.
O momento em que você deve fechar os olhos, relaxar, respirar e pensar em coisas boas.
Um momento para sonhar e te afastar da dor."
Feito por: L.Cotta
Anote o que digo: Nada dói mais do que saber que as pessoas pensam que sonhos são bobagens, e que a realidade é tão (mais) emocionante quanto todas as obras.
O que seria da humanidade sem nós, os artistas?
Preservem-nos. Não nos deixem cair no abismo que se abre perante a todos esses comentários cruéis da mídia, do povo, e do mundo. Pessoas de mente pequena que só preocupam-se com seus bolsos.
Descubra que tipo de pessoa você é.
E nos ajude.
Substituições.
É impressionante como as pessoas almejam algo, e no fim desistem disso ao perceber que o instinto de sobrevivência fala mais alto.
Você deixaria alguém te matar? Não minta para si, seres humanos são covardes. Até um rato é mais corajoso. Nem eu, o escudo em pessoa, seria capaz de aceitar a morte tão facilmente.No entanto, o que me conforta é saber que eu morreria no lugar de quem amo.
Defendendo quem amo.
E mesmo que isso seja meio egoista, eu prefiriria morrer do que vê-los tombar em batalha. Preferiria causar dor à cada coração que pertenço, do que perdê-los primeiro. Faz idéia de como é ver a pessoa que você mais ama morrer? Não responda, por favor.
Sem dúvida, eu desistiria de tudo e todos por quem amo.
Não há dor pior do que perder sua família. Tudo é superável, menos isso.
Eu não ficaria e lutaria. Eu correria para a morte, como uma tola, se ela caísse em batalha.
Eu não deixaria ninguem ser substituido. Não deixaria qualquer amigo/a tomar seu lugar.
Porque, meu caro, a família é insubstituível.
Quanto mais as pessoas dizem “A vida deve seguir seu rumo, você não pode parar só porque uma pessoa morreu. Não existe luto eterno”, mais eu me convenço de que as pessoas são frias. Cruéis. Porque é mesmo que eu detesto ver alguém ser substituido? Isso é repugnante. Dá-me asco.
Michael Jackson morreu, e todos dizem que ninguém o substituirá.
Mas com sua família ou seus amigos , você simplesmente se cala e esquece.
Então isso quer dizer que você se importa com tudo e todos, menos com as pessoas que ama?
Mon dieu, como as pessoas são hipócritas!
Você deixaria alguém te matar? Não minta para si, seres humanos são covardes. Até um rato é mais corajoso. Nem eu, o escudo em pessoa, seria capaz de aceitar a morte tão facilmente.No entanto, o que me conforta é saber que eu morreria no lugar de quem amo.
Defendendo quem amo.
E mesmo que isso seja meio egoista, eu prefiriria morrer do que vê-los tombar em batalha. Preferiria causar dor à cada coração que pertenço, do que perdê-los primeiro. Faz idéia de como é ver a pessoa que você mais ama morrer? Não responda, por favor.
Sem dúvida, eu desistiria de tudo e todos por quem amo.
Não há dor pior do que perder sua família. Tudo é superável, menos isso.
Eu não ficaria e lutaria. Eu correria para a morte, como uma tola, se ela caísse em batalha.
Eu não deixaria ninguem ser substituido. Não deixaria qualquer amigo/a tomar seu lugar.
Porque, meu caro, a família é insubstituível.
Quanto mais as pessoas dizem “A vida deve seguir seu rumo, você não pode parar só porque uma pessoa morreu. Não existe luto eterno”, mais eu me convenço de que as pessoas são frias. Cruéis. Porque é mesmo que eu detesto ver alguém ser substituido? Isso é repugnante. Dá-me asco.
Michael Jackson morreu, e todos dizem que ninguém o substituirá.
Mas com sua família ou seus amigos , você simplesmente se cala e esquece.
Então isso quer dizer que você se importa com tudo e todos, menos com as pessoas que ama?
Mon dieu, como as pessoas são hipócritas!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Mudanças.
"O que você faria quando a única coisa que poderia salvar sua vida, fosse a mesma que a transformaria em um inferno?" MoonlightCreio que essa frase resume muita coisa da qual venho tentando falar. Fazem dois dias que venho tentando retirar esse sentimento doloroso de minha mente e alma. Mon dieu!, porque é que eu odeio TANTO mudanças? São necessárias? São. Mas são, muitas vezes, ridículas. Em geral nos fazem sentir dor, medo, e raiva (No meu caso, muita raiva). Como eu demonstro? Chorando. Tem forma pior de sentir ódio? Não.
Mas se não houvessem mudanças, não estaríamos chorando. Concorda? Que bom.
"Mudar envolve, necessariamente, capacidade de compreensão e adoção de práticas que concretizem o desejo de transformação. Isto é, para que a mudança aconteça, as pessoas precisam estar sensibilizadas por ela."
E quando não estamos necessariamente sensibilizadas por tal? E se formos obrigados a mudar, se não houver escapatória? Eu sabia. Você não tinha pensado nisso. Não é mudança, é ordem.
Eu particularmente acredito que vivemos em um universo Cíclico, não Linear. Isto é, tudo que aconteceu conosco acontecerá de novo e de novo (Cíclico). E não acontecerá, e continuará (Linear).
Eu seria capaz de mudar, quando não estou bem, para algo melhor? Seria capaz de esquecer colegas/amigos/companheiros de trabalho, e agir de forma egoísta?
Seria. Mas porque ainda não o fiz?
Porque eu sou fraca, e humana.
E é isso que me faz feliz.
Eu particularmente acredito que vivemos em um universo Cíclico, não Linear. Isto é, tudo que aconteceu conosco acontecerá de novo e de novo (Cíclico). E não acontecerá, e continuará (Linear).
Eu seria capaz de mudar, quando não estou bem, para algo melhor? Seria capaz de esquecer colegas/amigos/companheiros de trabalho, e agir de forma egoísta?
Seria. Mas porque ainda não o fiz?
Porque eu sou fraca, e humana.
E é isso que me faz feliz.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Sussurros.

Inspirada no novo corpo do Blog, criei um pequeno (não tão pequeno assim) poema. Gostaria de registrá-lo aqui, já que não perderei meu tempo fazendo anotações inúteis e que serão perdidas em meio ao tempo. Yeah!, detesto ver algo ou alguém sendo substituido ou esquecido.
Bom, lá vamos nós.
"Páginas esquecidas pelo próprio tempo, de um livro sombrio de recordações grotescas.
Tão profundo quanto o mar.
Ela jamais voltará à superfície - isso basta, para esclarecer todo pulsar, cada vez mais lento.
Não há movimento, não há dor. Tudo está escuro e indolor.
É demais para suportar.
Mas, ela está lá. Resistente. Suportando toda a pressão da água sobre seu corpo.
Mas, ela está lá. Persistente. Lutando contra o próprio instinto de sobrevivência.
Ela se debate - ela luta.
Mas, ainda, é teimosa ao ponto de negar-se a retornar.
Valeria a pena? Buscar as estrelas e apenas confiar?
O céu está cada vez mais distante, cada vez mais escuro.
Cada vez mais sombrio e mutável.
A correnteza a leva, domina-a.
Ela retornou. Campeã. Nos braços de seu anjo.
'Um beijo, então. Nos veremos na eternidade'
E então acordou, forçando os olhos.
Tudo claro, tudo seco.
Um sonho, nada mais que um sonho.
Orgulhou-se de sua bravura e, espreguiçando-se, desejou que toda aquela luz fosse sua."
Feito por: L. Cotta
Bom, lá vamos nós.
"Páginas esquecidas pelo próprio tempo, de um livro sombrio de recordações grotescas.
Tão profundo quanto o mar.
Ela jamais voltará à superfície - isso basta, para esclarecer todo pulsar, cada vez mais lento.
Não há movimento, não há dor. Tudo está escuro e indolor.
É demais para suportar.
Mas, ela está lá. Resistente. Suportando toda a pressão da água sobre seu corpo.
Mas, ela está lá. Persistente. Lutando contra o próprio instinto de sobrevivência.
Ela se debate - ela luta.
Mas, ainda, é teimosa ao ponto de negar-se a retornar.
Valeria a pena? Buscar as estrelas e apenas confiar?
O céu está cada vez mais distante, cada vez mais escuro.
Cada vez mais sombrio e mutável.
A correnteza a leva, domina-a.
Ela retornou. Campeã. Nos braços de seu anjo.
'Um beijo, então. Nos veremos na eternidade'
E então acordou, forçando os olhos.
Tudo claro, tudo seco.
Um sonho, nada mais que um sonho.
Orgulhou-se de sua bravura e, espreguiçando-se, desejou que toda aquela luz fosse sua."
Feito por: L. Cotta
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Persistir, persistir, e... Persistir.
" Não há para onde fugir. Você não tem onde se esconder.
Suas pernas estão acabadas, destroçadas, cansadas. Sua visão está turva.
Seu corpo, mole. Em sua boca, saliva. Em seu olhar, nada além da morte.
Mas, teimoso, permaneces ali. Parado, ansioso. Cansado e acabado.
Permaneces, frente a frente com o medo imortal. Ciclo sem fim, ciclo fatal.
Entre a vida e a morte, você está. 'Proteger quem ama, e o inimigo matar.'
Mesmo que sua vida não tenha sentido,
Mesmo que não seja nada além de um passatempo divertido,
Mesmo que nada disso seja real.
Busque pelo mal. Lute contra ele.
Persista, não desista. Insista!
Proteja quem não pode se defender.
Lute por aquele que está incapacitado, honra tua família!
Lute por tua nação. E mate o vilão.
Destroce-o, não o deixa renascer! Insista, não desista - só assim o bem há de vencer.
Mesmo que por poucas eras.
Talvez até poucos anos.
Mas terás paz.
Uma paz que muitos não têm.
Uma paz verdadeira, serena. De quem cumpre seu papel.
E, teimoso, retorna. Cabeça erguida, olhos adiante.
A graça de um adulto, não a tristeza de um pequenino.
Persista, não desista. Terás a recompensa.
Mesmo que tudo esteja envolto à sombras.
Mesmo que não exista brilho ou calor nos teus lábios.
Mesmo que a pele esteja salgada e dura.
Por favor, não me abandone. Não deixa essa luz em teu olhar se apagar.
Pois a vida é feita disso. Simples, rápida, passageira.
Essa é a graça. Esse é o motivo.
Viver por viver, amar por amar. Não há registros, não há dor.
Enquanto tudo isso durar, e puro for teu coração, a paz há de reinar"
(Feito por: L.Cotta)
Suas pernas estão acabadas, destroçadas, cansadas. Sua visão está turva.
Seu corpo, mole. Em sua boca, saliva. Em seu olhar, nada além da morte.
Mas, teimoso, permaneces ali. Parado, ansioso. Cansado e acabado.
Permaneces, frente a frente com o medo imortal. Ciclo sem fim, ciclo fatal.
Entre a vida e a morte, você está. 'Proteger quem ama, e o inimigo matar.'
Mesmo que sua vida não tenha sentido,
Mesmo que não seja nada além de um passatempo divertido,
Mesmo que nada disso seja real.
Busque pelo mal. Lute contra ele.
Persista, não desista. Insista!
Proteja quem não pode se defender.
Lute por aquele que está incapacitado, honra tua família!
Lute por tua nação. E mate o vilão.
Destroce-o, não o deixa renascer! Insista, não desista - só assim o bem há de vencer.
Mesmo que por poucas eras.
Talvez até poucos anos.
Mas terás paz.
Uma paz que muitos não têm.
Uma paz verdadeira, serena. De quem cumpre seu papel.
E, teimoso, retorna. Cabeça erguida, olhos adiante.
A graça de um adulto, não a tristeza de um pequenino.
Persista, não desista. Terás a recompensa.
Mesmo que tudo esteja envolto à sombras.
Mesmo que não exista brilho ou calor nos teus lábios.
Mesmo que a pele esteja salgada e dura.
Por favor, não me abandone. Não deixa essa luz em teu olhar se apagar.
Pois a vida é feita disso. Simples, rápida, passageira.
Essa é a graça. Esse é o motivo.
Viver por viver, amar por amar. Não há registros, não há dor.
Enquanto tudo isso durar, e puro for teu coração, a paz há de reinar"
(Feito por: L.Cotta)
- "Mon Dieu! se todas as minhas vítimas fossem tão fascinantes quanto ti, ma petit, meus versos permaneceriam intactos em seus corações."
- Feito por: L.Cotta
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Cenas aleatórias - I
" 'Bastardo!', gritei, desferindo-lhe um tapa que o teria partido em dois, caso eu não medisse minha força. 'Tão frágil, tão vulnerável. Tão maleável', murmurava, roçando minha face à seu queixo e sua garganta. 'Eu tenho pena de você', continuei, com raiva.
'Deveria ter pena de si. No entanto, é um sentimento repulsivo. Gostaria que as pessoas sentissem isso por ti, dama?', resmungou, me pegando de guarda baixa. Aquele comentário me partiu ainda mais, e ele notou. Vingativo, prosseguiu. 'Own, desculpe, minha pequena criaturinha das trevas. Fui cruel, perdoa-me. Sei que o mundo não teve piedade conosco. Sei também que de alguma forma julga-se especial. Melhor do que os demais. Algum motivo em particular? Oh, me desculpe. É a dama que não possui talentos. Sequer satisfaz', cuspiu as palavras, umedecendo os lábios e depois fazendo um beicinho.
Aquilo me enfureceu. Bateu contra meu peito e pareceu remoer o mesmo. Procurando algo? Meu coração. 'Pérdon', não o possuo mais. Ainda sim, aquelas palavras esmigalharam o peito vazio por dentro. Juntaram-se à varias e varias outras palavras (e não atos, surpreendentemente). Acumulavam-se em meu corpo de forma grotesca. Podia sentir a melancolia e a dor correndo por minhas veias quase secas. Necessitava alimentar-me. Não hoje, não amanhã. Recusava-me agora.
'Deixe-me morrer em paz, se é que sabes o que é isso', resmungou ele.
'Lá vamos nós de novo', pensei, resmungona.
Segurava seu corpo de forma surpreendente. Apoiava-se em mim como quem apoia-se à uma cadeira. Era frio como um bloco de gelo. Infelizmente, ele desenvolvera esse péssimo hábito há muito tempo. Nada podia fazer, a não ser observá-lo. Tive de ficar ali, banhando-me em seu sangue podre - enquanto ele perecia - e esperava por socorro.
Horas, minutos, se passaram. O socorro não veio. É impressionante como a Corte deixa seus membros à mercê só porque a ofenderam uma ou duas vezes. Traidores, falsos. O pior tipo de gente. É impressionante como um só corpo contém tanto sangue, não é? Ele devolvia, lentamente, o que não era dele.
'Tudo o que perdemos ou amamos, voltará para nós - de alguma forma -no final. Lembra-te disso', sussurrei para o, finalmente, cadáver.
As palavras em meu peito juntaram-se. Então, enfim, a dor veio. Consumiu-me por completo.
A repulsa.
Lá estava eu, banhada com o sangue mais sujo de todo o mapa. Mas havia uma pessoa que precisava buscar. Tal como o campo de batalha ansia pelo sangue, eu ansiei por ela. Minha irmã. Minha tão doce e amável irmã..."
Feito por: L.Cotta
-
PS:
Lembrar de tal frase (criada por mim):
"Mon Dieu! Se todas as minhas vítimas fossem tão fascinantes quanto ti, meu fascínio seria tamanho ao ponto de fazer-me esquecer tal desejo!"
'Deveria ter pena de si. No entanto, é um sentimento repulsivo. Gostaria que as pessoas sentissem isso por ti, dama?', resmungou, me pegando de guarda baixa. Aquele comentário me partiu ainda mais, e ele notou. Vingativo, prosseguiu. 'Own, desculpe, minha pequena criaturinha das trevas. Fui cruel, perdoa-me. Sei que o mundo não teve piedade conosco. Sei também que de alguma forma julga-se especial. Melhor do que os demais. Algum motivo em particular? Oh, me desculpe. É a dama que não possui talentos. Sequer satisfaz', cuspiu as palavras, umedecendo os lábios e depois fazendo um beicinho.
Aquilo me enfureceu. Bateu contra meu peito e pareceu remoer o mesmo. Procurando algo? Meu coração. 'Pérdon', não o possuo mais. Ainda sim, aquelas palavras esmigalharam o peito vazio por dentro. Juntaram-se à varias e varias outras palavras (e não atos, surpreendentemente). Acumulavam-se em meu corpo de forma grotesca. Podia sentir a melancolia e a dor correndo por minhas veias quase secas. Necessitava alimentar-me. Não hoje, não amanhã. Recusava-me agora.
'Deixe-me morrer em paz, se é que sabes o que é isso', resmungou ele.
'Lá vamos nós de novo', pensei, resmungona.
Segurava seu corpo de forma surpreendente. Apoiava-se em mim como quem apoia-se à uma cadeira. Era frio como um bloco de gelo. Infelizmente, ele desenvolvera esse péssimo hábito há muito tempo. Nada podia fazer, a não ser observá-lo. Tive de ficar ali, banhando-me em seu sangue podre - enquanto ele perecia - e esperava por socorro.
Horas, minutos, se passaram. O socorro não veio. É impressionante como a Corte deixa seus membros à mercê só porque a ofenderam uma ou duas vezes. Traidores, falsos. O pior tipo de gente. É impressionante como um só corpo contém tanto sangue, não é? Ele devolvia, lentamente, o que não era dele.
'Tudo o que perdemos ou amamos, voltará para nós - de alguma forma -no final. Lembra-te disso', sussurrei para o, finalmente, cadáver.
As palavras em meu peito juntaram-se. Então, enfim, a dor veio. Consumiu-me por completo.
A repulsa.
Lá estava eu, banhada com o sangue mais sujo de todo o mapa. Mas havia uma pessoa que precisava buscar. Tal como o campo de batalha ansia pelo sangue, eu ansiei por ela. Minha irmã. Minha tão doce e amável irmã..."
Feito por: L.Cotta
-
PS:
Lembrar de tal frase (criada por mim):
"Mon Dieu! Se todas as minhas vítimas fossem tão fascinantes quanto ti, meu fascínio seria tamanho ao ponto de fazer-me esquecer tal desejo!"
sábado, 16 de janeiro de 2010
Reflexão - I
"A minha vida é como um dia chuvoso.
E os dias chuvosos são sombrios e tristes."
"Mas eu gosto do sombrio, gosto da forma com que ele me envolve. Me enlouquece e faz-me tremer por inteiro. Completa-me de uma forma repulsiva, até.
Não, eu não preciso de amigos para relatar esse fato. Não preciso das melhores jóias, de "deus", dos melhores livros, das mais variadas e perfumadas flores, ou de algo tão intenso quanto o simples gotejar. Necessito, talvez, de um momento como esse.
Não há momento melhor, não há época, dia, clima, melhor. A chuva vem, e limpa minha alma como nada mais faz. Acalma-me, fascina-me, e envolve-me. Faz de todos iguais, MOSTRA isso: As gotas caem em todos que estiverem expostos.
Eu me protegeria da chuva? É uma pergunta estranha. Mas a resposta é NÃO.
Jamais nego um momento de reflexão, quando as gotas descem. Não, ela não tem piedade. Não, ela não é injusta. A vida com ela é fácil e rápida: "Saia do meu caminho". Pergunto-me porque as pessoas correm quando sabem que as nuvens estão baixas, escuras e sombrias.
Medo? Sobrevivência? Não sei. Mas a primeira coisa que fazem, em geral, é mergulhar em suas tocas (lares) grotescas.
Esse é o motivo pelo qual não posso banhar-me em sangue, ou em chuva: Eu sempre vou querer mais. Sempre, e sempre. Da mesma forma com que desejarei ver o amanhecer e o entardecer. Da mesma forma com que necessito respirar - o que chega a ser realmente repulsivo.
Luzes brilham, muitas vezes de forma tão triste e tão (mais) sombria que meu tão amado clima, livro, notbook, caneta, papel, e celular. Sim, todas as "ferramentas" que necessito.
Vale a pena?
Alguém me estenderia a mão se eu caísse, em meio ao desespero de, ao (eu não faria isso) refugiar-me do clima?
A resposta menos dolorosa.
E sincera?
Não."
Feito por: L.Cotta
E os dias chuvosos são sombrios e tristes."
"Mas eu gosto do sombrio, gosto da forma com que ele me envolve. Me enlouquece e faz-me tremer por inteiro. Completa-me de uma forma repulsiva, até.
Não, eu não preciso de amigos para relatar esse fato. Não preciso das melhores jóias, de "deus", dos melhores livros, das mais variadas e perfumadas flores, ou de algo tão intenso quanto o simples gotejar. Necessito, talvez, de um momento como esse.
Não há momento melhor, não há época, dia, clima, melhor. A chuva vem, e limpa minha alma como nada mais faz. Acalma-me, fascina-me, e envolve-me. Faz de todos iguais, MOSTRA isso: As gotas caem em todos que estiverem expostos.
Eu me protegeria da chuva? É uma pergunta estranha. Mas a resposta é NÃO.
Jamais nego um momento de reflexão, quando as gotas descem. Não, ela não tem piedade. Não, ela não é injusta. A vida com ela é fácil e rápida: "Saia do meu caminho". Pergunto-me porque as pessoas correm quando sabem que as nuvens estão baixas, escuras e sombrias.
Medo? Sobrevivência? Não sei. Mas a primeira coisa que fazem, em geral, é mergulhar em suas tocas (lares) grotescas.
Esse é o motivo pelo qual não posso banhar-me em sangue, ou em chuva: Eu sempre vou querer mais. Sempre, e sempre. Da mesma forma com que desejarei ver o amanhecer e o entardecer. Da mesma forma com que necessito respirar - o que chega a ser realmente repulsivo.
Luzes brilham, muitas vezes de forma tão triste e tão (mais) sombria que meu tão amado clima, livro, notbook, caneta, papel, e celular. Sim, todas as "ferramentas" que necessito.
Vale a pena?
Alguém me estenderia a mão se eu caísse, em meio ao desespero de, ao (eu não faria isso) refugiar-me do clima?
A resposta menos dolorosa.
E sincera?
Não."
Feito por: L.Cotta
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Pensamentos aleatórios.
"Você já teve algum sonho estranho, ou uma sensação estranha? Já desejou e desejou uma coisa que jamais terá? Já fez coisas estúpidas devido a sentimentos ou sensações estúpidas? Já confiou, e apenas confiou? Deu algo, sem esperar retorno?"
Eu já. Isso já faz um tempo (desde os 5 anos, por aí)
É estranho como um único desejo pode mudar completamente sua maneira de pensar e sua vida: Superação. Pode até ser orgulho em demasia, mas é um sentimento de auto superação. Não quero ser melhor que ninguém, mas sim fazer o meu melhor. Para ser alguém, ou ser reconhecida. Para existir, eu acho.
"É tão quente, que dói. É tão frio, que machuca. Não desistirei. Mas, andarei devagar porque já tive pressa, e levarei o sorriso no rosto porque já chorei demais."
Feito por: L.Cotta
Eu já. Isso já faz um tempo (desde os 5 anos, por aí)
É estranho como um único desejo pode mudar completamente sua maneira de pensar e sua vida: Superação. Pode até ser orgulho em demasia, mas é um sentimento de auto superação. Não quero ser melhor que ninguém, mas sim fazer o meu melhor. Para ser alguém, ou ser reconhecida. Para existir, eu acho.
"É tão quente, que dói. É tão frio, que machuca. Não desistirei. Mas, andarei devagar porque já tive pressa, e levarei o sorriso no rosto porque já chorei demais."
Feito por: L.Cotta
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Sonhos - I
Hoje tive um sonho um tanto quanto bizarro.
Ok, ele começou como sempre. Com a marca do pentagrama sangrento. E enquanto eu perdia meu sangue, eu tive essa recordação - sim, um sonho dentro do outro.
Se passa em um tempo antes da marca 0. Chega à época antes de Cristo. Sim, meu caro leitor, um sonho tão antigo que poderia ser uma lembrança - e é isso que me trás medo.
Nós estávamos andando calmamente pelo vasto pasto onde víamos pequenas moradas mais ao longe. Era bonito. Mas o sonho era em segunda pessoa - isso significa que eu via as coisas mas não necessariamente fazia parte do sonho. Mas eu sabia que era alguém lá - isso se já tinha nascido, o que não era provável.
Então do nada o sonho mudou. Os pastos estavam desertos e as casas destruidas. Tudo pegava fogo. Dissolvia-se como neve catarinense (?). Ele estava lá. O homem da Cruz.
"Você cuida das ferida dele", uma garota disse à outra.
Eram jovens, mas infelizmente não me recordo de suas feições. Ouso dizer que ambas tinham cabelos castanho - barroso (um castanho suavemente avermelhado), mas uma delas tinha o cabelo mais claro que a da outra. Havia diferença de pele também. Mas não sei dizer quem era quem.
A garota da direita estava grávida, parecia ter 14 ou 15 anos apenas. A outra também aparentava tal idade, mas era a curandeira - provavelmente.
Pelo o que entendi, a garota da esquerda quem curava/regenerava as feridas de Jesus, e por isso ela segurava um pano agora. A grávida, no entanto, tinha que abortar - mas os moradores da cidade a linxaram por isso, e ela quase morreu.
No entanto, elas estavam lá. Cuidando dele. Arriscando suas vidas.
"Há tanta gente para curar...", a da esquerda disse.
"É um trabalho árduo, para ambas. Mas iremos persistir, nós somos fortes, irmã.", a outra respondeu.
E tudo ficou turvo. Finalmente, eu apareci no sonho, ao lado de J.
"Estamos com frio", eu surrei, tremendo e quase chorando.
"Estamos com frio", J. repetiu da mesma forma.
"Não se assustem... Seus corpos apenas estão morrendo, é normal. Logo voltarão a ser parte de nós também. Devia parar de fazer essas visitas à nós, Lett.", ambas nos responderam.
"Mas está frio..."
"Shhhh... Minha criança, quer acordá-lo? Vá, vá... No futuro vocês podem mudar nosso destino. Nós somos vocês. Vocês são uma partezinha de nós...", ambas disseram novamente.
"Como assim?", eu bati os dentes de frio.
"Eu vou ter gêmeas.", a da direita disse.
"Não compreendo."
Tudo ficou turvo novamente. Eu desmaiei enquanto dava meu sangue ao pentagrama - ele já estava cheio. Então um rapaz veio e me pegou no colo, fomos em direção da grande lua cheia.
"Agora sabe parte do passado de vocês", ele disse e ronronou contra meu rosto.
Tudo ficou sem cor, e eu acordei.
Ok, ele começou como sempre. Com a marca do pentagrama sangrento. E enquanto eu perdia meu sangue, eu tive essa recordação - sim, um sonho dentro do outro.
Se passa em um tempo antes da marca 0. Chega à época antes de Cristo. Sim, meu caro leitor, um sonho tão antigo que poderia ser uma lembrança - e é isso que me trás medo.
Nós estávamos andando calmamente pelo vasto pasto onde víamos pequenas moradas mais ao longe. Era bonito. Mas o sonho era em segunda pessoa - isso significa que eu via as coisas mas não necessariamente fazia parte do sonho. Mas eu sabia que era alguém lá - isso se já tinha nascido, o que não era provável.
Então do nada o sonho mudou. Os pastos estavam desertos e as casas destruidas. Tudo pegava fogo. Dissolvia-se como neve catarinense (?). Ele estava lá. O homem da Cruz.
"Você cuida das ferida dele", uma garota disse à outra.
Eram jovens, mas infelizmente não me recordo de suas feições. Ouso dizer que ambas tinham cabelos castanho - barroso (um castanho suavemente avermelhado), mas uma delas tinha o cabelo mais claro que a da outra. Havia diferença de pele também. Mas não sei dizer quem era quem.
A garota da direita estava grávida, parecia ter 14 ou 15 anos apenas. A outra também aparentava tal idade, mas era a curandeira - provavelmente.
Pelo o que entendi, a garota da esquerda quem curava/regenerava as feridas de Jesus, e por isso ela segurava um pano agora. A grávida, no entanto, tinha que abortar - mas os moradores da cidade a linxaram por isso, e ela quase morreu.
No entanto, elas estavam lá. Cuidando dele. Arriscando suas vidas.
"Há tanta gente para curar...", a da esquerda disse.
"É um trabalho árduo, para ambas. Mas iremos persistir, nós somos fortes, irmã.", a outra respondeu.
E tudo ficou turvo. Finalmente, eu apareci no sonho, ao lado de J.
"Estamos com frio", eu surrei, tremendo e quase chorando.
"Estamos com frio", J. repetiu da mesma forma.
"Não se assustem... Seus corpos apenas estão morrendo, é normal. Logo voltarão a ser parte de nós também. Devia parar de fazer essas visitas à nós, Lett.", ambas nos responderam.
"Mas está frio..."
"Shhhh... Minha criança, quer acordá-lo? Vá, vá... No futuro vocês podem mudar nosso destino. Nós somos vocês. Vocês são uma partezinha de nós...", ambas disseram novamente.
"Como assim?", eu bati os dentes de frio.
"Eu vou ter gêmeas.", a da direita disse.
"Não compreendo."
Tudo ficou turvo novamente. Eu desmaiei enquanto dava meu sangue ao pentagrama - ele já estava cheio. Então um rapaz veio e me pegou no colo, fomos em direção da grande lua cheia.
"Agora sabe parte do passado de vocês", ele disse e ronronou contra meu rosto.
Tudo ficou sem cor, e eu acordei.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Sétima Série.
Juliet e a Caixinha de Música.
"Natal. Quem diria.", a frágil Juliet resmungou.
Em sua cabecinha, ela tentara decidir entre acreditar ou não no verdadeiro espírito natalino. Afinal, o que era o Natal?
Caro leitor, espero que você saiba que definições assim são meio que impossíveis. Na verdade, sinto repulsa em continuar a triste história de Juliet e seus natais. Ela, como todas as outras crianças, acreditava em Papai Noel, renas festivas, duendes e rainhas bondosas e más. No Natal, em especial, ela descobriu o quanto era difícil ter o maldito espírito.
Meu caro, você deve estar se perguntando o porquê de meu rancor, certo? Infelizmente, tenho de lhe fazer questionar.
Porque, simplesmente, fazer as pessoas felizes apenas em UMA época do ano? Porque o Natal em si seria tão especial, só para você ser doce e generoso, e toda essa 'baboseira' que as pessoas 'cruéis' detestam? Se o espírito natalino for 'SER UM SER HUMANO' ou 'TER SENTIMENTOS' (entre eles a solidariedade), eu e Juliet teríamos até para comercializar - apesar de minhas cruéis palavras e gênio difícil, eu sou doce demais.
Sabe porque eu detesto transmitir a história de Juliet? Porque ela não conseguia fazer as pessoas acreditarem nessa doce época. Todo fim de ano era a mesma coisa: 'Vamos mudar' , 'Papai Noel existe', 'Seremos solidários'. Mas nada mudava, até mesmo com as várias e várias campanhas na televisão.
Ela acreditava. E por acreditar já se sentia feliz - mesmo isso sendo meio egoísta. Pessoas que acreditam que 'sempre há um jeito', e que são puras e sinceras - como a minha Juliet - , normalmente tornam-se pessoas alegres por apenas terem companhia - saber que alguém conta com você. Afinal... Enquanto alguém ainda acredita, existe. E você, caro leitor, terá a importante missão de mudar a cabeça das pessoas."
Feito por: L.Cotta
Inspirado em: Celtic Woman – Caledonia
Esse texto foi utilizado na terceira questão de minha última prova da sétima série.
"Natal. Quem diria.", a frágil Juliet resmungou.
Em sua cabecinha, ela tentara decidir entre acreditar ou não no verdadeiro espírito natalino. Afinal, o que era o Natal?
Caro leitor, espero que você saiba que definições assim são meio que impossíveis. Na verdade, sinto repulsa em continuar a triste história de Juliet e seus natais. Ela, como todas as outras crianças, acreditava em Papai Noel, renas festivas, duendes e rainhas bondosas e más. No Natal, em especial, ela descobriu o quanto era difícil ter o maldito espírito.
Meu caro, você deve estar se perguntando o porquê de meu rancor, certo? Infelizmente, tenho de lhe fazer questionar.
Porque, simplesmente, fazer as pessoas felizes apenas em UMA época do ano? Porque o Natal em si seria tão especial, só para você ser doce e generoso, e toda essa 'baboseira' que as pessoas 'cruéis' detestam? Se o espírito natalino for 'SER UM SER HUMANO' ou 'TER SENTIMENTOS' (entre eles a solidariedade), eu e Juliet teríamos até para comercializar - apesar de minhas cruéis palavras e gênio difícil, eu sou doce demais.
Sabe porque eu detesto transmitir a história de Juliet? Porque ela não conseguia fazer as pessoas acreditarem nessa doce época. Todo fim de ano era a mesma coisa: 'Vamos mudar' , 'Papai Noel existe', 'Seremos solidários'. Mas nada mudava, até mesmo com as várias e várias campanhas na televisão.
Ela acreditava. E por acreditar já se sentia feliz - mesmo isso sendo meio egoísta. Pessoas que acreditam que 'sempre há um jeito', e que são puras e sinceras - como a minha Juliet - , normalmente tornam-se pessoas alegres por apenas terem companhia - saber que alguém conta com você. Afinal... Enquanto alguém ainda acredita, existe. E você, caro leitor, terá a importante missão de mudar a cabeça das pessoas."
Feito por: L.Cotta
Inspirado em: Celtic Woman – Caledonia
Esse texto foi utilizado na terceira questão de minha última prova da sétima série.
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