
"E então encarou-me, rebelde, e disse em alto e bom tom:
- Jamais escapará.
Mas é até bom que eu não consiga. Pelo menos o esforço valeria a pena, não?
É. E talvez seja melhor assim: Crianças no campo, nas asas da liberdade, deixando que seus sonhos tornem-se realidade. Dando continuidade à algo que a maioria dos adultos esquece, com tantas preocupações: Sua imaginação. Seu mundinho particular. Seu refúgio feliz.
E então eu lhe sorri, simpática, e prossegui no mesmo tom:
- Nunca descobrirei, se eu não tentar. Você não é dono do tempo, não sabe o que acontecerá no futuro. Dá-me uma espada, e eu lhe devolverei. Prefiro o escudo. Pois nele, meu caro, existem dois lados. Quem sabe assim, me petit, você também crie um refúgio feliz.
O Cão rosnou, fechando a cara. Parecia não compreender minha forma de pensar. Ainda sim, persisti com o sorriso, um tanto torto no momento.
Eu seria uma eterna criança. Viveria seus sonhos, criaria reinos, destruiria o mal, e um dia aprenderia o verdadeiro significado da paz. Nós, raposas, nascemos para viver na fantasia - uma vez que somos donas de falsas imagens de inocência. Somos perversas, cruéis. Mas isso não significa que não sejamos felizes.
E eu não precisava procurar pela felicidade. Ela estava ali: Junto com as crianças no campo. Eu era uma delas, e sequer faziam consciência disso."
Feito por: L.Cotta
- Jamais escapará.
Mas é até bom que eu não consiga. Pelo menos o esforço valeria a pena, não?
É. E talvez seja melhor assim: Crianças no campo, nas asas da liberdade, deixando que seus sonhos tornem-se realidade. Dando continuidade à algo que a maioria dos adultos esquece, com tantas preocupações: Sua imaginação. Seu mundinho particular. Seu refúgio feliz.
E então eu lhe sorri, simpática, e prossegui no mesmo tom:
- Nunca descobrirei, se eu não tentar. Você não é dono do tempo, não sabe o que acontecerá no futuro. Dá-me uma espada, e eu lhe devolverei. Prefiro o escudo. Pois nele, meu caro, existem dois lados. Quem sabe assim, me petit, você também crie um refúgio feliz.
O Cão rosnou, fechando a cara. Parecia não compreender minha forma de pensar. Ainda sim, persisti com o sorriso, um tanto torto no momento.
Eu seria uma eterna criança. Viveria seus sonhos, criaria reinos, destruiria o mal, e um dia aprenderia o verdadeiro significado da paz. Nós, raposas, nascemos para viver na fantasia - uma vez que somos donas de falsas imagens de inocência. Somos perversas, cruéis. Mas isso não significa que não sejamos felizes.
E eu não precisava procurar pela felicidade. Ela estava ali: Junto com as crianças no campo. Eu era uma delas, e sequer faziam consciência disso."
Feito por: L.Cotta
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