Seguem, abaixo, dois poemas (que por sinal não são meus , nem de shakespeare) que recito toda noite:
"Minha sede, tal um vampiro, não se extingue
Minha dor ao sol, meus pesadelos.
Meu coração negro, o vazio pungente.
Apenas a fome me norteia
E eis que tua sombra me acalenta
Teu corpo sujo me nutre e me castiga
Bebo teus horrores, sou devorado
Não encontro um porquê.
Os espelhos dos teus olhos
A miríade das ofensas
Minha fome não que ser contemplada.
Aos olhos do flamejante Hades
todos os famintos são iguais"
- Társis Schwald
"Palavras aveludadas e doces.
Gostaria de viver aqui,
Se assim sincera a morte fosse
Ao esgarçar meu pescoço com a foice
A morte que na qual brinco com o passar dos anos
Me persegue, me chama, me coloca em seus planos.
Fugindo, rindo e blasfemando.
Cada dia que passa, mais eu vou gostando
Minha morte seria meu descanso eterno
Pois não creio no Paraíso e nem no inferno
Se um Deus existe e Quer me matar
Que seja feita vossa vontade, lá tomo seu lugar.
Caminhando nas sombras do destino,
Longe ouço bastardos na igreja com seus hinos
Prosternando e se rebaixando em um altar,
Sendo que por suas vidas deveriam lutar.
Pois então que a morte leve essas almas
E então veremos se elas serão salvas
Eu sou meu próprio Deus, e assim...
...Continuarei minha jornada até o fim"
- O guardião da meia noite
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