sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O último crepúsculo.




Eu estava com tanto frio. Era como se o vento tivesse roubado todo o meu calor, toda minha alma tão quente... Toda minha temperatura, toda minha vida! De uma vez só. Como se eu fosse um monstro, um demônio, o par do diabo. Eu era? Era capaz de tirar uma vida, uma alma, um suspiro débil? Não... Absolutamente, não. Então, como eles me culpavam? Porque exatamente eu sentia frio? Sabem, no lugar de onde vim, o frio era algo ruim. Mas creio, somente creio, que ele queria algo comigo. Afinal, porquê um elemento apagaria outro?

Porque o fogo, a esperança, a força, a luta, a alma em mim apagou?

Quanto mais tempo eu ficava, mais eu me acostumava com a neve, com a chuva, com o frio... Ele era... Ele era até reconfortante, parecia querer que eu o seguisse para seu mundo de gelo. Onde todos os sonhos eram realidade - o mundo de uma bonequinha de uma caixa de música feita de cristal.

O quanto eu queria? Porque eu queria? A única coisa que eu sabia dizer, mentalmente pelo menos... Era... Era... 'Sabem, o dia está frio. Todo o mundo está congelado, todos estão com frio, estão tremendo. Mas... Eu, eu não estou morta'.

E então eu senti a esperança em mim se reerguer. Como uma pequena chaminha de uma vela. Todo o calor, que um dia o sopro gélido reteu, retornou. Desde um fio de cabelo à sola dos pés.

A vela estava acesa.
Feito por: L. Cotta

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Medo - Parte 1 - "O verdadeiro medo, nu e cru".

Eu tinha medo. Medo da forma como me sentia tão estranhamente segura. Tão estranhamente perseguida... E tão estranhamente confortável no gelo.
"Eu dormia tranquilamente, sorrindo nos sonhos. Brincava com um pedaço de lã - tal como uma gata de apenas alguns meses. O local tinha a temperatura amena, talvez até suavemente baixa.

Então eu o vi. E tudo tornou-se frio demais para mim. Como se eu fosse uma boneca de porcelana, que quebraria ao menor toque.

Ele estava lá, encarando-me com seus olhos ferozes
e ao mesmo tempo tão doces. Ele estava lá, e ele me encarava perplexo.
Parecia haver uma luta em seu interior. Proteger ou matar?
Era uma fêmea? Os instintos de uma mamãe-lobo que perdera a ninhada?

Se aproximou, e eu me senti pior ainda. Assustador e aterrorizante não eram as palavras certas para definir esse sentimento errado que me dominava - era errado sentir medo de quem queria te proteger, aparentemente, não era?

Eu tinha medo. Oh, eu tinha tanto medo. Gritei, gritei, e gritei. Mas o grande lobo de gelo não fez nada. Não se comoveu, não se afastou, não se aproximou. Limitou-se a me encarar. O que ele fazia em meus sonhos?, me perguntava em pensamentos.

Então, como se estivesse lendo minha mente, o grande lobo uivou. A tempestade de gelo quebrou o espelho do meu sonho, quebrou minha alma em mil pedacinhos.

Eu acordei, assustada.
E ele estava lá. Eu o tinha chamado em meus sonhos. Eu o queria, por algum motivo que desconhecia - era parte de algum plano meu?
Porque eu queria aquele grande lobo de gelo em meus sonhos? Para me proteger? Para lutar contra mim e ativar meu instinto de sobrevivência? Céus, para quê eu queria aquele lobo?

E foi a partir desse dia que eu me senti perseguida. Sempre olhei duas vezes para trás, sempre me certifiquei de que ninguém viria atrás de mim. ...Mas isso nunca afastou o sentimento de falta de privacidade... Nunca afastou o sentimento, a sensação de estar sendo seguida - vigiada - como se eu fosse uma criminosa mundial.
Como se eu fosse um demônio.

Irônico. Mas eu era."
Feito por: L.Cotta

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Vazio.


"Pode parecer estranho, mas eu acho... Eu acho que eu não tenho ninguém ao meu lado. Nenhum anjo, nenhum demônio, nenhum sinal. ...Absolutamente nada. Sabe quando você tem àquela sensação de que as pessoas que você ama, estão sumindo? Pois é. É assim que eu me sinto. Como se o tic-e-tac do relógio fosse uma maldição. Sinceramente, eu nunca ansiei tanto pela dormência - pelo sono. Nunca desejei tanto dormir, cair na inconsciência... Nunca desejei esquecer a realidade , por mais dura que seja - pois, assim, eu também me fortaleço.
Mas hoje eu desejo. Pois me sinto vazia, oca, como uma casca de árvore. Sequer um sorriso doce, um obrigado, uma canção feliz e harmoniosa, presentes, ou até mesmo a presença de meus amigos/parentes/colegas. Nada. Absolutamente NADA me alegra, me entristece, me dá ódio. Oh, como eu quero cair no esquecimento. Como eu quero dormir, como eu quero sonhar! Até meus pesadelos são melhores que essa sensação de vazio. Pode parecer estranho... Mas... Eu acho que estou chorando.
'Não chore, pois dias ruins todos nós temos. É só um dia ruim, é só um dia ruim', eu repetia, repetia, e repetia. Mas os dias pareciam se repetir, e a sensação de vazio aumentar. ...Não é só um dia ruim. Não é só uma semana ruim. É uma sensação, uma vida ruim. ...Sem utilidade, sem propósito... Sem emoções. É como se eu já tivesse usufruido de tudo, tudo isso que a Terra dispõe. Como se eu já tivesse vivido tudo isso - e nada me surpreendesse... Pode parecer estranho... Mas, eu acho que estou chorando.

É só um dia ruim, é só mais um dia ruim. Ruim, ruim, ruim...
"
Feito por: L. Cotta


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A rosa dos ventos.



"Me acalmava, ouvindo os doces passarinhos lá fora. Era tranquilizante, e confesso que não queria acordar - no caso, levantar. Mas essa era eu. Durona. Eu era forte. Eu sou. (...) E estava feliz, por mais masoquista que isso possa parecer - e exigia bastante desse meu lado, na verdade. Mas não me importava. Estava feliz. Feliz por ser útil - mesmo que seja para estorvar as pessoas. ...Feliz por tais palavras me definirem tão bem. Na verdade, era tão bom ter sua vida resumida em letras. Era melhor que cálculos, ou até mesmo experiências científicas. Era... Simples. Puro e simples, porém bruto - as palavras tinham uma estranha força, fascinante. Assim como eu. Um peso invisível, mas poderoso o suficiente para me manter sã.

E então eu me levantei, dando um bem humorado bom dia aos passarinhos na minha janela. E eles continuaram a cantar - o que eu entendi como uma retribuição.

Eram doces. Não me importava de admirá-los, mesmo que por poucos segundos. Eles provávelmente não sabiam, mas eram essas pequenas coisinhas que me davam forças - ter esperanças num futuro melhor.
Doía olhar para os mesmos pares curiosos - furiosos e sonolentos também - de mamãe. Em casa, eu creio que parecía uma selva. A sobrevivência do mais forte.

Eu era a mais forte, e eles iriam se curvar a meus pés no futuro, todos eles. Então eu seria educada e boa, recomeçando minha vida como se eles nunca tivessem feito nada. Mas, enquanto eles me tratassem daquela forma - como se eu fosse um animal ou um subordinado - eu iria guardar o mesmo futuro para todos meus inimigos.

Se seus olhos não estivessem abertos, você não
saberia a diferença entre estar sonhando e estar acordada.
"

Feito por: L.Cotta

Inspirado em:
http://www.youtube.com/watch?v=pW-Njfe6zcg&feature=related
Mägo de Oz - La rosa de los vientos

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Palavras, pequenas.

" E era isso. Eu só queria ser aceita, respeitada, e digna do futuro ao qual tanto sonho.Eu só queria isso, e nada mais. Eu não precisava de loucas viagens de verão, ou de imagináveis e incontáveis amores e paixões desvairadas, loucas, doentias. Eu só queria... Ser eu mesma. E eu era. Mas não era o suficiente.
E por esse motivo - por ser insuficiente - eu me odiava. Eu não era perfeita, eu não os agradava. Mas eu insistia, eu queria. Eu iria ser mais famosa que W.Shakespeare, Drummond, ou até mesmo Machado de Assis. Eu queria e tentaria, no mínimo. Eu me esforçaria. Daria meu sangue, minha vida, por isso. Não precisavam ser histórias doentias e perfeitas - com um final perfeito, ou não - ou até mesmo os mais profundos e enormes poemas. Eu queria só... Algo original, e bonito. Nada grande, pomposo, ou que faça alguém refletir.
Eu não precisava desse tipo de coisa para ser alguém.
Ainda sim, àquela frase me marcou como nenhuma outra. Simples, bonita, reflexiva, curta, e com vários sentidos. Uma frase tão perfeita que provavelmente descreveria meu ser.
E, na imensidão do oceano, ou no incontável passar do tempo, eu a esqueci."
Feito por: L. Cotta

"Nós vamos ser amigos para sempre, não vamos?"
O cão e a raposa - Dodó.

domingo, 8 de novembro de 2009

Palavras ao vento.

E doía tanto que eu não podia suportar.
Eu estava me afogando, e eu não queria voltar.
Não queria voltar à superfície.
Eu apenas não queria ficar sozinha.
...Mas como eu ia explicar a forma com que eu me rasgava em pedaços?
Lembro-me.
Lembro-me perfeitamente.
...A forma como eu escrevia compulsivamente, várias palavras aleatórias.
O desespero surpreendente não me deixava parar.
...Era isso. Eu estava desesperada.
Eu não queria ficar sozinha.
Eu não queria ficar sozinha.
Por favor, não me deixe!
Isso foi tudo o que eu consegui dizer.
Feito por: L.Cotta



Uma tristeza se apoderou de mim e era tão profunda que eu pensei que iria me afogar nela.
House of Night - Traída (Zoey RedBird)


Piano.

" Então ela tocou. Tocou, para mim, com todo seu amor. Com todo seu coração.

Ela me partia em duas, a cada tecla pressionada.
Ela me partia em duas, a cada suspiro tão debilmente avaliado - por mim.
Ela me partia em duas, a cada vez que sorria.
Ela me partia em duas, a cada vez que tentava não chorar.
Ela me partia em duas, por incrível que pareça.

Eu não era nada. Eu realmente não era absolutamente nada.
Eu era como uma casa - e ninguém queria me visitar.
Porque? Porque eu estava abandonada, assombrada, vazia e mal arrumada por fora.
Porque eu era um monstro.

Eu levei minha mão até meu coração, e pressionei a região correspondente à ele.
Eu levei minha mão até meu coração, e pedi que - pelos deuses! - essa melodia não me rasgasse ainda mais.
Eu estava machucada.

Mas aquela dor - que ela me fazia sentir quando tocava minha canção - era diferente.
Era uma dor, que tentava afastar as outras. Como se fosse uma vacina para uma doença.
Era silenciosamente doloroso.
Era agonizante esperar pelo fim.
E quando me dei conta eu chorava.
Eu chorava, eu chorava, e chorava muito.
Lembro-me de curvar - em pleno conserto - e urrar de dor.

Lembro-me de olhar pela última vez em seu rosto tão belo.
Lembro-me de ouvir pela última vez a minha melodia.
Uma melodia tão ironicamente triste e alegre - ao mesmo tempo.

A minha melodia. E eu desejei, com todas minhas forças, que isso fosse o suficiente.
Que fosse o suficiente para meu coração.

...O amor dela era tanto que doía."

Feito por: L.Cotta

Prélúdio - Lady Rose.

Lady Rose

Quando está escuro, e ninguém te ouve.

Quando chega a noite, e você pode chorar.”

Com o tempo, eu aprendi que a dor não se submetia. Não era controlada, nunca era apagada. Não havia como vencê-la, mas havia como mudar seu curso – ou a intensidade. O preço era elevado, mas o quê um ser humano desesperado não faria por amor, tristeza ou imortalidade?

Eu não sabia como estava enganada ao assinar aquele contrato.

Um contrato em que minha alma e corpo eram a assinatura – agora, eu não podia ser chamada de humana... Não estava nem um pouco perto dessa palavra.

Seus caninos, sussurros e cheiro são algumas das únicas “coisas” que recordo, antes de me transformar em um monstro – um sequer projeto de ser humano. Uma vampira.

Confesso que com o passar dos anos você se acostuma com a idéia de ser imortal, que com muito esforço conseguiria alterar seu status social e econômico – mas teria de sumir, ou assumir uma nova identidade, antes que percebessem que você não envelhecia – ou que, se você tivesse uma sorte absurda, até conseguiria encontrar seu par.

Eu não era nem um pouco sortuda.

Na verdade, creio que eu era tão asna que não cumpria meu papel frente ao destino. Ele era tão fácil: Morrer! ... Mas as pessoas – ou criaturas – pareciam insistir para que eu lutasse. Como se desejassem anular uma das leis de Isaac Newton: A inércia. Como se eles a odiassem, e eu fosse a chave para sua destruição.

Mas, meus caros, a verdade é que eu não era! Não estava nem um pouco próxima disso. E era aí que tudo começava a dar errado... No momento em que eu o deixei se aproximar de mim.



Feito por: L. Cotta

OBS*: Esse é o prólogo do meu futuro primeiro livro. Caso haja cópias, terei como provar - o blog marca a data. Então, sejam sensatos. Esse livro é a minha vida. Ou boa parte da minha alma.

sábado, 7 de novembro de 2009

Um dia frio.

"Um dia frio.

Eu me sinto tão vazia, e ao mesmo tempo tão completa. Como se todo o caos lá fora não fosse capaz de satisfazer a minha sede por sangue (eu tinha uma sede por sangue?). Como se todo o caos lá fora fosse meramente insignificante comparado à dor que eu sentia agora.

Eu me contorcia. "Cortava" o ar com meus urros de dor e surpreendentemente prazerosos (como se houvesse prazer na dor!), e isso certamente me assustava. O que eu quero dizer, é que não importa o quão desesperadora seja uma situação, eu nunca - jamais - sentiria uma dor tão forte. Tão... Horripilante. (Ou pelo menos, foi o que eu pensei!)

Um dia frio.

Meu pensamento estava nele. E sem ele eu não podia viver - e era isso que me rasgava em pedaços por dentro. Sabe, por mais forte que seja a dor que ele me causou... Eu tinha certeza que não desejava isso à ele. Por maior seja a tristeza que eu esteja sentindo - e a sede por vingança, por ele ter me transformado em um monstro.

Um dia frio.

Mas eu não sentia frio. Meu corpo era novo. E cada articulação doía tanto quanto a dor tão imensamente prazerosa. Eu era um monstro, e eu bem sabia disso. Mas não havia nada que pudesse fazer. ...E ninguém poderia me salvar.

Um dia frio.
Um dia frio.
Um dia frio...

Eu estava me afogando nas águas do tão amado Nilo.
Eu estava me afogando - e eu não pedia por socorro.
Eu estava me afogando - mergulhando em pura dor, vazio e tristeza.
Eu estava me afogando - e por mais que eu olhasse ao redor, não encontrava ninguém.

Eu estava me afogando, e eu não voltaria à superfície"

Feito por: L. Cotta

Um conto.

"Eu descobri, cedo até demais, que eu não deveria sentir nada por ele. Quer dizer, porquê eu sentiria algo por ele, sabendo que ele é o ser mais perverso do universo?

Ele fazia um anjo parecer um demônio, com sua beleza e inocência.
Ele fazia um anjo parecer um demônio, sem sua sabedoria.
Ele fazia um anjo parecer um demônio, sem àquela luxúria.
Ele fazia um anjo parecer um demônio, sem seu toque gélido.

Mas nele eu podia - e sabia - confiar.
Como se meu destino fosse permanecer a seu lado eternamente e eternamente.
Mas nele eu sabia, podia, devia, e iria, confiar.
Porque ele era o anjo que caiu dos céus para - somente - me encontrar.
Um anjo que tinha a força de um deus.
Um anjo que tinha uma luxúria mortal.
Um anjo, um anjo.

E um demônio.

Um demônio capaz de rasgar meu coração com seu sorriso doce.
Um demônio capaz de rasgar meu coração em pedaços e ainda queimá-los.
Um demônio capaz de assassinar um anjo.
Um demônio que ERA um anjo.
Um demônio. Um demônio.

Um anjo, um demônio.

O mais puro - e ao mesmo tempo corrompido - ser.
Feito única e especialmente para - me - matar.

...Mas, eu não queria morrer. "

Feito por: L. Cotta

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Seu escudo.

" As vezes, só as vezes, eu chego a pensar que eu não tenho pra onde ir.
E que meu destino é vagar sozinha durante toda e toda a eternidade.
Aos poucos, entrar em desespero.
... E me matar.
Morrer em silêncio. Sozinha.

As vezes, quando a chuva cai e...
Alguns raios de Sol teimam em atravessar as nuvens...

Eu sinto uma dor que aos poucos eu reconheço como minha.
A minha dor.
Silênciosa, vazia, cautelosa.

A típica dor que ninguém entenderia.
A dor que me consome.
Que tira todas minhas forças.
Que me atravessa como uma estaca.
A dor que me parte em duas, sem piedade.
E que não espera o tempo ao menos tentar cicatrizar minhas feridas.

Essa é a dor a qual estou fadada a suportar.
A dor, que é o meu destino.
Que não posso deletar da minha mente, corpo, e alma.
Que não posso fugir.
A dor que não tem piedade do meu ser.
A tristeza que se apoderou de mim e fez tudo parecer normal.

Eu iria mudá-la. Moldá-la.
Ela seria uma dor mais leve. Não seria?

Em seus braços, com seu calor...
Eu me sentiria segura, não sentiria?
Eu me sentiria bem, não sentiria?

Enquanto ouvesse àquele amor incondicional.
Enquanto ouvesse àquela ternura eterna.
Enquanto ouvesse àquela jovem que há tempos chamo de irmã.

Enquanto ela existisse, eu era o que era.
Enquanto ela existisse, eu serviria à ela.
Enquanto ela existisse, eu existiria.

Eu irei protegê-la, então, se isso significa a diminuição da minha (e sua) dor.
Eu irei protegê-la, então, se isso significa que minha vida se esvaia.
Eu irei protegê-la, tal como um escudo.
E ela nunca, jamais, irá duvidar de mim.
Ela nunca, jamais, irá se opor à minha dor, à meus golpes.

Porque, como eu, ela é (tão) asna ao ponto de sacrificar sua vida por mim.
Porque, como eu, ela é (tão) asna ao pensar que um escudo não a machucaria como uma espada?

E é por isso que eu não chorarei.
Eu não chorarei para você não chorar, minha irmãzinha querida.

Eu te protegerei.
Eu posso te ver."

Feito por: L. Cotta

Inspirado em:
http://www.youtube.com/watch?v=g6Up85o3KUM&feature=PlayList&p=90C669A9B12F385D&playnext=1&playnext_from=PL&index=54