terça-feira, 26 de abril de 2011

A tentativa.

"Todo tempo que perdi,
agora me tem feito efeito.
Já não posso mais sorrir.
Já não reconheço aquele sujeito.

Todo tempo que perdi,
por vezes me tem feito mal.
de tantas vezes que menti,
(se é que menti) de tanta coisa que escondi.

De todo mal que me fizeste,
foi pelo bem que perdeste
Onde já nos olhos não descansam lágrimas
E no céu já não há tanta, assim prometida, dádiva.
Já lastimo, hoje em dia, o pouco que me fora tirado.
O que não tinha, me fora roubado.

Como pode se perder o que não se têm?
Se outrora dizeis que contém
o fluxo completo,
estarás errado.
ou no mínimo incorreto.

Dizeis, por certo,
que não há reverso.
Que há somente a cantiga,
e que em lugar algum somente há fadiga.

De todos os males espantados,
este me é, por certo, o mais delicado:
a cantiga de amor,
a única cantiga que carrega a dor.

Silenciosa.
Inerente.
Inconsequente.
Platônico.
irônico..."
Feito por: L.Cotta

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