"talvez eu já não seja aquela doce flor do amor
quando, regada a doce pranto, abria-se com temor.
talvez eu já não seja aquela intensa flor de felicidade
que, quando exposta ao Sol, queima-se todas pétalas e folhas e caule.
Mas talvez eu seja, se isso bem for verdade,
a doce e intensa flor da paixão.
Que é regada no desespero
esquecida em meio aos prantos
exposta ao Sol, mas que persistente, curva-se à sombra.
Talvez eu seja, de certo modo,
e se isso bem me for vontade,
a doce flor da compaixão,
que quando vê o coração quebrar-se num temor,
correndo é plantada para espantar todos os males.
Mas é mais provável que eu seja,
inconscientemente,
a triste flor da solidão,
esquecida junto às demais flores.
Mas sempre a mais incolor.
Muito provavelmente eu sou,
a flor que é colida as pressas,
e que sorridente desabrocha, tornando-se rosa,
aos teus olhos.
E por fim, bem, beleza e verdade ganha.
Afasta-se do incolor e indolor. Torna-se, por si só, viva.
Quem sabe admirável.
Esse é o poder que só os teus olhos tem sobre mim."
Feito por: L.Cotta
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