“Pergunto-me se poderia ficar melhor do que essa noite. Onde, talvez por acaso, tenha descoberto o fato de ser tão incessantemente insegura e inabalavelmente teimosa. Pergunto-me se sentir-me-ia tão bem, tal como me senti, daqui a trinta, sessenta, setenta anos. O aconchego, a segurança, a emoção, o carinho. Tudo em um só sentimento gostoso e indefinível. Pergunto-me se apesar da dor, da saudade, da distância, resistiria ao caminho turvo e longo. O quão distante iria? O quão profundo cavaria? O quão doloroso seria transpassar mais uma estaca sobre meu coração, minh'alma, sentimentos? Não sei dizer. Responder. Refletir sobre. Mas gosto de não o fazer. Pois o incerto me atrai e o perigo afeta minha curiosidade. É tudo uma questão do quão impulsiva, irracional e imbecil eu poderei ser no dia, hora, local certo. Talvez eu esteja certa. Talvez eu não esteja. O problema é que nunca saberei se não tentar. O que tenho perder? O quanto posso lutar? Ninguém ficará tão notavelmente infeliz como eu, caso não o faça. Lutarei. Levantarei meu punho e irei!
Pois nada me importará tanto ou preencherá minh'alma de forma tão complexa e correta. Lutarei pelos meus sonhos e tal como a fênix, irei erguer-me das cinzas. O único lado estranho disso tudo é que sou felídea, não uma ave tão bela. Consequentemente, irei alimentar-me de mim mesma. Um tanto quanto complexo, não? Irei poupar-lhe a enxaqueca: Os meus únicos alimentos, a única forma de manter-me viva e um tanto quanto sã, são meus sentimentos. Como poderia eu, um ser tão frio para o mundo, coexistir com os demais sem meus suprimentos? Precisa-se lutar para obter a felicidade. Eu luto. Caio. Rio. Choro. Me regogizo. O que rotineiramente chamamos de vida não teria graça se não pudéssemos sentir.
E pela primeira vez, o tenho dito: Eu te amo, mesmo que isso seja o mais clichê possível e já o tenhas escutado milhares de vezes. Amo-o como um todo. Com seus defeitos e qualidades. E com toda a esperança do universo, por ti esperarei.“
Feito por: L.Cotta
Feito por: L.Cotta
“Ela não sabe porque, mas, quando está só tudo parece desmoronar. Ela não vai se virar. As sombras são longas e ela teme que se ela chorar àquelas primeiras lágrimas, elas não pararão de cair. (...) Então fique firme. Levante, quando tudo ao seu redor estiver caindo. Resista à dor. Não se afogue (em lágrimas). E só assim o que foi perdido poderá ser reencontrado.“
Superchick - Stand in the Rain

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