Abaixo, segue um trecho do meu livro - que sempre me dá inspiração (por mais incrível que isso possa parecer):
"O que quer que você faça na vida, será insignificante. Aonde quer que você vá, a família e os amigos que constituirão seu mundo. E quando você não tem mais ninguém? Quando tudo que lhe era precioso foi tomado? Fortes paixões, família, amigos, status social e econômico? E quando pagastes tudo com a vida? O que fará?
Então você terá de fazer aquilo que os humanos chamam de 'viver'.
Recomeçar. Por mais difícil que seja, não é impossível.
Vai doer, você vai cair. Mas se parar, você volta à estaca zero.
É isso que você quer?
Desistir? Eu vou te contar um segredinho: Eu já desisti há muito tempo.
Mas, mesmo com a desistência, eu ainda vou lá fora e luto toda noite por nossas vidas. Porque eu me importo com todos nós. Pelos sonhos. Não diga nada, eu sei que achas ingênuo de minha parte - Eu!, uma estranha para o mundo! Logo eu!
Mas a verdade é que enquanto uma pessoa acreditar nos sonhos, nas fantasias, nas loucas paixões desvairadas e impossíveis, no calor aconchegante de uma mãe e um pai - mesmo com toda a MERDA que eles fazem (me perdoe, caro leitor, pelas palavras rudes, mas é assim que tem que ser nos dias de hoje) - , no dinheiro suado que te mantém de pé a cada dia pelo alimento, pelo símbolo do próprio punho - da própria força de vontade... Tudo isso existirá. E mesmo que todos a seu redor achem fantasioso demais para um ser tão evoluido, ou tão novo, ou tão velho... De que adianta desenvolver tudo aquilo e ter uma vida sem sentido? De que adianta trabalhar e trabalhar, e ir para casa toda noite e deitar-se em uma cama vazia? Ou lamentar-se, lá no fundo, por aquele alguém tão querido que perdestes? Aí vai outro segredinho: A vida não é perfeita. Ela é uma merda. E então você morre. E o que você fez para todo o mundo? O que fez para SI? Droga nenhuma. A verdade é que aquilo que está lá fora, que você chama de 'pessoas', escolhem sempre o caminho mais fácil e rápido. E deixam todo o trabalho sujo para nós.
Nós também somos culpados - poderíamos ser padronizados como eles.
Mas que graça teria? Que sentido teria? Nossa espécie é tão rara quanto esse devaneio meu.
Lute comigo. Me faça compania. Deixe-me cravar as unhas em sua linha mental e você vai ver o que é DOR, se você desafiar aquela-que-ainda-fantasia. Você quer força psíquica? Eu tenho. Você quer força bruta? Eu estou aqui te esperando! No fim você não tem nada, depois da morte. E o 'depois da morte', meu caro desafiante, não é toda aquela baboseira cristã ou de qualquer outra fantasia de um padrão distorcido, comumente chamada de religião.
Uma definição não encontrada no dicionário:
Depois da morte: Sua consciência, seus princípios, seu ser, seu corpo. Você. Levantando mais uma vez para lutar por uma causa perdida. Levantando-se contra a própria vontade. Persistindo noite pós noite só por mais um motivo para estar de pé. Você é covarde demais para deixar esse mundo. É o instinto de sobrevivência. Você é um animal irracional com uma alta taxa de racionalidade que desaparece toda vez que se alimenta e anoitece. Você não dorme, você não urina, você não procria. Você cria. O criador de tudo e de todos. Dono de si. Um predador.
Lily e Helena* costumavam dizer que apenas os mais qualificados predadores tinham o hábito de refletir, filosofar, PENSAR, como nós. Ou seja, por mais que eu o tenha feito escutar toda essas palavras ridículas, nós ainda somos poucos.
Não me deixe só. Por favor.
Eu sou pequena e estou com medo.
Até eu, uma estranha e fria para o mundo, tenho um coração.
Mas isso não muda o fato de que eu me sacrifico toda noite por você, caro leitor."
Feito por: L.Cotta
*Lily e Helena são duas personagens do livro.
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