domingo, 20 de fevereiro de 2011

Screams.

"Eu posso sentir meus lábios sobre os teus sem sequer tê-lo tocado;
 Posso ouví-lo gritar por dentro sem sequer estar por perto;
 Posso sentir toda sua agonia, sua ética, seus desejos e sonhos indo pelo ralo
 ... escoando por muito  além da tubulação e do esgoto.
 Ecoando eternamente em minha mente.

Cima é baixo.
Baixo é cima.


Eu te quero tanto.
Posso ouvir-te tão facilmente,
 [quando meus olhos se fecham
Sentí-lo;
Cheirá-lo;
Vê-lo;

É tudo tão fácil
É tudo tão real.

Eles me fazem sonhar seus sonhos.
Eles me fazem ouvir seus gritos.
Eles me fazem sentir suas dores.

Eu posso vê-lo quando meus olhos se fecham...
Eu quero estar lá com você
Eu quero chegar até lá com você.
[E tudo o que eu queria era poder te ver dormir outra vez..
."
Feito por: L.Cotta

itálico => sussurros.

Silence.

"Porque é tão difícil?
Porque eu tenho que me machucar a cada tentativa
E tentar conter cada choro silencioso.

E como eu entenderia que toda minha dor pode ser suportada,
quando na verdade a solução é tão óbvia, mas o medo é tão grande?
E como poderia eu, tão fria para o mundo, agir de modo diferente?
Ainda seria reconhecida pelo o que normalmente sou,
ou seria apedrejada?

Porque é tão difícil?
Porque não consigo tornar mais fácil?
Porque o medo doentio de que tu te afastes?
E as lágrimas que se recusam a parar.

E a dor que se recusa a ser contida.
E os soluços que parecem não ter fim.
Será que não reparastes na maneira como durmo?

Chama por meu nome, grite, sussurre
Mas, por favor, clame por mim quando tudo ao seu redor parecer desmoronar.
Chama por mim, só por mim, por favor!
Deixa que eu me torne suave para o mundo!

Pois não suporto mais conter tal choro."
Feito por: L.Cotta

Fairy Tail

"Só porque você muda mil vezes de posição na cama ou no sofá, nada mudará o fato de ainda continuar pensando nele de uma forma que não queria pensar."
Feito por: L.Cotta

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Bússola.


"Para onde vou
não há Norte.
 Para onde vou
não há Sul.
 Para onde vou
não há Leste
 Para onde vou
não há Oeste.

 Então, para onde eu vou?"
Feito por: L.Cotta

Para onde vou se o único lugar ao que quero chegar, é teu coração? Diga-me. 


"Não importa por onde se vai, mas onde se está indo. Pois  quando você não sabe para onde vai, qualquer lugar serve." William Shakespeare

Silly Girl.



“Pergunto-me se poderia ficar melhor do que essa noite. Onde, talvez por acaso, tenha descoberto o fato de ser tão incessantemente insegura e inabalavelmente teimosa. Pergunto-me se sentir-me-ia tão bem, tal como me senti, daqui a trinta, sessenta, setenta anos. O aconchego, a segurança, a emoção, o carinho. Tudo em um só sentimento gostoso e indefinível. Pergunto-me se apesar da dor, da saudade, da distância, resistiria ao caminho turvo e longo. O quão distante iria? O quão profundo cavaria? O quão doloroso seria transpassar mais uma estaca sobre meu coração, minh'alma, sentimentos? Não sei dizer. Responder. Refletir sobre. Mas gosto de não o fazer. Pois o incerto me atrai e o perigo afeta minha curiosidade. É tudo uma questão do quão impulsiva, irracional e imbecil eu poderei ser no dia, hora, local certo. Talvez eu esteja certa. Talvez eu não esteja. O problema é que nunca saberei se não tentar. O que tenho perder? O quanto posso lutar? Ninguém ficará tão notavelmente infeliz como eu, caso não o faça. Lutarei. Levantarei meu punho e irei!
Pois nada me importará tanto ou preencherá minh'alma de forma tão complexa e correta. Lutarei pelos meus sonhos e tal como a fênix, irei erguer-me das cinzas. O único lado estranho disso tudo é que sou felídea, não uma ave tão bela. Consequentemente, irei alimentar-me de mim mesma. Um tanto quanto complexo, não? Irei poupar-lhe a enxaqueca: Os meus únicos alimentos, a única forma de manter-me viva e um tanto quanto sã, são meus sentimentos. Como poderia eu, um ser tão frio para o mundo, coexistir com os demais sem meus suprimentos? Precisa-se lutar para obter a felicidade. Eu luto. Caio. Rio. Choro. Me regogizo. O que rotineiramente chamamos de vida não teria graça se não pudéssemos sentir. 
E pela primeira vez, o tenho dito: Eu te amo, mesmo que isso seja o mais clichê possível e já o tenhas escutado milhares de vezes. Amo-o como um todo. Com seus defeitos e qualidades. E com toda a esperança do universo, por ti esperarei.“
Feito por: L.Cotta


Ela não sabe porque, mas, quando está só tudo parece desmoronar. Ela não vai se virar. As sombras são longas e ela teme que se ela chorar àquelas primeiras lágrimas, elas não pararão de cair. (...) Então fique firme. Levante, quando tudo ao seu redor estiver caindo. Resista à dor. Não se afogue (em lágrimas). E só assim o que foi perdido poderá ser reencontrado.“
Superchick - Stand in the Rain

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A Rosa dos Ventos.

"Sou rosa, mas não tenho espinhos.
 Sou pássaro, mas não tenho asas.
 Quem saiba, presa aqui esteja.
Por grilhões, algemas
Pesadas, fortes, gritantes.
- Dos quais só eu sei o segredo.

Recuso-me a dividí-lo.
Pois sei bem, meu caro,
Àquele que saberá, já sabe.
Já sabe, mas não sabe.
por hora.

E assim lhe é bem verdade,
que já o tenho dito:
'Siga aos teus instintos e sempre estarás certo'

Então, simples assim,
observe a rosa em meio aos ventos
à tempestade.
Resistindo até ao calor e ao inverno.

Porém saiba, viajante, que é feita
apenas para preservar a passagem e
encantar corações. Feita para proteger!
Mas não pode proteger-se de ti!"
Feito por: L.Cotta

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

More Fruits of Solitude

A morte é apenas uma travessia do mundo, tal como os amigos que atravessam o mar e permanecem vivos uns nos outros. Porque sentem necessidade de estar presentes, para amar e viver o que é onipresente. Nesse espelho divino vêem-se face a face; e sua conversa é livre e pura. Este é o consolo dos amigos e embora se diga que morre, sua amizade e convívio estão, no melhor sentindo, sempre presentes, porque são imortais.
William Penn, More Fruits of Solitude



E depois falam que eu sou brilhante. Olha esse cara! CÉUS!
Com amor,
Lê.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Cálice.

"Beijos exageradamente doces
 E ao mesmo tão perfeitos!
( Pois, como todo doce, este também me vicia)

 Fiz algumas escolhas ruins.
 Caminhei pelos caminhos mais turvos - e muitas vezes, mais longos e tortuosos.
 Tudo bem. Foram só um ou dois.
 Decisões ruins.
 Tudo bem. Eu posso superar.

 Beijos exageradamente férteis
 Com suas inescrupulosas regalias e parafernalhas completas,
 Todas com um único propósito:
 Enlouquecer-te.


Infelizmente, de tais cálices não faço questão de beber.
 Infelizmente, tais beijos irei de negar.
  Salva-me, há mentiras neles."
Feito por: L.Cotta

Me deixe em paz!


"Me deixe em paz
Saia do meu coração!
Diga que me odeia
Bata em mim
Grite comigo!

Mas, por favor, me deixe em paz.
Faça com que eu esqueça de ti.

Que ignore as loucas ventanias soltas sobre teu nome, em minha mente
Que ignore as loucas ventanias soltas sobre teu nome, em meus lábios
E em todo o resto do meu corpo.

Me deixe em paz!
Saia do meu coração!
Saia da minha cabeça!

Eu não tenho mais palavras
Não há mais o que ser dito.

Deixe-me só
Deixe-me só.
Será melhor assim.
Muito melhor!

Eu não quero ficar confusa...
Por favor, me deixe em paz."
Feito por: L.Cotta

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

We Remain: Part 3.

                                          We Remain.
                                             
- …in my memory. {Part 3}

Vinte anos se passaram desde a morte do velho Sanders. Ain Soph já havia perdido toda sua esperança quanto ao tio. Não mais procurava. Não mais passava noites em claro em busca de registros do tio.
“Eu só queria ter a chance de dar adeus para ele”, ela disse.
A campainha tocou. Ela não atendeu. Ao invés disso, continuou seu banho e sua cantoria superficialmente alegre. A campainha tocou novamente. E ela se manteve ali. Quantas vezes cansou-se de ouvir “Irá ficar de luto eterno? Viva sua vida, motherfucker!”. Mas não. Manteve-se como uma velazinha acesa na tempestade. Ao invés! Fingiu que mudou. Casou-se. Teve filhos. Mas a chaminha ainda esteve acesa.

Afinal, porque se importava tanto com um tio que perdera na infância? Porque sentia tanta falta? Ele sequer falava com ela! Sequer compreendia o quanto ela o amou e idolatrou, desde pequenina! O que um velho rabugento saberia sobre isso?

“É”, concluiu ela, “Talvez ele não fosse tão importante assim”
Ain Soph saiu do banheiro, trocou-se. Foi até a sala. Avistou uma figura no sofá.

“Q-Quem é...”

“Não se lembra mais de mim, cherry?”
“... Tio Sanders? Mas... Como?”
“Você nunca foi boa em Detetive ou Pique-Esconde”, gabou-se o velho.

“Mas eu pensei que você estava, eu...”

“Todo mundo pensou. Mas eu morri de verdade quando você me esqueceu. Estava vivo em seu coração! Você esqueceu quem você é e esqueceu de mim!”, resmungou o velho Sanders. “Eu morri quando você morreu! Prendeu-se a mim e levei-te para debaixo da terra também! Não se pode passar a vida em luto por alguém que já se foi! Não se pode chorar pelo o que foi derramado, my little Angel!”

“Mas senti tanto, tanto sua falta, titio...”

  “ Não. Não sentistes. Só pensou que sentiu”, disse, voltando-se para Ain Soph, apontando um revolver em sua direção e atirando na mesma. “Bons sonhos”

Feito por: L.Cotta 

We Remain: Part 4 - Final.

                                          We Remain.
                                    - …in my dreams. {Part 4 - END}

Talvez tudo seja um sonho. Talvez nada mais seja real.
Abri meus olhos. Via titio Sanders e minha mãe conversarem. Estavam vestidos tão bem! Corri até meu tio, abraçando-o – foi involuntário, perdoem-me. Um abraço de urso, sem dúvida alguma.
“Feliz aniversário, pequena Ain Soph!”, gritou Sanders.

“Titio! Titio! Você não morreu!”, gritei de volta, chorando contra as mangas de sua blusa.
“Querida, você só teve um pesadelo...”

“P-pesadelo?”

“Sim, sim. É o que acontece, as vezes, quando algum ente querido nosso se machuca. Titio quebrou o braço, lembra? Só isso, little...”
Eu era inocente. Eu não queria nem saber se isso era verdade. Tudo que eu sabia é que me sentia segura. É que Titio Sanders estava de volta.
O meu tio. O meu grande tio Sanders. Ninguém nunca iria substituí-lo. Nem pesadelos, nem acidentes.

Pois o mantenho vivo em minha memória. E assim, ele nunca morrerá.

Feito por: LCotta

We Remain: Part 2.

                                          We Remain.
                                        - …in my dear diary.
{Part 2}

Querido Diário,
Dez anos se passaram desde que tio Sanders faleceu. Fazem exatos 10 anos, hoje. Sinto tanta falta dele. Significava muito para mim! Ainda sim, recuso-me a acreditar que ele morreu.
Não. O meu tio. O Sanders que eu conheci não faria isso. Não desistiria da briga tão facilmente. E se trocaram? E se informaram a mulher errada? Teria tio Sanders enganado a morte? Eu gosto de acreditar que sim. Continuarei minhas pesquisas sobre o hospital e a morte dele. Algo me cheira muito mal. E não são os peixes que mamãe está fritando lá embaixo.
Com amor,
Ain Soph.

Feito por: L.Cotta

domingo, 6 de fevereiro de 2011

We Remain: Part 1

                                          We Remain.
                                             - ...under my bed.
{Part 1}


“… Perdão? O Senhor disse morto?”

Eu teria gostado de lhe perguntar se gostava de lírios ou rosas, na verdade. Pergunto-me se teria sido diferente, se não tivesse tudo ocorrido tão rapidamente. Ou lentamente. Tenho uma noção de tempo um tanto quanto desnecessariamente maquiavélica e inconstante. Rápida demais quando tem que ser lenta.  É sempre muito difícil parar. Não impossível. Apenas difícil.
Como explicaria à minha pequena sobre o ocorrido?

“Oh, my fucking god. Como explicarei à Ain Soph?”, disse em voz alta.

“Seja sincera, minha senhora”, o cirurgião respondeu. “Ela pode ser uma mera criança, mas não é burra, cega, ou surda. Pelo menos, não ainda”, completou.
Na verdade, bem sabia, o cirurgião havia dito tudo isso só para me confortar. Não. Não. Ain Soph não entenderia. Ela bateria os pés e gritaria, e gritaria, e gritaria... Até finalmente dormir chorando em meus braços. Determinada em terminar com tudo isso logo de uma vez, fui para casa.

“Mamãe! Mamãe, cadê o titio Sanders?”

“Titio Sanders foi dormir, my little kitten

“Titio Sanders nunca iria dormir sem ler uma histórinha pra mim!”, Ain Soph – minha filha de 6 anos – gritou, chorosa. “Titio Sanders dormiu?”

“Sim, querida. Ele dormiu... E vai demorar muito para acordar”, disse, abrindo os braços e me abaixando.

Foi certeiro, já que a garota veio correndo para meus braços enquanto chorava e chorava demais. Fungava, soluçava, gritava, esperneava. Se limpava na minha roupa, e recomeçava todo o choro novamente. Aquilo parecia não ter fim. Não, querida, Sanders nunca abandonaria você e eu aqui, sozinhas, para juntarmos os pedaços dos nossos pequenos corações imundos.

Feito por: L.Cotta

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Continuando a bailar.


"Caminhando sob a areia de tais dunas
 Parece sempre mais fácil assim.
 Parece sempre mais fácil dançar.
 Mais fácil criar.

 Caminhando assim, bem lentamente, sob a areia de tais dunas
 Sinto-me em casa. Sinto-me segura.
 Vestes tão leves, as quais faço questão de exibir
 Corpo tão esguio, que faço questão de mover.

 É tudo uma questão de conveniência.

 Lembra-te sempre de tua assassina.
 De teus campos, e de tão belas curvas.
 Eu sou àquela que te matará de paixão.
 De ansiedade, de impaciência. De angústia e desejo.

 Dança comigo sobre a areia!
 Vamos dançar sobre as dunas, nessas Mil e Uma Noites!
 Dança comigo até o raiar do Sol e esconda-se durante o dia.

 Posso perceber teu olhar sobre mim.
 O feitiço abateu-lhe, nessa eterna fantasia noturna.
 Agora cale-se, não resista.

 Apenas venha dançar como eu danço.
 Jogar o meu jogo.
 Vem brincar com o fogo.

 Não o deixarei queimar-se.
 Eu prometo."
Feito por: L.Cotta

Adolescentes descartáveis

"Dinheiro, sexo, sexo.
 E  não esqueça a violência e a ignorância.
 É isso que compõe ao modernismo.
 Fome, miséria, angústia.
 Injustiça e intolerância!

 Apenas mais uma estaca em nosso corações.
 Apenas mais um dia para se viver.
 Apenas mais uma noite procedida pelo amanhecer.
- Apenas mais um dia comum.

 Dotados de inscrições pecaminosas
 Más influências, péssimos ídolos.
 Péssima educação. Péssimos hábitos.

 Não passam de adolescentes descartáveis.
 Adolescentes descartáveis.

 Que apenas dão mais um passo em direção à forca
 e dão fim a todos nossos esforços.
 Desmerecendo nosso trabalho e nosso suor.

 Adolescentes descartáveis,
 influenciados tão facilmente.
 Compráveis, influenciáveis, inertes e ignorantes.

 Adolescentes descartáveis,
 surdos, cegos, desocupados.
 Que não honram sequer à própria religião.

 ... Eu não tenho uma e sou tão capaz ou mais capaz.
 Era isso que eu deveria ter dito. Era isso que eu deveria ter falado!
 - Ah, se as letras falassem mais do que gritos! -
 Mas, pressionada, calei-me. Ocultei-me.
 E assim, mesmo contra minha vontade,
 tornei-me um deles.

 Uma adolescente descartável...
 Apenas esperando mais um passo para a forca.
 Vivendo apenas mais um dia.
 Em algum páis, em algum planeta.
 Sozinha, e ao mesmo tempo tumultuada e sufocada, em algum lugar."
Feito por: L.Cotta

A Lição Número um.

Abaixo, segue um trecho do meu livro - que sempre me dá inspiração (por mais incrível que isso possa parecer):

"O que quer que você faça na vida, será insignificante. Aonde quer que você vá, a família e os amigos que constituirão seu mundo. E quando você não tem mais ninguém? Quando tudo que lhe era precioso foi tomado? Fortes paixões, família, amigos, status social e econômico? E quando pagastes tudo com a vida? O que fará?

Então você terá de fazer aquilo que os humanos chamam de 'viver'.

Recomeçar. Por mais difícil que seja, não é impossível.
Vai doer, você vai cair. Mas se parar, você volta à estaca zero.
É isso que você quer?

Desistir? Eu vou te contar um segredinho: Eu já desisti há muito tempo.
Mas, mesmo com a desistência, eu ainda vou lá fora e luto toda noite por nossas vidas. Porque eu me importo com todos nós. Pelos sonhos. Não diga nada, eu sei que achas ingênuo de minha parte - Eu!, uma estranha para o mundo! Logo eu!

Mas a verdade é que enquanto uma pessoa acreditar nos sonhos, nas fantasias, nas loucas paixões desvairadas e impossíveis, no calor aconchegante de uma mãe e um pai - mesmo com toda a MERDA que eles fazem (me perdoe, caro leitor, pelas palavras rudes, mas é assim que tem que ser nos dias de hoje) - , no dinheiro suado que te mantém de pé a cada dia pelo alimento, pelo símbolo do próprio punho - da própria força de vontade... Tudo isso existirá. E mesmo que todos a seu redor achem fantasioso demais para um ser tão evoluido, ou tão novo, ou tão velho... De que adianta desenvolver tudo aquilo e ter uma vida sem sentido? De que adianta trabalhar e trabalhar, e ir para casa toda noite e deitar-se em uma cama vazia? Ou lamentar-se, lá no fundo, por aquele alguém tão querido que perdestes? Aí vai outro segredinho: A vida não é perfeita. Ela é uma merda. E então você morre. E o que você fez para todo o mundo? O que fez para SI? Droga nenhuma. A verdade é que aquilo que está lá fora, que você chama de 'pessoas', escolhem sempre o caminho mais fácil e rápido. E deixam todo o trabalho sujo para nós.

Nós também somos culpados - poderíamos ser padronizados como eles.
Mas que graça teria? Que sentido teria? Nossa espécie é tão rara quanto esse devaneio meu.

Lute comigo. Me faça compania. Deixe-me cravar as unhas em sua linha mental e você vai ver o que é DOR, se você desafiar aquela-que-ainda-fantasia. Você quer força psíquica? Eu tenho. Você quer força bruta? Eu estou aqui te esperando! No fim você não tem nada, depois da morte. E o 'depois da morte', meu caro desafiante, não é toda aquela baboseira cristã ou de qualquer outra fantasia de um padrão distorcido, comumente chamada de religião.

Uma definição não encontrada no dicionário:
Depois da morte: Sua consciência, seus princípios, seu ser, seu corpo. Você. Levantando mais uma vez para lutar por uma causa perdida. Levantando-se contra a própria vontade. Persistindo noite pós noite só por mais um motivo para estar de pé. Você é covarde demais para deixar esse mundo. É o instinto de sobrevivência. Você é um animal irracional com uma alta taxa de racionalidade que desaparece toda vez que se alimenta e anoitece. Você não dorme, você não urina, você não procria. Você cria. O criador de tudo e de todos. Dono de si. Um predador.

Lily e Helena* costumavam dizer que apenas os mais qualificados predadores tinham o hábito de refletir, filosofar, PENSAR, como nós. Ou seja, por mais que eu o tenha feito escutar toda essas palavras ridículas, nós ainda somos poucos.

Não me deixe só. Por favor.
Eu sou pequena e estou com medo.
Até eu, uma estranha e fria para o mundo, tenho um coração.

Mas isso não muda o fato de que eu me sacrifico toda noite por você, caro leitor."
Feito por: L.Cotta


*Lily e Helena são duas personagens do livro.

A lição número dois.


"Não importa o que você faça, não importa o quanto você lute. Sempre irão lembrar de você pelos seus defeitos - pois eles sempre se destacarão em meio à tantas qualidades que você nem sequer pensou que tinha.Mas, se você realmente for criativo e puder passar isso gerações à frente... Alguem ainda vai lembrar de você pela sua essência. E assim você nunca morrerá, mesmo que seu corpo pereça e sua alma se desfaça. Lá estará você, glorioso, vitorioso, e finalmente eterno."
Feito por: L.Cotta

Gabriella - A Irmã de Sangue.

"Gabriella, oh Gabriella.
Teus grandes olhos azuis fazem-me sonhar!
Com rios, riachos...
Água a dançar!
Gabriella, oh Gabriella.
Quão cedo me abandonaste!
Minha alma chora por ti,
Em teus braços quer estar.
E Alimentar-me somente de ti, Gabriella.
Perdoa-me lhe ter abandonado,
Minha Grande Irmã de Sangue."
Feito por: L.Cotta