segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Um bocado de:


Felicidade.
Alegria.
Otimismo.
Inocência.
Conformismo.
Liderança.
Criatividade.
Coragem.
Proteção.

Sou um pouco de tudo isso. Mas disso, também:

Dor.
Raiva.
Insegurança. Pessimismo.
Timidez.
Inércia.
Medo.
Angústia.
Personalidade Anti Social.
Sadomasoquismo.

Com o passar dos anos, na verdade em 2010, aprendi que só porque não vou ver alguém, não será o fim do universo. Aprendi que por mais que você implore para a pessoa que diz te amar notar alguma coisa, nem sempre ela notará. Aprendi que as vezes nós nos apaixonamos por um tipo de cara completamente diferente do anterior. E que as vezes nós pensamos que estamos inteiras, completas, vivas, sendo que no fundo falta um pedaço de nós. Aprendi que as vezes nós pensamos que estamos fortes e sãs, mas no fim nos encontramos aos prantos duas, três, cinco semanas e meia depois. E que, por mais que aquele cara seja gentil, cavalheiro, doce, amável, comportado, e um bom pai... Cara, você não imagina o quanto ele guarda um lado completa, redondamente safado e imbecil e burro.
E aquele cara que bebe demais, que pode até fazer as piores piadas do universo, e que deve te odiar, no fundo é o cara mais doce e um futuro bom pai e ao mesmo tempo tudo o que o cara bonzinho dizia e aparentava ser. Oh, ou não. Nem tudo é ao contrário. As vezes o bonzinho é o bonzinho e sempre está certo. E o cara-mala é sempre o cara-mala e sempre um imbecil como vemos nos filmes.
Mas uma coisa é certa: Aonde quer que vá, seus amigos estarão sempre com você. Independente da melanina em sua pele, do seu sexo, da sua opção sexual, do seu cabelo, das suas unhas, do seu estilo, de onde mora. Se eles forem verdadeiros, sempre estarão lá. A amizade é o amor em uma escala um pouco menor. Se amar é surpreender. Então a amizade é mais ainda.
Lembro-me de quando prometi que nunca mais me apaixonaria por ninguém, em plenos 7 anos, porque o amor entorpecia meus sentidos, meus trabalhos artísticos, e emoções. Bom. É verdade. Mas a maior parte do tempo é de forma positiva. O único problema é que falar o tempo todo sobre esse sentimento é nojento e a pessoa que você espera que dê valor, não dá valor algum. Lembro-me do quanto era triste, isolada e zoada na primeira série.
Isso parece tão distante agora. Tão surreal. Acho que envelheci. Mas uma coisa é certa:

"Enquanto acreditares, foi, é, e sempre será ETERNO. Acredite nos seus instintos, eles sempre estarão certos. Acredite nos seus olhos, eles sempre te farão feliz. Acredite na sua intuição, ela nunca te enganará. Acredite nos seus sonhos. E assim, por mais que seu corpo pereça e sua alma desapareça, perpertuar-se-vão através da eternidade.
E assim você nunca morrerá."
Feito por: L.Cotta

Acho que 2010 foi o ano que voltei a mim, depois do choque de ter repetido de ano pela primeira e -espero- única vez. Algumas semanas -talvez meses- atrás, minha mãe me disse (após um comentário bizarro meu, que não recordo no momento): "Acreditar. Não é isso que você prega? Porque você não faz, então? Só sabe falar?". Na hora fiquei sem resposta. Mas agora eu tenho, mãe: "Eu continuo acreditando. Eu só estava procurando uma maneira de agir."
E obrigada, progenitora. Eu não viveria ao lado das melhores pessoas (minha família, meus pets, meus amigos) se você e meu pai não tivessem feito sexo. Obrigada por não me abortar -se é que por um momento isso se passou pela sua cabeça, todavia é melhor previnir que remediar.
O colégio foi um cu do começo ao fim. Mas agora posso dizer que estou pronta pra viver.

Não tenho mais medo da adrenalina. (Só quem foi ao HH comigo vai entender essa piadinha particular) Ou de perder o controle. Nem medo dos outros.

Pois, como uma pessoa uma vez me disse: "Se você não tentar, nunca vai saber."

Pois é. Estou tentando.
Com amor,
Letícia.

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