sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Dance: "A arte da Guerra" (Parte 1.)


"Caro estrangeiro,
É bem verdade que toda luta é uma dança.
Uma arte graciosa e bem executada dificilmente será superada.

Não é algo que possa ser ensinado.
Graciosidade durante a luta, ou tens ou não.
No entanto, creio que já me conheças.
Só pela forma com que empunha tua arma, o reconheço.

É uma pena que nunca te lembras de mim!

É sempre assim.
É como tudo sempre termina:
Nenhum carinho é deixado de forma espontânea!

Saqueias minha criatividade,
Rouba de minha graciosiade,
Suga minha vitalidade,
Extrai meu conhecimento.

Não podes por um segundo sequer esquecer tua buscaE alimentar-te do resto de minh'alma?
Não podes por um segundo sequer esquecer tua buscaInfinita e descansar ao lado de alguém?
Pois, se assim fosse, a tortura não seria tamanha!
O desejo não seria insano.
E as súplicas não seriam óbvias - mesmo que sejam só por olhares.

Caro estrangeiro,
Pega tua arma
Põe-te em pé
Levanta teu punho e vem!

Acenderemos uma fogueira e manusearemos as chamas enquanto dançarmos.
Um deslize, e sua arma irá ao chão.
Um deslize, e nossas armas cairão.
( Calado! Não pergunte qual é a minha!
Não é algo que deva ser mencionado àquele que tanto me feriu! )

É assim que tudo funciona:
Não há vitória se não houver o que se perder.
Um empate não será aceito.
E piedade não é o meu nome.

Recorda-te de meu nome, caro rapaz?
É óbvio que não! Jamais te recordas.

A dança faz parte de nós. Sinta o fluxo.
Sinta a energia absurda que de nós emana!
É uma pena.

Nos fundiremos à Grande Mãe enquanto dançarmos. Seremos todos um só. Nela estaremos até que um de nós caia.
Um deslize, e nossas armas irão ao chão.
Se soubesse a vontade de meus lábios, creio que não precisaríamos cá estar.

(...) Caro estrangeiro,
É com absurdo pesar que lhe digo: Faça-me tua.
Não desejo mais viver neste plano
Não desejo mais viver para aqui criar.
Mande-me para o mais longe possível de ti.
Para tal tortura acabar.

Silencia meus lábios e cobre-me com a noite,
Enquanto toma minha vida.
Pois, caro estrangeiro,
por mais que não saibas dançar
por mais que não sejas gracioso,
à ti não quero enfrentar.
Se o fizesse, doeria muito mais em meu ser do que no seu.
Acredite.
Eu nunca minto.

Não importa que o homem não tenha asas... "
Feito por: L.Cotta

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