sexta-feira, 4 de junho de 2010

Devaneios.

"Minha fantasia, entretanto, estava muito longe da minha atual situação. Nunca veria tal independência até que fosse adulta. E ainda que anseie por isso e queira estender minhas asas sem limites, meus conservadores e governantes pais eram fundamentais para minha existência. Não tinha dinheiro o suficiente para ter meu próprio apartamento, ou meios para comprar comida e pagar as consultas do dentista. E quando estava realmente deprimida com a vida e o amor, embora eu descartasse seus sentimentos, eles eram minha rede de segurança. Se meus pais não estivessem ao meu redor me orientando e me apoiando, meu mundo seria mais obscuro do que já é." Vampire Kisses - Sangue Real

E tudo o que eu tenho a dizer, é que eu tenho refletido bastante sobre isso - mesmo que não queira demonstrar, viver. E, por mais que eu pareça bruta, grossa, mal educada, e sequer ter dito um "eu te amo" em quase todo o momento de minha existência - além de ser aparentemene ingrata... Bom, nada disso evita meus pensamentos sobre o tema acima.
Talvez eu seja como uma rosa negra que esqueceu de desabrochar, o único botão enegrecido em meio à tantas rosas vermelhas. Adianto: Não me isolo mais, não me afasto mais das pessoas. Mas nada disso - a minha bizarra proximidade de seres aleatórios em meu dia a dia ou o fato de sempre tentar sorrir para alguem na rua que parece estar num dia ruim - evita esse sentimento. Os amigos, sempre lá. Mas eu sinto que perdi minha essência novamente. O motivo crussial para viver: Bons exemplos de pais. Digo, não devo cobrar tanto deles - só se é pai e mãe uma vez na vida. Eu queria retroceder. Tornar-me infantil, influenciavel e pequenina novamente. Meus trágicos oito anos - por mais conturbados que sejam - mantinham-me próxima aos meus pais. Sinto falta dessa proximidade - aqueles momentos em que você não precisa trocar frases constrangedoras ou gestos típicos, mas um simples aconchego no olhar ou no cheiro. Tanta, tanta falta. E apesar de toda essa confissão, eu ao mesmo tempo não quero. No fim, tudo o que sou é "eu mesma". E, definitivamente, não gostaria de mudar a essência de meu ser.

Sou fixa, encaro a luta de frente e me erguerei quantas vezes for preciso - desde que julgue necessário ou correto. Eu sou forte.

"Vê? Está começando a clarear. Depois de uma noite, fria, escura, e solitária, sempre amanhece novamente. Mas e quando você gosta da noite, quando você é um ser que vive para tal? Encararia a luz do dia dessa forma também? ... É o que eu me pergunto todos os dias." L.Cotta

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