"A vida é uma merda. Não importa quantas vezes você se fode, ela sempre lhe dá uma oportunidade para se ferrar de novo.
...E então você morre."
L.Cotta
segunda-feira, 28 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
Devaneios, ligeiros.
"Se você não está comigo, está contra mim. E não há nada que você possa fazer ou falar. Seus gritos? Não adiantam. Vê essas presas? Elas vão te morder, e te rasgar, e rasgar, e rasgar. Você vai morrer lenta e dolorosamente.
Vê, agora? Não importa por quantas vezes você passa por uma situação. Só irá lhe dar o devido valor, quando por ela não mais passar. Quando a tiver perdido.Então, aproveite o fato de que ainda respira - você certamente sentirá falta disso quando seus pulmões explodirem devido o instinto natural da sobrevivência. Oh, eu sou fria e falsa, então?
Eu acordo todo o dia. Pondero: Ser humana - monótona, egoísta e sem escrúpulos - ou o que realmente sou? Não há nada de especial em mim, você vê. Mas eu me refiro à essencia, meu caro. Há um sangue correndo em minhas veias - e ele não é o de meus ancestrais. É o seu. É em seu sangue que eu quero me banhar. É o seu sangue que eu quero admirar. Não beber! Até vinho é melhor que isso.
E é isso que eu sou. Sou como uma boa atriz, esperando por amor ao lado do pior diretor. Esperando por amor ao lado de uma lata de lixo vazia. Uma atriz que se perdeu de seus tanto papéis, que perdeu o foco.
E é exatamente esse 'perder o foco', que a faz tão especial.
Porque não importa como ou onde, o que prevalece é a honra e o orgulho.
Eu tenho orgulho daquilo que sou. Prezo minha honra e minha sanidade.
Tenho um imenso orgulho em admitir que eu nasci na época errada.
Mas talvez, só talvez, isso seja bom no futuro, não?
Nascer na época errada poderia me dar a fantasia de que eu já vivi durante tempos demais, a fantasia de que demorarei mais para este local abandonar. E fico feliz por isso - eu não tenho alguém que me espera por aí. Sou só eu. Eu e eu mesma.
E é por isso que eu prezo a honra.
Eu preferiria morrer protegendo alguém. Só assim eu não ficaria em dívida com o meu sentimento de não pertencer não somente à esta época, mas a esta espécie e sociedade.
Pois, é isso que eu sou:
Como uma boa atriz perdida e abandonada, procurando por um novo papel.
Mas não há papel nenhum para ela, se ela estiver próxima ao túmulo.
Não existem mais da espécie dela, e por isso ela está próxima às lápides.
Para ter alguém de verdade para conversar. Mesmo que não possa responder, ela sabe que ele está lá. O terrivel uivar do vento, a imensidão noturna dominada pelo vazio.
Ela sabe que não está só. Somente é uma questão de tempo até juntar-se a sua verdadeira espécie - que está extinta."
By: L.Cotta
Vê, agora? Não importa por quantas vezes você passa por uma situação. Só irá lhe dar o devido valor, quando por ela não mais passar. Quando a tiver perdido.Então, aproveite o fato de que ainda respira - você certamente sentirá falta disso quando seus pulmões explodirem devido o instinto natural da sobrevivência. Oh, eu sou fria e falsa, então?
Eu acordo todo o dia. Pondero: Ser humana - monótona, egoísta e sem escrúpulos - ou o que realmente sou? Não há nada de especial em mim, você vê. Mas eu me refiro à essencia, meu caro. Há um sangue correndo em minhas veias - e ele não é o de meus ancestrais. É o seu. É em seu sangue que eu quero me banhar. É o seu sangue que eu quero admirar. Não beber! Até vinho é melhor que isso.
E é isso que eu sou. Sou como uma boa atriz, esperando por amor ao lado do pior diretor. Esperando por amor ao lado de uma lata de lixo vazia. Uma atriz que se perdeu de seus tanto papéis, que perdeu o foco.
E é exatamente esse 'perder o foco', que a faz tão especial.
Porque não importa como ou onde, o que prevalece é a honra e o orgulho.
Eu tenho orgulho daquilo que sou. Prezo minha honra e minha sanidade.
Tenho um imenso orgulho em admitir que eu nasci na época errada.
Mas talvez, só talvez, isso seja bom no futuro, não?
Nascer na época errada poderia me dar a fantasia de que eu já vivi durante tempos demais, a fantasia de que demorarei mais para este local abandonar. E fico feliz por isso - eu não tenho alguém que me espera por aí. Sou só eu. Eu e eu mesma.
E é por isso que eu prezo a honra.
Eu preferiria morrer protegendo alguém. Só assim eu não ficaria em dívida com o meu sentimento de não pertencer não somente à esta época, mas a esta espécie e sociedade.
Pois, é isso que eu sou:
Como uma boa atriz perdida e abandonada, procurando por um novo papel.
Mas não há papel nenhum para ela, se ela estiver próxima ao túmulo.
Não existem mais da espécie dela, e por isso ela está próxima às lápides.
Para ter alguém de verdade para conversar. Mesmo que não possa responder, ela sabe que ele está lá. O terrivel uivar do vento, a imensidão noturna dominada pelo vazio.
Ela sabe que não está só. Somente é uma questão de tempo até juntar-se a sua verdadeira espécie - que está extinta."
By: L.Cotta
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Devaneios.
"Minha fantasia, entretanto, estava muito longe da minha atual situação. Nunca veria tal independência até que fosse adulta. E ainda que anseie por isso e queira estender minhas asas sem limites, meus conservadores e governantes pais eram fundamentais para minha existência. Não tinha dinheiro o suficiente para ter meu próprio apartamento, ou meios para comprar comida e pagar as consultas do dentista. E quando estava realmente deprimida com a vida e o amor, embora eu descartasse seus sentimentos, eles eram minha rede de segurança. Se meus pais não estivessem ao meu redor me orientando e me apoiando, meu mundo seria mais obscuro do que já é." Vampire Kisses - Sangue Real
E tudo o que eu tenho a dizer, é que eu tenho refletido bastante sobre isso - mesmo que não queira demonstrar, viver. E, por mais que eu pareça bruta, grossa, mal educada, e sequer ter dito um "eu te amo" em quase todo o momento de minha existência - além de ser aparentemene ingrata... Bom, nada disso evita meus pensamentos sobre o tema acima.
Talvez eu seja como uma rosa negra que esqueceu de desabrochar, o único botão enegrecido em meio à tantas rosas vermelhas. Adianto: Não me isolo mais, não me afasto mais das pessoas. Mas nada disso - a minha bizarra proximidade de seres aleatórios em meu dia a dia ou o fato de sempre tentar sorrir para alguem na rua que parece estar num dia ruim - evita esse sentimento. Os amigos, sempre lá. Mas eu sinto que perdi minha essência novamente. O motivo crussial para viver: Bons exemplos de pais. Digo, não devo cobrar tanto deles - só se é pai e mãe uma vez na vida. Eu queria retroceder. Tornar-me infantil, influenciavel e pequenina novamente. Meus trágicos oito anos - por mais conturbados que sejam - mantinham-me próxima aos meus pais. Sinto falta dessa proximidade - aqueles momentos em que você não precisa trocar frases constrangedoras ou gestos típicos, mas um simples aconchego no olhar ou no cheiro. Tanta, tanta falta. E apesar de toda essa confissão, eu ao mesmo tempo não quero. No fim, tudo o que sou é "eu mesma". E, definitivamente, não gostaria de mudar a essência de meu ser.
Sou fixa, encaro a luta de frente e me erguerei quantas vezes for preciso - desde que julgue necessário ou correto. Eu sou forte.
"Vê? Está começando a clarear. Depois de uma noite, fria, escura, e solitária, sempre amanhece novamente. Mas e quando você gosta da noite, quando você é um ser que vive para tal? Encararia a luz do dia dessa forma também? ... É o que eu me pergunto todos os dias." L.Cotta
Talvez eu seja como uma rosa negra que esqueceu de desabrochar, o único botão enegrecido em meio à tantas rosas vermelhas. Adianto: Não me isolo mais, não me afasto mais das pessoas. Mas nada disso - a minha bizarra proximidade de seres aleatórios em meu dia a dia ou o fato de sempre tentar sorrir para alguem na rua que parece estar num dia ruim - evita esse sentimento. Os amigos, sempre lá. Mas eu sinto que perdi minha essência novamente. O motivo crussial para viver: Bons exemplos de pais. Digo, não devo cobrar tanto deles - só se é pai e mãe uma vez na vida. Eu queria retroceder. Tornar-me infantil, influenciavel e pequenina novamente. Meus trágicos oito anos - por mais conturbados que sejam - mantinham-me próxima aos meus pais. Sinto falta dessa proximidade - aqueles momentos em que você não precisa trocar frases constrangedoras ou gestos típicos, mas um simples aconchego no olhar ou no cheiro. Tanta, tanta falta. E apesar de toda essa confissão, eu ao mesmo tempo não quero. No fim, tudo o que sou é "eu mesma". E, definitivamente, não gostaria de mudar a essência de meu ser.
Sou fixa, encaro a luta de frente e me erguerei quantas vezes for preciso - desde que julgue necessário ou correto. Eu sou forte.
"Vê? Está começando a clarear. Depois de uma noite, fria, escura, e solitária, sempre amanhece novamente. Mas e quando você gosta da noite, quando você é um ser que vive para tal? Encararia a luz do dia dessa forma também? ... É o que eu me pergunto todos os dias." L.Cotta
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