" Até quando minhas crianças terão estes vastos campos ?
Até quando minhas princesas terão seus castelos ?
Até quando todo meu céu será anil e tranqüilo ?
Onde encontro meu eu ?
Por onde vago toda noite, sem notar.
Por onde vago todo dia, sem querer.
Por onde ando, ando, ando... ?
Que sinal faria a diferença,
Quando tudo o mais está perdido ?
Como descobriria o que é o paraíso se presa estou neste inferno ?
Onde há luz em meio a tantas trevas ?
Que criança,
Nunca brincou
Nunca brigou
Nunca sonhou ?
Que donzela,
Nunca amou
Nunca fugiu
Nunca lutou ?
Que esposa,
Nunca chorou
Nunca desejou
Nunca realizou ?
Que homem: cavaleiro, príncipe, mendigo, presidente ou não - tanto faz.
Nunca lutou
Nunca esbravejou
Nunca impôs
Nunca filosofou ?
Até quando minhas crianças permanecerão livres, doces...
Talvez arrogantes, outras meio orgulhosas, e algumas frágeis.
Mas, crianças ?
Até quando minhas princesas permanecerão em seus castelos ?
Em suas torres ?
Em um campo vasto ?
Onde há segurança ?
Onde há infância ?
Onde há amor ?
Onde há carinho ?
Onde há proteção ?
Onde há... emoção ?
Vem aqui, meu amor
Eu vou te contar um segredo:
Pois nestas terras, querido, descansará
E a beleza que tens, não perderás
E enquanto pelo menos um de nós sonhar
Você não nos destruirá com sua realidade.
E eu nunca esquecerei de que a realidade, por si só,
É uma ilusão imbecil, temporária, e estéril."
By: L.Cotta
PS: Não me perguntei nada, eu não sei o porque escrevi isso. Simplesmente, escrevi.
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