sexta-feira, 4 de março de 2011

Abre ao fechar. (2)

" Dê-me a mão e transportá-la-ei!
 (Mostrar-te-ei como é a minha vida)
 Dê-me a mão.
 Não podes ficar parada eternamente.
 Sempre constante, sempre inerte e prevalecendo.
 Dê-me a mão, e jamais a soltarei!
 Dê-me a mão, confia em mim!
 Saia dessa tua solidão,
desse quarto obscuro com lindas bonecas,
e os mais antigos papéis e inscrições.
 Dê-me a mão!
 Larga fora à tua bebida e à tua renúncia de sentimentos.
 Larga fora o teu cigarro, tua nicotina sempre presente,
e - ao menos uma vez - aceita a inconstância!

 Dê-me a mão.
ou simplesmente digas que precisa de mim.
 Eu virei correndo!
diga que precisa de mim.
diga que me ama.
 Eu virei correndo!
diga que precisa de um abraço (eu o darei!)
diga que precisa de um beijo (eu o darei!)
diga que precisa de companhia (e eu a ajudarei a superar)

 Vem comigo,
eu vou correr ao seu lado
eu vim te libertar.
 Joga fora tuas amarras.
eu vim te libertar.
 Levanta-te dessa cama.
eu vim te libertar.
 Sai logo dessa prisão que chamas de lar!
pois correndo estou rumo à ti, pronta a amar-te.
Pois correndo vim rumo à ti.
 Liberta-te. Liberta-te.
Levanta teu punho e vai!

 Se não pode pensar em si própria,
pensas ao menos em mim, querida...
 Se não pode pensar em uma forma de erguer-se,
pensa em mim, querida...
pois, minha amiga, não estás só.
 Eu estou aqui com você. E sempre vou estar."
Feito por: L.Cotta

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