E cada vez que observo o mar - independente do período do dia - , vou pouco além dele. É. Dói. Não o suficiente para evitar o mergulho. E sim, o suficiente para deixar que eu me jogue e me lamente depois de ter chego à superfície.
A pior parte de se apegar as pessoas (mesmo quando não se quer apegar, mesmo que se tenha lutado bravamente e com toda sua força para não o fazer) é investir tudo nelas e vê-las partir e não poder fazer absolutamente nada. É. É como me sinto.
Eu sinto tanta, tanta, falta dos meus "bebês"... É como se eu os tivesse criado - mesmo sendo uma dos mais novos - e os amamentado, quando, por fim, minha prole de mim fora afastada. É como se amarrassem a sua mãe numa cama de hospital enquanto você nascia. Ela só podia olhar enquanto era pega com a guarda baixa.
Uma frase:
Dói pra caralho.
Eu só espero que meus bebês perdidos estejam lendo isso agora e pensando "meu deus, como ela é dramática" ou "típico da Letícia". Pois então lhes direi: "É como uma vez disseram: 'Para poeta, dor de poeta não tem importância. Desde que verseje bonito e sofra com elegância', sabem?" enquanto ganharia um abraço.
Talvez eu nunca mais ganhe esse abraço. Ou pelo menos, não, por um bom tempo.
Tenham um bom dia,
Letícia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário