quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Deduções - Anjos x Demônios.

Sonhos. Crenças. Poesias. Realidade.
É tão difícil decidir entre todas essas quatro palavras.

Toda vez que utilizo cada um de meus dedos para apertar cada mínima tecla desse notebook, aproximo-me mais e mais da concusão de que DÓI FALAR SOBRE ESSES QUATRO TÓPICOS.

Sonhar. Crer. Iludir-se. Concretizar.

Quatro palavras tão dolorosas. Tudo o que penso sobre isso não sai. Dói tanto que trava todo meu sistema. Os pensamentos somem, a dor chega, o frio torna-se cortante como o Sol escaldante sob minha cabeça em pleno meio dia em Minas Gerais. Meu corpo arte, minha mente entra em torpor.

Apenas penso. Nada vejo. Nada sinto. Nada concretizo.

Queria que minha vida tivesse brilho. Que eu não fosse só mais uma habitante nesse imenso país do mundo - e não do povo. Como teria gostado de entorpecer o sistema nervoso de tanto seres magníficos - por mais sujos que sejam. Como teria gostado de bater o pé e falar que tenho talento para isso - para encantar corações, concretizar sonhos e trazer a fantasia para a realidade.
Mas a fantasia em dose exagerada torna-se demoníaca e obscura. São simples dores que preciso registrar no modo como vêm à minha mente. Nuas e cruas. Tão angelicais que doem.


Alfenas, Minas Gerais.
Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010.

"Ela disse: Na luz pode existir um borrão. A luz pode tornar-se cegante ao ponto de não saber o que mais existe. Na escuridão pode existir um clarão. A escuridão pode tornar-se cegante ao ponto de trazer seus ossos para mais perto de sua carne."
L.Cotta

Angelical?
Houve uma parte de mim - e não sei qual a intensidade dela - que desejou envelhecer tranqüilamente ao lado de um companheiro, feliz, com seja lá quantos netos eu tiver, de sabe-se-lá quantos filhos terei - se os terei. Que desejou que tudo desse certo em minha vida, que ninguém se afastasse de mim. Que os sonhos não desaparecessem. Houve uma parte de mim, em plenos 4 à 7 anos, que desejou tudo o que os outros tinham de bom. A inveja.
Talvez de fato o que é angelical não seja tão puro assim. Só conforta ainda mais minha teoria.
Existe um lado bom no que é angelical, existe sim. A segurança. Pois, por algum motivo sempre saberás que tudo acabará bem no final - pelo menos no meu mundo, tão comumente chamado e pixado de 'fantasia', para o restante deles. O puro trás um sentimento de aristrocracia. O puro trás a certeza.
Nota mental: Eu gosto da certeza*?
*Da certeza, não do que é certo. Lembrar-me disso.

Demoníaca?
Não sou essas mulheres padronizadas que acham que a palavra demoníaca tem tanta força assim - não julgo as pessoas pela aparência, tão pouco tiro conclusões pricipitadas do que falam ou pensam. Acho que nasci virada para a Lua, literalmente. (Há uma piadinha particular nisso)
Houve uma parte de mim - e não sei qual a intensidade dela - que desejou envelhecer tranqüilamente ao lado de um companheiro, feliz, com seja lá quantos netos eu tiver, de sabe-se-lá quantos filhos terei - se os terei. Mas depois de um certo tempo, desde meus 7 anos, comecei a indagar-me: "Porque eu quero segurança, se jamais a tive?". Desde muito cedo cheguei a conclusão de que não existem finais felizes, de que o mundo não é um sonho. Mas mesmo assim, em todas as vezes em que tento expor esse meu pensamento à alguém, chamam-me de sonhadora. O obscuro me atrai, da mesma forma que o puro me conforta. Gosto do perigo. Gosto de sentir o vento na cara e saber que estou viva. Gosto, senão amo, sentir-me desafiada a fazer algo. Detesto apegar-me. O motivo? Não faço idéia. Atualmente chamo de curiosidade o que antes chamava de medo.
Há uma parte de mim - e eu não sei qual a intensidade dela - que sabe que na escuridão sempre haverá luz. Basta olhar para o lugar certo, na hora certa, e registrar o momento sob o olhar certo.
O obscuro trás o incerto - trás momentos de dor, momentos de felicidade. Oscila entre ambos com uma normalidade um tanto quanto descomunal.

Nota mental: Eu gosto do incerto*?
*Do incerto, não do que é incerto. Lembrar-me disso.


Trevas & Luz - Deduções:
Pureza: "Onde há segurança, nem sempre há confiança."
Significa que há tendência à traição (em quaisquer significados).

Obscuridade: "Onde há insegurança, sempre haverá confiança."
Significa que há tendência à sempre ter dois lados. Um bipolar.


Com amor,
Letícia Cotta.


Esqueça seus medos.
Esqueça seu nome.
A noite está aí.
Entregue-se à ela."




Uma conclusão? Temo por todo meu futuro.
É triste querer seguir seu caminho e ter milhares de cães puxando-lhe as bainhas das calças, como em aviso para algo "grandioso demais para você".

Seguir meus instintos, ir para o escuro e libertar-me;
Ou optar pela certeza, correr para a luz e lamentar-me?

Com amor,
Uma eterna felina. Uma eterna caçadora. Uma eterna sonhadora.
Uma eterna rosa a desabrochar. Sem nunca ver a luz do Sol. E desejando mais e mais o escuro - mesmo que seu corpo grite por claridade. Por oxigênio. Por segurança. Por certeza. Por sobrevivência. Sendo assim, sou, então, uma eterna suicida mal sucedida.

Feito por: L.Cotta

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