domingo, 29 de agosto de 2010

Sonhos VIII

"Lá estava ele, todo pomposo segurando um pincel enquanto eu estava debruçada sobre as bordas de uma cadeira - por trás - , mas sem devidamente sentar-me. Apenas com os braços apoiados e o corpo curvado, como quem apoia-se em um galpão.

- Foi assim que nós nos conhecemos - Gabriel disse.

Tudo o que consegui fazer, foi sorrir da forma mais doce possível.
Era impossível não encontrar paz toda vez que o via ou ouvia."


Foi o sonho mais fofo que tive até hoje E_E

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sonhos - VI

Hoje acordei atrasada para o colégio. A verdade é que eu acordei 07:27, e cá estou para fixar um dos meus sonhos mais bizarros:


"Sonhei que estava deitada em uma cama, de lingerie, mas coberta por um edredom.
O único problema é que na mesma cama que eu existia um... gay. Até aí tudo bem.
Nós conversamos e conversamos até altas horas, onde eu comecei a pegar sono - mas não dormia. Quando dei por mim, mais um homem estava no quarto, na mesma cama que eu, mas abraçado ao garoto homossexual. Sonolenta, fiquei a observar.
O garoto guiava as mãos do homem às genitais, enquanto este ainda tinha uma mão / braço livre.

O homem era um alemão - eu tinha certeza disso no sonho.

E esse maldito alemão simplesmente levantou a minha coberta, com a outra mão, e sorriu, observando-me.

"Esse garoto quer me ensinar a segurar um saco", ouvi o homem sussurrar para mim, enquanto o garoto masturbava-se com as mãos do alemão. "Engraçado te encontrar por aqui... Né?"
O homem continuou a encarar-me.

Acordei quando um sorriso aparecera em seus lábios."

domingo, 22 de agosto de 2010

E eu só queria...

"E eu só queria, mesmo que por uma única noite. Interminável ou não...
Queria poder aconchegar-me em teus braços; ou simplesmente vê-lo despertar, com um (meu) sorriso tolo. Dizer-te: 'Bom dia, mon amour!', e admirar-te o resto do dia.
Queria poder vê-lo adormecer, semblante tão angelical. Queria poder cobrir-te, quando fizer frio, em suas noites. Queria poder satisfazer-te por completo. Estar em teus pensamentos sempre que pudesse. Quem dera eu saborear-me com teus lábios, ou tocar-te a pele tão frágil, tão sensível.

E como que em filme, desperto e adormeço pensando na mesma coisa:
O simples e o definitivo prazer que é refletir sobre a sua existência, sobre seu ser, sobre seu amor."
Feito por: L.Cotta


Fiz pensando em meu anjo particular <3

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Não julgue o livro pela capa.

Esses dias estava lendo um livro um tanto quanto hot, terminei-o ontem de madrugada. Devido o tema, pensei que não haveria nenhum tipo de enredo que prendesse a atenção do leitor, ou que fosse apenas mais um livro que leria em vão. Eu estava errada. O motivo, dentre outros sete?
Este pequeno trecho:

"— Quando me apaixonei por você, foi algo totalmente diferente de tudo que já tinha sentido. Sabe do que mais senti saudade desde que paramos de nos ver?

Ela balançou a cabeça negativamente, mas tinha certeza de que era do capítulo sete que haviam praticado mais de uma vez.

— Senti falta de fazer chá para você, esquentar o seu pé quando você estava doente.

Ela sorriu.

— Não perdeu nada. Estava péssima e horrível.

— Eu sei. — Ela o olhou indignada e ele riu. — Quis dizer que não me importava com seu nariz vermelho escorrendo. Apenas queria tomar conta de você. Nunca tinha sentido isso antes. Imagino você grávida, com um filho meu. Me dá até arrepios. Imagino você mais velha, de cabelos brancos e rugas e vejo uma senhora vibrante com quem terei orgulho de passar o resto da minha vida. (...) Fui tomar uma cerveja com meu pai na noite passada e tivemos uma longa conversa. Que devíamos ter tido há muito tempo. Sabe o que acho? Não acredito que ele já tenha realmente amado uma mulher. E ele nem deve saber disso. Sei que gosta de todas as ex-mulheres e dos filhos do jeito dele, mas acho que ele nunca deixou que a paixão se transformasse em amor, pois logo saía de uma relação para outra.

— E você?

— Pode apostar que sei bem o que sinto e sei que é amor.

Na verdade, aquele era o momento da verdade. Era pegar ou largar. Será que ele valia a aposta?
Ergueu o rosto e o encarou, os olhos verdes, geralmente langorosos, estavam atentos e sérios. E ansiosos pela resposta dela. De repente, já não importava mais a voz da razão, mas apenas a de seu coração. E este já tinha tomado uma decisão e apostado tudo em Luke Lawson.

— Entra — disse, abrindo a porta do apartamento.

— Está planejando o que estou pensando?

— Vou deixar que você me prepare uma xícara de chá e esquente meus pés enquanto leio o seu livro.

Ela deu apenas um passo para dentro do apartamento e ele a tomou nos braços com forte emoção. Beijou-a como se fosse a primeira vez. O beijo era quente e doce, faminto, intenso.

— Me diz — pediu. — Preciso escutar as palavras da sua boca.

Ela o olhou bem nos olhos e disse:

— Eu te amo.

— Você sabe que me ensinou a amar, não sabe?

O sorriso de Shari era terno e contagiante. Era tudo o que ele sempre quis, mas havia demorado a descobrir.

— Sou uma excelente professora."
(O Manual da Conquista)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A leoa e o vento:

Logo abaixo postarei um pequeno trecho do que eu criei agora pouco. Quem sabe um dia eu utilize isso para uma música! Agora só falta o ritmo! HSUOASUAHAEA
Lá vamos nós:

"És como o vento, para essa leoa, meu anjo.
Ela luta por ti, ela tenta obtê-lo - todo esse calor é capaz de deixá-la mais exausta do que imagina.
Ela tenta proteger-se de ti, afastar-se o suficiente para manter-se segura e sã.
Mas tudo o que ela consegue é deixá-lo ainda mais próximo.
Ainda mais perto, ainda devastador e ainda cruel.
Por dentro ela se quebra em milhares de pedaços.
E de quê adianta?, lutar por quando se sabe que vai perder.
E do que adianta?, lutar quando você não tem chance.

A leoa tenta aproximar-se, e tudo o que recebe é ainda a ausência de todo aquele antigo calor.
Calor que um dia a dominara profundamente.
Calor, ou frio? - Pois essa tua presença a confunde.
E do que adianta, meu doce, essa leoa lutar e lutar sabendo que perderá?
Seja por ausência, seja por proximidade.
Ela não vai ganhar.

Agora, diga-me: Ela desistiria da luta?
Você realmente acha que ela colocaria tudo a perder?
E quando a única coisa que a mantém viva pode torturá-la?
Refiro-me ao medo de conseguir o tão amado frescor e no fim ele ausentar-se e todo aquele calor retornar.
'Ele não vai retornar', ele disse.
'Eu te manterei segura, e eu sempre vou estar a teu favor.'

O vento sempre vai estar a seu favor, ela pensou.
O vento sempre vai estar lá para tranquilizá-la enquanto repousa abaixo da arvore.
Ele vai estar lá, ela disse.
E ela sabe, que por mais que tudo se torne frio e sem cor.
E ela sabe, que por mais que tudo se mantenha intocado ou até ausente.

Ele vai estar lá
Ele vai estar lá
'Ele vai estar lá', ela disse.

E por mais que ela lute e caia, ela sabe que vai precisar de levantar.
Para poder sentí-lo novamente.
Para poder ter sua compania. Deixar que ele a envolva, em seu abraço distante e aconchegante.
Para poder acalmar-se em meio às suas ventanias soltas.
A seus devaneios, ao seu ser.
Moldar-se às sombras do vento.

E ela sabe,
Que se ela parar, ela vai perder.
Que se ela desistir, seu orgulho gritará ainda mais e mais alto.

Ela não fará nada disso.
Correrá por estes campos selvagens e as vezes tão vazios
Enfrentará o mundo se for preciso.

Só por saber que ele estará lá.
E que ele confia em sua felina.

Enfrentaria o mundo se fosse preciso,
porque ele lhe dá a coragem e a segurança que faltava.
Porque ele a completa de uma forma que nem a chuva, nem o sol, nem seu bando ou suas presas podem fazer.
'Ele ainda estará lá', ela disse."
Feito por: L.Cotta

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A garota que roubava livros.

"O LIVRO FLUTUANTE (Parte I)
Um livro desceu flutuando pelo Rio Amper. Um menino pulou na água, alcançou-o e o segurou com a mão direita. Sorriu. Estava afundado até a cintura na gélida água dezembrina.
— Que tal um beijo, Saumensch?, —- disse.
O ar em volta era de um frio encantador, fantástico, nauseante, para não falar na dor concreta da água, que o endurecia dos pés aos quadris.
Que tal um beijo? Que tal um beijo? Pobre Rudy.
• PEQUENO AVISO •
SOBRE RUDY STEINER
Ele não merecia morrer como morreu. Em suas visões, você vê as bordas empapadas do papel, ainda grudadas em seus dedos. Vê uma franja loura tremendo. E conclui antecipadamente, como faria eu, que Rudy morreu nesse mesmo dia, de hipotermia. Pois não morreu. Esse tipo de recordação só me
faz lembrar que ele não merecia o destino que teve, pouco menos de dois anos depois.
Em muitos sentidos, levar um menino como Rudy foi um roubo — tanta vida, tanta coisa por que viver —, mas, de algum modo, tenho certeza de que ele teria adorado ver os escombros assustadores e a inclinação do céu na noite em que se foi. Teria gritado, rodopiado e sorrido, se ao menos pudesse ver a roubadora de livros apoiada nas mãos e nos joelhos, junto a seu corpo dizimado. Teria ficado contente em vê-la beijar seus lábios poeirentos, atingidos pela bomba.
E, eu sei. Na escuridão de meu coração tenebroso, eu sei. Ele teria adorado, com certeza. Viu?
Até a morte tem coração."

"Em fevereiro de 1941, em seu décimo segundo aniversário, Liesel ganhou outro livro usado e ficou grata. Chamava-se Os homens de Lama e era sobre um pai e um filho muito estranhos. Ela abraçou a mãe e o pai, enquanto Max ficava constrangido num canto.
— Alies gute zum Geburtstag — sorriu ele, timidamente. "Tudo de bom no seu aniversário." Estava com as mãos nos bolsos. — Eu não sabia, senão teria dado alguma coisa a você.
Era uma mentira flagrante — Max não tinha nada para dar, exceto, talvez, o Mein Kampf, e de jeito nenhum daria aquela propaganda a uma menininha alemã. Seria como o cordeiro entregando uma faca ao açougueiro. Houve um silêncio incômodo.
Ela havia abraçado mamãe e papai. Max parecia muito sozinho. Liesel engoliu em seco. E foi até ele e o abraçou pela primeira vez.
— Obrigada, Max.
A princípio, ele apenas ficou parado, mas, enquanto ela o abraçava, aos poucos levantou as mãos e as pressionou delicadamente sobre as omoplatas da menina."

"Toda noite, Liesel tinha pesadelos. O rosto do irmão. De olhos fixos no chão. Ela acordava nadando na cama, aos gritos, afogando-se no mar de lençóis. Do outro lado do quarto, a cama que fora destinada a seu irmão flutuava nas trevas feito um barco. Aos poucos, com a chegada da consciência, parecia afundar até o chão. Essa visão não ajudava em nada e, em geral, passava-se um bom tempo antes de os gritos pararem. Possivelmente, a única coisa boa advinda desses pesadelos era que eles traziam ao quarto Hans Hubermann, seu novo papai, para acalmá-la, acarinhá-la.
Ele ia todas as noites e se sentava com a menina. Nas primeiras duas vezes, só fez
ficar com ela — um estranho para matar a solidão. Noites depois, sussurrou:
— Pssiu, eu
estou aqui, está tudo bem.
Passadas três semanas, abraçou-a. A confiança se acumulava depressa, graças
sobretudo à força bruta da delicadeza do homem, a seu estar ali. Desde o começo, a menina soube que Hans Hubermann sempre apareceria no meio do grito e não iria embora.
• UMA DEFINIÇÃO NÃO ENCONTRADA NO DICIONÁRIO •
Não ir embora: ato de confiança e amor, comumente decifrado pelas crianças"

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Devaneios 4.

"E porque não arriscar?

Não, não arrisque, doce criança. Esse mundo é mais perigoso do que você pensa. Há milhares de pessoas querendo te usar, centenas de pessoas querendo ser usadas por você, e apenas uma ou duas capazes de se arriscar por ti.

Eu preciso!

Não, você não precisa. Você não pode lutar, não pode fazer nada para mudar nada disso. Apenas sente e observe. Apenas sente-se e relaxe. Deixe o mundo girar, espere cada passo de cada pessoa ao seu redor. Espere que elas venham até você, que ELAS lutem por ti. Espere que elas tentem te usar, espere até que elas te magoem. Espere, apenas espere até a primeira facada - as primeiras lágrimas.

Esquecida. Abandonada.
Vazia. Solitária.

Você precisa aprender a lidar com tudo isso. Pare de se arriscar - você só vai se magoar! Pare de lutar - só tornará o fim mais difícil! Pare, descanse, relaxe. Morra sozinha ao invés de trazer mais e mais problemas. Pare de sugar a essência de cada ser ao teu redor. Pare de atormentar-lhes! Pare de os torturar!

Uma casa sem ninguém.
Eu apago a luz.
Mas o sono nunca vem.

É tão fácil viver sem alguém? Acordar a cada dia e contentar-se com a idéia de "ele nunca será seu" ou "é só mais um dia ruim, a cada ano o seu fim estará próximo - seu descanso eterno". Viva seu dia, durma a cada noite. Mantenha-se ocupada - evite pensar ou refletir sobre a dor.
Porque se preocupar se sabe que vai perder?

Se eu pudesse te buscar - se eu não tivesse que esperar!
Se eu conseguisse o impossível pra te tirar desse lugar!

Confie em mim. Porque arriscar se você sabe que vai perder, doce criança? Porque lutar por alguém tão distante de ti? Você lutaria demais por pouca felicidade. Lutaria demais por pouca compaixão. Lutaria demais por alguém que não está nem aí para você - no fim ele só quer te usar, como todos os outros, e não sabe disso. Ou talvez até saiba, mas não queira aceitar.

Uma casa sem ninguém.
Eu apago a luz.
Mas o sono nunca vem.
Para mim mesma vou mentir.
Vou fingir que está aqui.
Sigo a vida sem querer.

Minta, isso! Minta para si própria! Repita até tornar-se verdade aos teus olhos rubros de paixão! Minta, minta, minta! Engane-se! Faça até os joguetes mais sombrios e sujos, mas não invista em teus sentimentos! A paixão, o amor, é como a justiça, minha doce leoa: É cega.

Eu apago a luz.
O sono nunca vem.

Porque ele não te quer, doce criança?

Eu apago a luz.
Mas o sono nunca vem.

Porque ele não te quer, doce criança?

Eu apago a luz.
Mas o sono nunca vem.


Porque ele não te quer, doce criança?

Porque?

Porque você é insuficiente."
By: L.Cotta.


"O problema em ser uma garotinha de atitude, é que no final você sempre acaba sendo a vilã." < Talvez seja por isso que muitas leoas são mortas em confrontos para proteger suas crias dos próprios machos de seu bando.

domingo, 1 de agosto de 2010

Hoje eu acordei...

"Hoje eu acordei com saudade de você. Acordei sedenta. Com extrema vontade de tocar-te os lábios. Não beijar-te, tocar. Simplesmente por tocar. Pelo doce prazer que é deixar a espectativa. A vontade, o desejo.


Hoje eu acordei com saudade de você. Acordei triste, sem rumo. Com um desejo infeliz e infernal de aninhar-me em teu peito em um feroz abraço que traria silêncio. Aconchegar-me em teu corpo, moldar-me ao teu como ninguém já o fez. A necessidade de ser protegida, a necessidade de proteger.


Hoje eu acordei com saudade de você. Acordei vazia, solitária.Sonhando acordada ao teu lado. Ao meu lado, o travesseiro vazio. Ah! Despertei com a necessidade de ver teu sorriso, de admirar-te e proteger-te enquanto dorme.


Ah!...

- A noite está aí.

A noite está aí.

Deixe seus medos de lado.

Você pode confiar em mim! -


Acordei com saudade de você!

Com um enorme buraco aqui no peito que jamais será preenchido, que jamais será curado. Acordei com saudade de você, com saudade de você.


Onde os fracos não tem vez.

Onde os fortes não são fortes.

Onde a coragem e a honra não são utilizadas.

Um lugar onde só você sabe onde fica.


Onde os fracos não tem vez.

Onde os fortes não tem o seu devido valor.

Onde a honra é suprema.

Um lugar onde só você sabe onde fica.


O meu cantinho particular, o meu mundinho feliz. A minha fuga, o meu refúgio, o meu porto seguro.


O meu porto alegre.

O teu peito."

By: L.Cotta


“Há pessoas que acreditam que para tudo há um jeito.

Um jeito para criar, para morder, para ler, um jeito para criar um refúgio, mesmo que pequeno. Eu fico feliz por saber que, pessoas assim normalmente estão felizes em apenas estarem juntas.“

Desventuras em Série

Eu preciso...

"De um pouco de sanidade.
De um pouco de paixão.
De um pouco de loucura.
De um pouco de sonho.
De um pouco de incerteza.
De um pouco de perigo.
De um pouco de dor.

Eu preciso...
De um pouco de vida.

Eu preciso saber que estou viva.
Gritar em plenos pulmões,
Arriscar sem temer,
De chorar a noite toda por um amor,
De rir a noite toda de felicidade,
De alguém em quem confiar.
De algém para amar.

De alguém em quem eu possa confiar.
De alguém que possa confiar em mim.

De alguém que eu possa proteger.
De alguém que eu possa ser protegida.

Eu preciso de alguém.
De alguém.
De alguém.
De alguém."
By: L.Cotta