quinta-feira, 1 de julho de 2010

O diálogo sobre o vazio.

"Você sabe que ele está lá. Mais cedo ou mais tarde, irá notá-lo. Dar-lhe o devido "valor". Você tenta se livrar dele. Corre, foge, luta, briga, explode! Mas ele não desiste. Te persegue, atormenta.
Porque, você sabe: Ele continuará lá até que o substitua ou note que ele não existe. Mas, meu caro, este é o problema! Ele existe! EXISTE! Como tal sentimento deveria existir? Aliás, minto, ele é um sentimento? Não sentir nada, inerte... Isso é um sentimento? É dormência? Que é, afinal?"

- "Sábio é aquele que soube sobreviver as perdas do tempo, recompondo-se no horário correto. Sábio foi aquele que soube sobreviver a todas as maselas da guerra. Que soube comemorar suas vitórias e enfrentou suas derrotas. Pois, meu amor, nem sempre na vida nós ganharemos. E mesmo assim, com a família que você soube selecionar - isto é, seus amigos -, as derrotas não parecerão grande coisa. Porque, bom, eles estarão lá. Você queira, ou não. Com o tempo, aprenderás que até as perdas têm suposto valor - pois, nelas, encontrará quem realmente luta por ti. Quem realmente se mantém ao seu lado. Mesmo que você não lhes diga nada. Mesmo que cada dia seja vazio, sem cor, nulo. Semelhante a todos os demais anos de sua vida. Semelhante a todos os demais horários de sua vida. Eles estarão lá. E o vazio não será mais vazio. Ele será preenchido. É uma das poucas coisas que tem valor na vida - se você souber onde e como procurar. Ou, talvez, até o que achar."

- "Eu fico feliz por saber que existem pessoas que sentem-se felizes em apenas estarem juntas, então."

- "Eu também, meu anjo... Eu também."

Feito por: L.Cotta

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