sábado, 29 de maio de 2010

Louco, querido.

"Meu querido chapeleiro maluco,
- Eu não te disse? Eu não te disse?
- Disse, eu disse! Ela voltou!
Você não faz idéia do quanto senti sua falta.

De suas maluquices,
Da forma com que a ergueu.
E em tão pouco tempo confiou.
Arriscou-se!

Meu querido chapeleiro maluco,
Até quando meus sonhos serão doces assim?
Tudo o que eu quero é viajar em seu mundo.
Descobrir cada cantinho misterioso.

Querido chapeleiro maluco,
Eu vejo tristeza e solidão no seu olhar.
- . . . As melhores pessoas são assim.
O que houve, meu querido louco?

- Essa é a Alice errada.
E existe uma certa?
Então - oh! - você não se arriscaria por mim?
Você realmente acredita que não existe?

Pois eu acredito, acredito que és tão real quanto o Sol.
Confie em mim, por favor!
Meu querido louco, a forma doentia com que vive é tão fascinante.
Como se cada dia fosse em vão.

Eu também quero fazer parte.
Porque vocês me deixaram de fora?
Não quero apenas observar! Não, eu não quero!
Eu também quero ajudar.

(...)
Sinto-me útil em saber que
Enquanto eu acreditar em ti, óh meu chapeleiro doentio,
Você existirá - mesmo que por um breve momento."
Feito por: L.Cotta

Nenhum comentário:

Postar um comentário