sexta-feira, 18 de setembro de 2009
O amor não tira férias - Íris desabafando com Miles
"Eu sei como é se sentir a menor e mais insignificante criatura que existe. Isso faz você sentir dores em locais do corpo que nunca pensou que existiam. Não importa em quantas academias você entrou, quantos cortes de cabelo fez, ou quantas taças do melhor champagne você tomou com as amigas. Toda noite vai para casa, repassando CADA detalhe. E se pergunta o que fez de errado, ou como pôde ter entendido errado. Ou, como pensou que por aquele momento poderia ser feliz? (...)E depois de tudo, depois de cada lágrima, cada dor... Depois de todo esse sofrimento, você vai para um lugar novo e conhece pessoas novas que fazem você se valorizar. Pedacinhos da sua alma vão finalmente voltar. E toda aquela confusão, aquela época turva da vida que levava.. Tudo isso começa a se dissipar"
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Maya no Komoriuta.
“ Às vezes, a sorte lhe sorri. ”
Sabe, às vezes – só às vezes – eu tinha a leve impressão de que minha dor nunca foi o suficiente para algumas pessoas. Acho, principalmente, que elas queriam – depois de pisar e cuspir em mim – que eu gritasse de dor e implorasse clemência. Mas, eu não daria esse gostinho a elas.
Pelo menos, não enquanto restasse uma parte de mim – e eu não sabia qual era essa parte, nem o quão determinada ela estava ou se ela tinha força para isso – que jurava proteger uma criaturinha que perdera o brilho – pelo menos, era o que ela dizia para mim. Essa mesma criaturinha, eu conheci de repente – na verdade, em um daqueles típicos dias em que você anda rumo a lugar nenhum – mas posso dizer que valeu a pena todo o esforço que minhas pernas fizeram. Ela estava encolhida em um cantinho daquela calçada suja e repugnante. Eu a observei, curiosa, mas atenta.
Ela se virou, sorrindo timidamente – e eu certamente reconheci aquele sorriso, o meu sorriso sem vida, mas bonito e tímido. Sentei-me a seu lado, desenhando, na neve, pequenas estrelinhas, o Sol, a lua, a Terra. Assim que ela terminou seu discurso – e liberou toda sua dor, para mim, eu sustentei seu olhar e alguns minutos de silêncio. Sua dor era como o gelo contra o meu fogo. Um choque térmico. Aquele choque, aquela “eletricidade” percorreu minhas veias, através de meus nervos e outras células igualmente ridículas de tão inúteis. Sua dor estava em meu corpo, e ela estava com meu calor. Mas, eu não me importava – se isso significasse que ela poderia dormir e viver
- Veja... Todas nós - todas garotas como nós, que eu digo – temos nosso lugar no Universo. As vezes, apesar do calor, da VIDA, que você acabou de receber... As vezes eu não creio que eu seja como o Sol. Você é o Sol. E eu giro em torno de você. Melhor! Você é o astro-rei da sua vida. Não sinta dor, alguma, pelos outros. Sinta dor por você. As vezes, ser egoísta – um pouco - é bom para nós mesmos. Eu sou a Lua, e você é o Sol. As pessoas que te magoam são a Terra – você pode controlá-las, e tirar sua luz – que elas necessitam – quando bem entender. Entende? Nós poderíamos causar um Eclipse, nós poderíamos sim. Acredite em mim – você é mais poderosa do que imagina. Poderosa o suficiente para ter tudo o que quer – basta sonhar, confiar e acreditar.
Eu acabei sendo sincera demais. Minha voz era rouca – não tinha mais vida. Mas, ainda sim, apesar da pouca vida que restava em mim, eu absorvia mais (vida) do Sol – que as nuvens cobriam e escondiam como se ele fosse culpado de alguma coisa que nós não sabíamos.
- ...Uma estrela tão bonita, como você, meu Sol, demora muito, muito tempo para se apagar. E quando seu brilho se apagar, todos nós – e o resto do universo – já teremos falecido. Então, não desista, mesmo que a vida não caminhe. Quando tudo parece pior é que você não pode desanimar. Sem você, eu sou como a Lua sem o Sol. Sem você, essa lua pequena e insignificante não tem brilho para a Terra.
Para minha amiga, Júlia. Feliz aniversário, atrasado. Me perdoe pela péssima
companhia que sou, mas, mesmo eu sendo tão burra e com uma “memória de
peixe”, eu te amo, minha eterna preciosidade que irei atormentar durante o
resto dos meus dias.
Lett Vallet C.
La rosa de los vientos.
PS: "Maya no Komoriuta" é o nome de um dos temas de RAGNAROK - THE ANIMATION. Qualquer coisa, o link da música está logo abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=up4jo_oxVd0