“ Eu não me importava de ser a presa, não essa noite. Tudo o que queria era ouvir e ouvir seus sussurros. Doces, harmoniosos... Divinos e roucos. Mas, ainda perfeitos. E eu ainda me orgulhava, muito, disso. Saber que tudo isso era meu, meu e só meu. O melhor presente de todos meus aniversários. Algo que ninguém tiraria de mim. Eu amava aquele MEU pedacinho do céu, bem no meio do inferno. E, por mais que as chamas estivessem nos rodeando, mesmo que o inferno estivesse bem ao nosso lado, mesmo que o apocalipse estivesse acontecendo. ...Eu estava perfeitamente bem, com ele, em meu refúgio feliz. ”
(Feito por: L. Cotta)
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Saudade.
"Em um mar sem vida, um dia sem Sol, uma cidade deserta, ou uma nuvem sem forma. Por mais forte que seja a dor, por pior que seja o desespero.
Nada é pior que a saudade, que chicoteia seu coração, até você não ter mais voz para gritar ou até mesmo sussurrar, de tanta dor.
...Ele está quebrado, em mil pedaços, e você ficou sozinho aí, para juntar os cacos do seu coração.
Mas, não tema, meu caro. Por pior que esteja a chuva e o frio, eu estarei lá para amenizar a sua dor."
By: L. Cotta
Nada é pior que a saudade, que chicoteia seu coração, até você não ter mais voz para gritar ou até mesmo sussurrar, de tanta dor.
...Ele está quebrado, em mil pedaços, e você ficou sozinho aí, para juntar os cacos do seu coração.
Mas, não tema, meu caro. Por pior que esteja a chuva e o frio, eu estarei lá para amenizar a sua dor."
By: L. Cotta
sábado, 22 de agosto de 2009
Senhora fada.
"Eu estava certa de que seria uma experiência dolorosa. Estava certa de que ali não era o meu lugar, e acreditava que eu não tinha potencial para aquilo. Eu não tinha nada como objetivo. Não tinha nenhuma razão para viver - quando havia descoberto uma, ela escapou debilmente de minhas mãos. Aquilo foi incrivelmente doloroso - na verdade, acho que não posso imaginar algo pior.
'Feche os olhos, mas mantenha a mente aberta', me disseram.
Eu tentei, tentei.
Mas é impressionante como as pessoas adoram destruir o que outras criam com facilidade.
...E foi assim que eu aprendi a não sonhar. Sim, eu estava presa àquela pedra que estava a um passo do abismo. Minhas asas estavam acorrentadas, e ainda por cima com estacas nelas fincadas. Eu não tinha como fugir. Pois, se eu tentasse correr, eu rasgaria minhas asas ao meio.
Tudo bem, eu era masoquista o suficiente para isso. Mas, não sei porquê, eu não queria. Eu não queria... Eu só queria voltar para meu ninho, meu lar. Voltar para aquele velho tronco de árvore, lembrar de como voava. ...Ah, lembro-me do dia em que me lancei do ninho, e bati as asas freneticamente contra o ar, para não cair.
Tudo o que sei, eu aprendi da maior maneira possível. Sim, tudo.
Acredite, meu caro, eu conheço o verdadeiro significado da palavra DOR.
Pediram-me, uma vez, para esquecer tudo. Mas, quanto mais eles pediam, mais eu me lembrava da dor aguda, que partia meu coração ao meio e ainda devorava todas minhas entranhas, enquanto queimava meu corpo.
Eu estava certa.
...Cada dia que se passava, eu dava mais um passo ou frente ao abismo de ódio e dor, ou dava mais um passo frente à felicidade.
Senhora fada, por favor...
Livra-me desse oceano de ódio e dor, ao qual estou condenada a vagar eternamente.
... Até que alguém escute minha canção, e saiba o real significado da minha dor."
Feito por: L. Cotta
'Feche os olhos, mas mantenha a mente aberta', me disseram.
Eu tentei, tentei.
Mas é impressionante como as pessoas adoram destruir o que outras criam com facilidade.
...E foi assim que eu aprendi a não sonhar. Sim, eu estava presa àquela pedra que estava a um passo do abismo. Minhas asas estavam acorrentadas, e ainda por cima com estacas nelas fincadas. Eu não tinha como fugir. Pois, se eu tentasse correr, eu rasgaria minhas asas ao meio.
Tudo bem, eu era masoquista o suficiente para isso. Mas, não sei porquê, eu não queria. Eu não queria... Eu só queria voltar para meu ninho, meu lar. Voltar para aquele velho tronco de árvore, lembrar de como voava. ...Ah, lembro-me do dia em que me lancei do ninho, e bati as asas freneticamente contra o ar, para não cair.
Tudo o que sei, eu aprendi da maior maneira possível. Sim, tudo.
Acredite, meu caro, eu conheço o verdadeiro significado da palavra DOR.
Pediram-me, uma vez, para esquecer tudo. Mas, quanto mais eles pediam, mais eu me lembrava da dor aguda, que partia meu coração ao meio e ainda devorava todas minhas entranhas, enquanto queimava meu corpo.
Eu estava certa.
...Cada dia que se passava, eu dava mais um passo ou frente ao abismo de ódio e dor, ou dava mais um passo frente à felicidade.
Senhora fada, por favor...
Livra-me desse oceano de ódio e dor, ao qual estou condenada a vagar eternamente.
... Até que alguém escute minha canção, e saiba o real significado da minha dor."
Feito por: L. Cotta
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
A flor, a tinta, o retrato.
"Sabe quando você acha que é insuficiente? Quando você acha que é totalmente inútil, e que ninguém sente sua falta? Sabe quando você só queria um momento de amor, em sua vida tão ridícula? A manhã e as nuvens no céu são tão lentas, como se fossemos obrigados a respeitar o seu tempo. Mas, nós realmente somos obrigados a isso? Somos obrigados a respeitar o tempo de alguém, seu íntimo (emocional e físico), quando essa pessoa não está sendo boa ou suficiente para você? Sabe quando você sente vontade de chorar, mas quer mostrar que é forte? Sabe quando você se magoa tão facilmente, só por não ter a presença dele para te reconfortar? Quando você se sente sozinha, insignificante. Uma inútil frente a todos. Você se anula, aceita que passem por cima, se limpem e cuspam. Então descobre que é o tipo da pessoa que tem talento, mas não sabe aproveitá-lo. Descobre uma utilidade para esse seu corpo e mente tão desgastados. Mas, não tem uma oportunidade.
Então você volta à estaca zero. Chora, chora, chora, chora. E dorme.
Dorme de tanto chorar. Dorme de cansaço. Cansada dessa vida injusta, ridícula.
Você voltaria à superfície, à realidade? Você acordaria do paraíso para viver o inferno?
Você acordaria do inferno, que se transformaria em paraíso perante à realidade?
Não, você não acordaria. Porque é um rato. A pessoa mais covarde do universo.
Que nem um meado de esperança tem mais. Que desiste facilmente.
Você é um lixo, mas por desistir. Sim, você é."
Embora o que ela tenha lhe dito possa parecer cruel e duro, ela já disse isso a si milhões e milhões de vezes...
[Feito por: L.Cotta]
Inspirado na introdução de:
http://www.youtube.com/watch?v=TpXA3NUB6Sc
Então você volta à estaca zero. Chora, chora, chora, chora. E dorme.
Dorme de tanto chorar. Dorme de cansaço. Cansada dessa vida injusta, ridícula.
Você voltaria à superfície, à realidade? Você acordaria do paraíso para viver o inferno?
Você acordaria do inferno, que se transformaria em paraíso perante à realidade?
Não, você não acordaria. Porque é um rato. A pessoa mais covarde do universo.
Que nem um meado de esperança tem mais. Que desiste facilmente.
Você é um lixo, mas por desistir. Sim, você é."
Embora o que ela tenha lhe dito possa parecer cruel e duro, ela já disse isso a si milhões e milhões de vezes...
[Feito por: L.Cotta]
Inspirado na introdução de:
http://www.youtube.com/watch?v=TpXA3NUB6Sc
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Tronco.
"Eu me sinto tão sozinha. Tão vazia. Tão oca...
Tão vazia, tão vazia. Tão só, por dentro.
A manhã passa lentamente, como uma nuvem no céu.
... Apenas vozes, alheias, vibrantes, demais em minha cabeça.
Você só precisa ter calma, estaremos com você aonde quer que vá.
Você só precisa esperar, esperar, esperar. Tudo isso irá passar.
Eles estão errados, você não é assim. Você é melhor, você pode mais. Muito mais!
Você é única, especial. Perfeita... Mas tão frágil.
Um pequeno botão que está aprendendo a florescer.
...Ei, você não acha triste os botões que não florescem?
Enlouquecer, enlouquecer. Essa é minha sina, e não há nada que eu possa fazer.
Destinada a vagar eternamente entre os vivos, tal como um velho tronco de árvore.
Um tronco... Ele resiste, ele persiste, vazio. Sem motivo...
Faça chuva, faça sol, vento. Ele está lá. E nada o muda ou o tira do lugar.
Ele pode queimar, pode mofar. Mas não sai de lá.
Resistindo, apenas, para mostrar que é forte. Mostrar que pode ajudar, que é útil.
Eu não preciso ser rude, fria, ou o contrário de tudo isso.. Como o fogo.
Não preciso ser versátil, como a água.
Preciso apenas persistir, silenciosa, mesmo que vazia.
Nós vamos ser amigos para sempre, não vamos?
Nós vamos ajudar um ao outro sempre, não vamos?
Seremos fortes, seremos úteis.
E, no fim, esfregaremos, na cara deles.
A dor, tristeza e solidão que um dia sentimos.
Nós vamos ser amigos para sempre, não vamos? ... Não vamos?"
[By: L. Cotta]
Tão vazia, tão vazia. Tão só, por dentro.
A manhã passa lentamente, como uma nuvem no céu.
... Apenas vozes, alheias, vibrantes, demais em minha cabeça.
Você só precisa ter calma, estaremos com você aonde quer que vá.
Você só precisa esperar, esperar, esperar. Tudo isso irá passar.
Eles estão errados, você não é assim. Você é melhor, você pode mais. Muito mais!
Você é única, especial. Perfeita... Mas tão frágil.
Um pequeno botão que está aprendendo a florescer.
...Ei, você não acha triste os botões que não florescem?
Enlouquecer, enlouquecer. Essa é minha sina, e não há nada que eu possa fazer.
Destinada a vagar eternamente entre os vivos, tal como um velho tronco de árvore.
Um tronco... Ele resiste, ele persiste, vazio. Sem motivo...
Faça chuva, faça sol, vento. Ele está lá. E nada o muda ou o tira do lugar.
Ele pode queimar, pode mofar. Mas não sai de lá.
Resistindo, apenas, para mostrar que é forte. Mostrar que pode ajudar, que é útil.
Eu não preciso ser rude, fria, ou o contrário de tudo isso.. Como o fogo.
Não preciso ser versátil, como a água.
Preciso apenas persistir, silenciosa, mesmo que vazia.
Nós vamos ser amigos para sempre, não vamos?
Nós vamos ajudar um ao outro sempre, não vamos?
Seremos fortes, seremos úteis.
E, no fim, esfregaremos, na cara deles.
A dor, tristeza e solidão que um dia sentimos.
Nós vamos ser amigos para sempre, não vamos? ... Não vamos?"
[By: L. Cotta]
terça-feira, 11 de agosto de 2009
A la Nanita Nana.
"Durma, meu pequeno bebê. Minha voz nada pode além de aconchegar-te.
Durma, meu pequenino. Vá para seu refúgio feliz. (Pois bem sei o inferno que vivemos)
Durma, meu pequeno bebê. Durma, meu pequeno bebê. Pois seus sonhos são felizes.
E por mais que você me odeie e deseje minha morte, a cada dia que passa, eu ainda te amo. Pois é a minha única lembrança dele. Meu pequeno botão, que vive na sombra das grandes flores da primavera. Oh, eu pequeno botão...
Durma, durma meu pequenino. Sinta o amor e minha voz.
Eu terei seus pesadelos, se isso significar que você pode dormir feliz.
Eu terei seus pesadelos, se isso significar que você pode dormir.
Eu terei sua insônia, se isso significar que você pode descansar.
Durma, apenas durma, meu pequeno botão de rosa..."
"E ela me embalou, com sua voz doce.
'Durma, durma, durma, meu pequenino', ela repetia. Seus movimentos eram ridículos, mas eu os amava. Amava estar confortado aqui, em seus frágeis bracinhos.
Não importava que ela não dormisse, contanto que eu a fizesse feliz. Não importaria que ela tivesse meus pesadelos, se EU pudesse alegrá-la após o amanhecer.
Ela me embalou, com sua doce voz. Sua doce voz, sua doce voz, sua doce voz...
Eu podia sentir seu coração partido em mil pedacinhos.
Eu odiava essa dor que ela sentia, queria arrancá-la.
...Mas eu não podia.
Eu era totalmente inútil. Então chorei. ...E isso a feriu ainda mais.
Eu odiava aquela mulher, de tão frágil que era.
Eu a protegeria, se isso significasse que, um dia, ela poderia dormir em paz. Eu a protegeria, se isso significasse que, um dia, ela poderia dormir em paz.
Eu a protegeria, tal como a grande árvore que protege o pequeno botão de rosa, do forte Sol do verão."
(By: L. Cotta)
Inspirado em:
http://www.youtube.com/watch?v=ovS4C9LPNQ0
Durma, meu pequenino. Vá para seu refúgio feliz. (Pois bem sei o inferno que vivemos)
Durma, meu pequeno bebê. Durma, meu pequeno bebê. Pois seus sonhos são felizes.
E por mais que você me odeie e deseje minha morte, a cada dia que passa, eu ainda te amo. Pois é a minha única lembrança dele. Meu pequeno botão, que vive na sombra das grandes flores da primavera. Oh, eu pequeno botão...
Durma, durma meu pequenino. Sinta o amor e minha voz.
Eu terei seus pesadelos, se isso significar que você pode dormir feliz.
Eu terei seus pesadelos, se isso significar que você pode dormir.
Eu terei sua insônia, se isso significar que você pode descansar.
Durma, apenas durma, meu pequeno botão de rosa..."
"E ela me embalou, com sua voz doce.
'Durma, durma, durma, meu pequenino', ela repetia. Seus movimentos eram ridículos, mas eu os amava. Amava estar confortado aqui, em seus frágeis bracinhos.
Não importava que ela não dormisse, contanto que eu a fizesse feliz. Não importaria que ela tivesse meus pesadelos, se EU pudesse alegrá-la após o amanhecer.
Ela me embalou, com sua doce voz. Sua doce voz, sua doce voz, sua doce voz...
Eu podia sentir seu coração partido em mil pedacinhos.
Eu odiava essa dor que ela sentia, queria arrancá-la.
...Mas eu não podia.
Eu era totalmente inútil. Então chorei. ...E isso a feriu ainda mais.
Eu odiava aquela mulher, de tão frágil que era.
Eu a protegeria, se isso significasse que, um dia, ela poderia dormir em paz. Eu a protegeria, se isso significasse que, um dia, ela poderia dormir em paz.
Eu a protegeria, tal como a grande árvore que protege o pequeno botão de rosa, do forte Sol do verão."
(By: L. Cotta)
Inspirado em:
http://www.youtube.com/watch?v=ovS4C9LPNQ0
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