terça-feira, 14 de julho de 2009

Terra do nunca.

"Ele me abraçou como se fosse nosso último suspiro de vida. Como se eu fosse um nada comparado ao(meu) medo que ele absorvia, aos poucos. Mas, eu não era mesmo alguém - talvez só fosse para ele. E, para mim, isso já bastava. Tudo o que eu queria, era ele. Era TUDO o que eu desejava. Saber que ele se preocupava comigo já era o suficiente para me manter ali, sendo sustentada por seu corpo tão quente - ele era o o calor que meu corpo não tinha. Ele era uma parte de mim que foi jogada fora como uma semente, e despontou em uma linda roseira. Onde a única rosa, vermelha, demorava para desabrochar, dentre as brancas. Ele era a minha vida, agora.

No entanto, mesmo tomada por um pânico descomunal, eu me mantive ali. Ali! Imóvel e quietinha. Tal como uma criancinha com medo e encolhida em sua pequena cama... Apenas chorando, em silêncio, e torcendo para o monstro dos seus piores pesadelos não devorá-la. Mas, ele não saiu de um pesadelo, e nem era um monstro. Pelo contrário.

No entanto... A dor e o medo que eu sentia - e que ele absorvia -era o suficiente para emitir um som agudo, irritante, e dolorido demais. Eu não o fiz, pois sabia que isso partiria seu coração ao meio. Seria o mesmo que ser cortada pelos frios ventos do inverno, queimada pelos fortes raios de Sol, esquecida entre as folhas de outono e deixada à sombra das grandes flores da primavera. Tudo ao mesmo tempo.

Eu não queria isso, não podia e não devia."
Feito por: L. Cotta

2 comentários:

  1. Ainnn q lindooooo amore *-* seirao xoreiii nessa *snif*

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  2. Eu ja vi uma cena parecida......

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