quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O esforço justifica mesmo o resultado?



Simplesmente não posso manter-me distante.
Observanto-te assim, por vezes tão quieta,
 percebo que ao teu redor existem possibilidades.
(Inquietante, enciumada, agoniada, enjaulada. Ahh!)
Possibilidades que não pareces notar.
Ou será que tem mesmo olhos para mim?
(Não se iluda.)

E aquele teu riso bobo?
E aquele teu sorriso doce?
Como é que eu faço com essas lágrimas de alegria,
 ao lembrar-me de teu ser?
(Como posso desejar-te tanto?
)
Sei que, egoísta que sou, julgo o "amar"
 apenas quando sou retribuída.
(Mas como posso te amar tanto assim?
)

Como podes, mesmo tolo, arrancar-me esse sorriso?
Como posso ainda derramar tais lágrimas,
 apenas ao lembrar do contato com seu corpo?
(Do quão magnífico foi
Do quão magnífico será
Do quão perfeito és.
)
E seria minha sina, apaixonar-me pela perfeição no imperfeito?

Você roubou meu coração
 e por algum motivo, também não quer devolver.
(Então devolve, por favor.)
Devolve o meu coração machucado,
 que está tão cansado de se apaixonar.
Devolve o meu coração tão dócil,
 que está tão relutante em abandonar tuas mãos.
(E que mãos maravilhosas você tem...
)

Eu nunca quis parecer tão fraca,
 ou pelo menos mostrar como sou tão fraca.
(Nunca quis sentir algo por ti.
)
Nunca quis ser assaltada dessa forma,
 por um desejo tão voraz e tão carnal
 por um amor tão doce e confiável
 (por um ser tão perfeitamente submerso em si.)


E eu só queria que você soubesse
que eu amo a forma como você sorri
que eu amo a forma como seus lábios pousam nos meus
(tão cuidadosos, tão macios, tão seguros...)
e a forma como você fica tão constrangido tão facilmente.
Eu queria que alguém roubasse meu coração de você.
Eu queria que alguém assumisse o seu lugar.
(Queria derrubar-te do pódio.)

É só que não consigo trapacear.
É só que não consigo desbancar-te.
É só que não consigo enganar-te.

Então, por favor, pisa logo em meu coração
 destrua-o, do jeito que todos os homens sabem fazer
 porque simplesmente agonizo a cada dia em que acordo e durmo pensando em ti.
Porque a saudade em meu peito, aperta
Porque o que eu sinto é tão verdadeiro e tão primórdio
 que dói.
Porque o que eu sinto é bom demais para ser oferecido a você.
Porque o que eu sinto é tão verdadeiro e tão primórdio,
 que se encaixa perfeitamente em você.

Eu só estou tão cansada de lutar contra isso...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Nunca é falta de paixão.

Descobri que nunca é falta de desejo, paixão, contato. É só um pouquinho de amor. Não de distribuir amor - francamente, estou cansada disso -, mas de receber. Porque um pouquinho de carinho não faz mal para ninguém... Não é?

Mas como achar carinho? Como descobrir quem te daria o mundo se fosse possível, se a única pessoa que você confia e sabe que jamais te decepcionaria está a milhas de distância - e você nem sabe se é verdade?
Falar é fácil e fazer é difícil. Mas quem quer, sempre dá um jeito. Então, porquê justamente eu - essa garotinha cheia de atitude - tenho que ir atrás? Já não fui subestimada (e sim, felizmente, superei as expectativas) o bastante? É pedir demais, esperar que alguém lute e venha atrás de mim? Eu só, sinceramente, estou cansada de lutar. Seja contra o quê for. Eu só preciso me sentir querida nos braços de alguém que eu sei que posso confiar, que nunca vai me abandonar.

Porque depois de uma remessa imensa de luxúria, sempre fica a carência. E ela pode ser de qualquer sentimento ou objeto ou ser, mas é ainda pior quando é por companhia - você simplemsente sente que ser libidinosa, se libertar, não foi o suficiente. Como se você estivesse sempre em busca de algo que não pudesse ter. Como se o que você mais quisesse, soubesse onde encontrar, mas não fosse por medo de ser pouco provável.

Eu só quero um pouquinho de amor. Não estou pedindo muito. Não é?