"E então ele me abraçou como se fosse o nosso último suspiro de vida. Como se tudo fosse em vão, e eu fosse a única coisa a qual ele podia se agarrar. Ele me abraçou fortemente, e por mais que eu lutasse, ele não me soltou.
Eu podia ouvir seu choro, tentando se manter em silencio. Cada soluço, cada suspiro de vida tão debilmente avaliado.
Eu podia sentir o gosto de suas lágrimas que caiam sobre mim, enquanto sua cabeça era apoiada na minha.
Eu podia sentir alguma dor, mas não sabia qual. ...O escuro me dava muito medo. Mas esse medo passou, desde que ele começara a cantar minha canção de ninar.
Como se ele pegasse minha dor para ele, a absorvesse. Como se ele pegasse todo meu medo com sua voz, e, enquanto eu dormia, sofria todos os danos..."
"Oh. Ela parecia um anjo de gesso, fino, tão fino, que podia quebrar a qualquer momento. Acolhia-a em meus braços, seu corpo frágil e frio nunca tremera tanto. Tão frágil...
De tão frágil, a primeira coisa em que pensei para aliviar aquela criaturinha foi a minha voz. Abracei-a como se nunca mais fosse vê-la, como se a escuridão fosse nos envolver por completo, para sempre.
Sem que eu percebesse, as lágrimas começavam a cair do meu rosto, enquanto que eu apoiava minha cabeça na dela, escondendo-lhe em meu ombro.
Cantei. Cantei a música de ninar com todo o meu amor, como se eu estivesse pondo tudo a perder naquele momento, como se, através da minha canção, eu podia salvá-la daquela agonia, como se eu pudesse dar-lhe toda a felicidade que restava em meu ser em troca de sua tristeza. E guardaria esta para mim.
Eu teria os pesadelos dela, se isso significasse que ela podia dormir tranquilamente."
Feito por: L. Cotta
quinta-feira, 25 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
Dueto.
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| Feito por: Letícia Cotta e Arthur Mac Cord. | ||||||||||||||||
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
Quem sou?
"Quem sou, e para onde vou? De onde vim, quem me criou?
São essas as perguntas incessantes que em minha mente se passam quando você não está.
Porque eu perdi metade da minha vida tentando te conquistar. E a outra metade...
Foi chorando por você não voltar"
(Feito por: L. Cotta)
São essas as perguntas incessantes que em minha mente se passam quando você não está.
Porque eu perdi metade da minha vida tentando te conquistar. E a outra metade...
Foi chorando por você não voltar"
(Feito por: L. Cotta)
Eu te amo.
"Enquanto eu fosse manuseável demais, doce demais.. Ele me amaria, não é? Enquanto eu o amasse louca e desesperadamente, ele me corresponderia... Não é?
Utilizar-se de artimanhas nunca foi o meu forte. Mas sempre fiz o possível para demonstrar isso - que seria capaz de qualquer coisa para tê-lo e protegê-lo.
Talvez, só talvez, eu não fosse perfeita o suficiente para ele. - Eu era perfeita?
Então foi aí que eu descobri:
A minha única função era, além de satisfazê-lo e completá-lo, sobreviver a tudo isso.
Mais do que isso! Minha vida era agradá-lo! Mas como sobreviver a todos esses golpes e ainda amá-lo?
O mais dificil era deixá-lo feliz. Por mais que fosse impossível deixar alguém totalmente alegre... Por mais que fosse dificil, eu tentaria, ao menos.
Bastaria, apenas, uma atitude para me afastar dele - eu era sensível demais sendo assim, consequentemente, quebradiça o suficiente.
O mais impressionante era que eu engolia meu orgulho inteiro para dizer, todo dia, apenas: 'Oh, eu te amo'.
Bastaria apenas um sussurro doce para me envolver completamente... Eu era sensível o suficiente para realmente AMAR isso. ...Porque era impossível não amá-lo"
(Feito por: L. Cotta)
Utilizar-se de artimanhas nunca foi o meu forte. Mas sempre fiz o possível para demonstrar isso - que seria capaz de qualquer coisa para tê-lo e protegê-lo.
Talvez, só talvez, eu não fosse perfeita o suficiente para ele. - Eu era perfeita?
Então foi aí que eu descobri:
A minha única função era, além de satisfazê-lo e completá-lo, sobreviver a tudo isso.
Mais do que isso! Minha vida era agradá-lo! Mas como sobreviver a todos esses golpes e ainda amá-lo?
O mais dificil era deixá-lo feliz. Por mais que fosse impossível deixar alguém totalmente alegre... Por mais que fosse dificil, eu tentaria, ao menos.
Bastaria, apenas, uma atitude para me afastar dele - eu era sensível demais sendo assim, consequentemente, quebradiça o suficiente.
O mais impressionante era que eu engolia meu orgulho inteiro para dizer, todo dia, apenas: 'Oh, eu te amo'.
Bastaria apenas um sussurro doce para me envolver completamente... Eu era sensível o suficiente para realmente AMAR isso. ...Porque era impossível não amá-lo"
(Feito por: L. Cotta)
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Rosas vermelhas e brancas.
"Você pode ter plantado na estação errada, e no local errado.
Mas um dia ela nasce, e desabrocha.
Como um simples botão de rosa vermelha a florescer por entre as brancas"
Mas um dia ela nasce, e desabrocha.
Como um simples botão de rosa vermelha a florescer por entre as brancas"
segunda-feira, 15 de junho de 2009
O cão e o homem.
"O caçador não devia ter matado a raposa - uma vez que sua confiança nele era total e inabalável.
O bebê não devia ter chorado - seu choro me partia o coração.
E a raposa não devia ter morrido - seus encantos são fortes demais para serem quebrados!
Então, cá estou eu. As vezes meio triste, as vezes meio alegre.
Hora me exibindo, outrora machucado.
Enfurecido, embriagado.
As vezes, até cruel eu sou.
No entanto, em tentação eu caio, ao simplesmente lhe encarar.
Olhos tão tristes, mas tão alegres.
Uma esperançazinha medíocre e irrevelante.
Como uma simples florzinha a nascer por entre as ruínas.
Mas, ainda sim, eu não ia ocupar o lugar daquela raposa.
O caçador estava envolvido por seus lindos.
Por suas mentiras. Por seu amor contraditório.
Tudo o que ela fez foi amá-lo.
Amá-lo e amá-lo.
Então cá estou eu.
As vezes, meio triste. As vezes, meio alegre.
Hora me exibindo, outrora machucado.
As vezes, sem memória. As vezes, a naufragar.
Sou o que sou. E vivo.
Andando sem rumo. Em uma história sem fim.
Quem dera eu, um dia poder encantar-lhe assim."
(Feito por: Letícia Cotta)
O bebê não devia ter chorado - seu choro me partia o coração.
E a raposa não devia ter morrido - seus encantos são fortes demais para serem quebrados!
Então, cá estou eu. As vezes meio triste, as vezes meio alegre.
Hora me exibindo, outrora machucado.
Enfurecido, embriagado.
As vezes, até cruel eu sou.
No entanto, em tentação eu caio, ao simplesmente lhe encarar.
Olhos tão tristes, mas tão alegres.
Uma esperançazinha medíocre e irrevelante.
Como uma simples florzinha a nascer por entre as ruínas.
Mas, ainda sim, eu não ia ocupar o lugar daquela raposa.
O caçador estava envolvido por seus lindos.
Por suas mentiras. Por seu amor contraditório.
Tudo o que ela fez foi amá-lo.
Amá-lo e amá-lo.
Então cá estou eu.
As vezes, meio triste. As vezes, meio alegre.
Hora me exibindo, outrora machucado.
As vezes, sem memória. As vezes, a naufragar.
Sou o que sou. E vivo.
Andando sem rumo. Em uma história sem fim.
Quem dera eu, um dia poder encantar-lhe assim."
(Feito por: Letícia Cotta)
sábado, 13 de junho de 2009
GouHu¹.
"Oh. Então eu descubro que o mundo de fantasias que imaginei em cada sonho...
Em cada livro... Em cada poema feito. Em cada verso inacabado. Cada frase esperando um final...
Eu descubro que há algo acima de tudo, tudo isso.
Descubro reinos perdidos, civilizações, animais... Mas descubro. Oh. Eu descubro.
Algo tão doce quanto o mel, e tão cruel quanto o veneno de um escorpião.
Eu descubro o amor que tenho por você.
E isso me rasga nos menores pedaços de fragmentos existentes.
Machuca, dói, fere. Mas, não passa!
Porque é inevitável"
¹Gou significa CÃO. Hu significa TIGRE. Logo, o título do poema se chama "Cão-Tigre" ou "Cão e Tigre".
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